Money Week: veja como foi o segundo dia evento; faça aqui sua inscrição

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: Divulgação

O segundo dia da Money Week debateu temas como investimento no exterior, carteira de investimentos em cenários de juros altos, ativos de renda fixa, small caps, criptomoedas e muito mais! Confira.

Ativos de renda fixa

Com a recente alta dos juros e da inflação no Brasil a renda fixa voltou à pauta. Larissa Martins, sócia e assessora de investimentos da EQI Investimentos.

Larissa explica que renda fixa nada mais é do que emprestar dinheiro para alguém e ter pré-acordado um retorno e um prazo para resgatar aquele dinheiro.

Vamos supor que seu amigo te pediu R$ 100 e disse que vai devolver em um ano R$ 110. Assim, vocês já combinaram a rentabilidade e o prazo. E é exatamente isso.

“Levando (o título) até o vencimento, você irá receber exatamente o que foi acordado lá no início desse ‘contrato’”, afirma Larissa.

Você pode emprestar seu dinheiro para o governo, para os bancos ou então para empresas. Vamos entender melhor a seguir:

  • Para o governo: é considerado o investimento mais seguro do Brasil. Quando você empresta para o governo está comprando um título publico, como Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA. As diferenças são as formas de rentabilidade: se é pós-fixado ou se é pré-fixado. Se tem liquidez imediata ou se é mais longa, como com vencimentos para 2055 ou 2060.
  • Para os bancos: CBDs, LCIs, LCAs, poupança e LFs. Larissa destaca que poupança não é o lugar mais seguro para deixar o seu dinheiro – e não é nem considerada um tipo de investimento. Por outro lado, há diversas formas de empresar seu dinheiro para o banco. Quando você faz isso, há a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), por um valor de até R$ 250 mil por banco e por CPF. Lembrando ainda que LCIs e LCAs são isentas de imposto de renda.
  • Para as empresas: debêntures, CRIs e CRAs. A garantia aqui é a própria empresa. Para isso, Larissa indica que é preciso estudar o balanço da empresa, saber sobre a saúde financeira dessa companhia. Por isso, estes são os ativos mais arriscados da renda fixa. “Quanto maior o retorno da renda fixa, mais você tem que entender os riscos que está correndo”, ressalta ela. Assim, é importante olhar também o rating da empresa.

Juro real de 6% é uma taxa elevada?

A renda fixa segue roubando a atenção do mercado, enquanto os agentes se perdem em apostas sobre o rumo da taxa básica de juros, Selic. Há quem aposte na manutenção de alta de 1 ponto porcentual antecipada pelo Copom para quarta (27), mas há também quem vá além e preveja altas que vão de 1,25 a até 3 pontos porcentuais.

Para analisar melhor o cenário da renda fixa atualmente, Roberto Varaschin, sócio e co-fundador daEQI Investimentos, conversou com Paulo Bokel, head de distribuição da ARX Investimentos, e Sérgio Machado, gestor da Trópico Investimentos, durante o segundo dia de Money Week.

Para Sérgio Machado, no cenário atual, um ativo indexado à inflação já seria interessante. Uma NTN-B com 6% seria ainda melhor. “Mas é preciso lembrar que, no governo anterior, tivemos taxas de 8%. Atualmente, não parece ser um momento de “all in” em nada, pois as mudanças estão muito rápidas e o mercado volátil demais. Muitas pessoas têm ansiedade em comprar e isso não leva a nada, pois investimentos não são uma jogatina. É preciso fazer uma boa avaliação, analisando o arcabouço macroeconômico. Isso forma a teoria econômica de cada um e é preciso segui-la. É melhor pegar 5% caindo do que 6% subindo”.

Paulo Bokel concorda: “Olhando as taxas de 5 e 6%, comparado ao mundo, é uma taxa elevada, mas já tivemos taxas maiores de 8%, até mesmo em anos recentes, com taxas acima de 7%. É difícil acertar qual é o máximo da taxa e não faz sentido entrar de vez na taxa e sim paulatinamente. O Brasil precisa de solvência, se conseguir pagar 5% ou 6%, é uma taxa bem elevada”, diz.

Investimento em setores resilientes é estratégia para lucrar no longo prazo

Para quem inicia na bolsa de valores é importante saber como investir em setores resilientes e ter retornos a longo prazo, pois com o momento que passamos, alguns setores possuem grandes condições de vencer períodos de crise e você precisa saber quais são.

Quem falou sobre isso na Money Week foi Jonathan Camargo, sócio sêniorEQI Investimentos, que falou sobre “Características e semelhanças dos setores resilientes da bolsa de valores”.

O mercado financeiro oscila com muita frequência, por isso os acionistas com perfil conservador precisam de opções seguras. Assim, a melhor alternativa é encontrar uma forma de investimento de médio a longo prazo, que dure 5, 10 ou mais de 15 anos.

Existem alguns setores que são mais indicados para quem procura esse tipo de ação. Portanto, a seguir estão duas áreas que chamam a atenção por atenderem a bons critérios de lucro após grandes períodos: bancos e seguradoras e serviços básicos.

Small caps

A rápida elevação dos juros na economia brasileira fez com que o preço da ação de muitas empresas caísse na bolsa de valores. No entanto, algumas dessas companhias continuam apresentando bons números, sendo que, para algumas, este é até mesmo o melhor período de sua existência. Muitas destas são small caps. E a pergunta que fica é: seriam, então, as small caps boas oportunidades?

Para debater o tema, o sócio daEQI Investimentos Kleber Falchetti recebeu na Money Week Anderson Lueders, sócio co-gestor da Real Investor, e Werner Roger, sócio fundador da Trígono Capital. Acompanhe como foi o bate-papo.

Werner faz considerações sobre as small caps que sua gestora considera interessantes. “Na verdade, sobra ideia e falta dinheiro, pois quanto maior a crise, maior é a oportunidade. Somente como exemplo, o maior comprador das ações em setembro foram as próprias empresas que estão fazendo recompra, pois estão vendo que seus títulos estão muito descontados”.

Sobre a carteira da Trígono, Werner Roger pondera: “60% da carteira do nosso principal fundo é igual há três anos atrás. Temos Metal Leve (LEVE3), Tupy (TUPY3) e Schulz (SHUL4). Estamos no terceiro melhor ano da história da indústria automobilística no Brasil e há pedidos até abril. A Tupy é a maior empresa do mundo em seu seguimento e comprou a segunda, vai faturar 12 bi em dois anos, pode gerar um lucro de 1,2 bi e vale menos de 3 bi hoje”.

Ele ainda acrescenta os bons números da companhia: “A Tupy tem 1 bi em caixa e não tem dívidas nos próximos 10 anos, 80% de suas receitas são em dólar e os EUA representam 65% do mercado da empresa”.

Para finalizar, ele ainda fala do setor do agronegócio que tem um déficit de 90 bilhões em silos e somente para manter a capacidade seria necessário investir 5 bilhões por ano devido à expansão na produção de grãos”. Por isso, tem preferência no investimento em empresas como a Kepler Weber (KEPL3).

Criptomoedas: mercado sofisticado

André Portillo defende que, apesar da aura sofisticada do mercado de moedas digitais, ele é uma evolução natural, assim como toda tecnologia nova.

E como tal, toda novidade causa alvoroço, como foi o caso do primeiro ETF de bitcoins listado em uma bolsa americana – o ProShares Bitcoin Strategy, que estreou na semana passada. Para Tota, Wall Street finalmente atendeu a uma demanda natural da sociedade, neste caso.

“Temos um ecossistema de criptomoedas muito pujante no exterior e no Brasil. Estar exposto a essa tecnologia reflete uma demanda que já existe”, afirma.

Tota ousa em dizer que “beira a irresponsabilidade não ter cripto hoje em dia”. “Você tem um problema de inflação que é encarado tanto fora como aqui no Brasil. E você tem uma alternativa de um ativo ou uma classe que pode te proteger disso tudo. A ideia da cripto se torna, assim, ainda mais importante”, afirma.

Ele coloca ainda que o investidor precisa conhecer seu grau de tolerância à volatilidade. E que as últimas semanas têm sido muito educativas nesse sentido, dando um pouco da dimensão de como é trabalhar com isso.

Investimentos no exterior: a importância da diversificação

Segundo Renato Breia, mesmo os pequenos investidores podem ter acesso a investimentos internacionais. Inclusive, isso é o que todos os investidores ao redor do mundo fazem.

Em relação ao risco-país, Willian comenta que, embora existam métricas para medi-lo, todos na prática sabem como isso funciona. Ou seja, todo tempo os reflexos das mudanças de rumo na política econômica se fazem sentir: a alta da inflação e dos juros, as reformas que não são aprovadas, e assim por diante. Basicamente, o que essas métricas fazem é tentar traduzir em números o nível de segurança para o investidor no país.

No caso do Brasil, um dos agravantes é o fato de estarem na mesma faixa de risco países considerados de alto risco, como Paraguai, Bangladesh e Turquia, por exemplo. Segundo William, “o investidor busca locais que estejam crescendo e que tenham alguma estabilidade de política econômica, sem um risco político tão grande e que gere oportunidades. Infelizmente, o Brasil não tem sido esse local hoje em dia”. Por isso, o investimento no exterior se torna tão importante.

Como montar uma carteira de investimentos em cenários de juros altos

Após anos de juros em queda no Brasil, as taxas voltaram a subir, deixando dúvidas para os investidores. Afinal, que caminho seguir agora? A montagem de uma carteira de investimentos em cenários de juros altos foi tema da Money Week nesta terça-feira (26).

Para debater o assunto foram convidados André Vainer e Renato Mimica, com mediação de Alexandre Assis, head de alocação e multi-ativos da EQI Asset.

O fundador da Athena Capital destaca que procura investir em ativos que são líderes em rentabilidade nos setores que atuam.

“Com a inflação, normalmente os players menos eficientes têm que repassar muito mais preço ao consumidor final para manter a mesma margem. E as empresas mais rentáveis tem que passar menos preço, o que faz com que essas empresas sejam mais protegidas pela inflação”, destaca Vainer.

Assim, se o investidor fundamentalista compra uma empresa em um preço justo, a rentabilidade do seu investimento tende a ser parecida com a capacidade dessa empresa de crescer em geração de caixa e lucro. “Ao longo dos anos é um caminho muitas vezes tortuoso, dependendo da ação, abre-se oportunidades maiores, como hoje. Mas lá na frente a ação vai refletir a capacidade de gerar resultado”, afirma.

Renato Mimica cita que empresas com melhor execução e com vantagem competitiva clara são as mais vantajosas nestes períodos.

Ele cita a Localiza, líder do setor de aluguel de carros que, historicamente, conseguiu repassar para preço em algumas categorias de aluguel questões de custo e, conforme foi tendo vantagens competitivas de escala, conseguiu fazer o contrário e, por meio de descontos, conseguiu crescer ainda mais e ganhar mais market share.

“No curto prazo dá pra gente fazer escolhas táticas, talvez mais cíclicas, mas players como os de commodities e de petróleo têm se beneficiado muito no momento”, destaca Mimica.

Tecnologia na hora de investir

A quinta edição da Money Week também falou sobre tecnologia na hora de investir, mais especificamente sobre os inovadores softwares desenvolvidos para o mercado financeiro. Afinal, sem eles seria impossível realizar tantas operações por minuto de forma segura.

Sobre o assunto, conversamos com Jefferson Laatus, trader, CEO e estrategista-chefe do grupo Laatus. Jeferson também é parceiro da Neológica, uma fintech líder nesse mercado e criadora do famoso software Profit. Por sua vez, o Profit é uma plataforma que reúne análise, execução e acompanhamento do mercado financeiro e de capitais.

A Laatus é uma empresa educacional, cujo objetivo é profissionalizar o mercado financeiro. Segundo Jefferson, atualmente não há como ser um bom profissional desse mercado sem dispor de uma boa plataforma operacional que ofereça informações de mercado.

Para o CEO, a Neológica é a empresa que melhor supre essa demanda, e a que trouxe a democratização da tecnologia para o mercado financeiro. “Hoje em dia, o mercado financeiro é muito amplo. Quando se pensa em tecnologia na hora de investir, isso permite que o profissional atue em diversos segmentos, como assessoria de investimentos, gestão de fundos, mesa de operações, e assim por diante.”

Por sua vez, a Laatus forma profissionais operadores do mercado financeiro. Nesse sentido, o foco da empresa é mostrar como o mercado funciona, em especial o futuro, que é a especialidade da empresa.

Quem já passou por Money Week

Em suas quatro primeiras edições, a Money Week já trouxe Rogério XavierLuis StuhlbergerAndré EstevesLuiz BarsiSergio ZimermanTarcísio de FreitasHenrique BreddaEvandro PereiraFábio CoelhoHenrique MeirellesRodrigo Maia, entre outros.

Grandes números:

A grandiosidade de Money Week e o seu papel como agente de transformação do mundo dos investimentos se observa pelos números das quatro primeiras edições:

  • Mais de 250 mil pessoas já participaram das quatro primeiras edições.

5ª Money Week

Com mais de 50 convidados, a quinta edição da Money Week terá mais de 20 horas de conteúdo exclusivo dentro dos cinco dias de evento. Diversas palestras, minicursos e outros tipos de conversa vão trazem um enorme leque de aprendizado aos inscritos.

Veja aqui a programação completa da 5ª da Money Week

Veja as trilhas previstas para essa edição:

  • Cenário econômico;
  • Juros em alta;
  • Renda variável;
  • Balanceamento de carteira;
  • Diversificação;
  • Conteúdo variado;
  • Gestão de carteiras;
  • Educação financeira.

Prêmios Money Week

Além de ampliar seu conhecimento, ao participar de Money Week será possível ganhar prêmios, exclusivos. Tudo que é preciso fazer é confirmar sua inscrição! Em seguida, um link será enviado para convidar amigos para participar da Money Week. Quanto mais pessoas se inscreverem pelo seu link, melhores os seus prêmios.

Veja quais são:

TOP 1

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TOP 2

Ganhe o MBA de Finanças e Educação Financeira com Jordan Belfort, o Lobo de Wall Street, no valor de R$ 13.872,00 + 1 ano de assinatura Money Play, no valor de R$ 49,90/mês + 3 meses de Avenue Academy, no valor de R$ 59,90/mês  (prêmio não acumulativo)

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Ganhe o MBA Profissional de Finanças, Banking, Brokers e Traders, no valor de R$ 9.650,00 + 1 ano de assinatura Money Play, no valor de R$ 49,90/mês + 3 meses de Avenue Academy, no valor de R$ 59,90/mês (prêmio não acumulativo)

30 amigos inscritos

Ganhe o MBA Profissional de Finanças Banking, no valor de R$ 9.650,00 + 1 Ano de Money Play, no valor de R$ 49,90/mês + 3 meses de Avenue Academy, no valor de R$ 59,90/mês (exclusivo para os 10 primeiros que baterem a meta)

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