Money Week: por dentro dos ativos de renda fixa

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Com a recente alta dos juros e da inflação no Brasil a renda fixa voltou à pauta. Larissa Martins, sócia e assessora de investimentos daEQI Investimentos, falou sobre o assunto na palestra “Explicando ativos de renda fixa” nesta terça-feira (26) na quinta edição da Money Week.

Economista formada aos 20 anos, Larissa abriu conta em corretora aos 16 e hoje, aos 24 anos, é líder de equipe dentro daEQI Investimentos, além de atender clientes diretamente.

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“É importante entender os tipos de renda fixa. No Brasil, essa modalidade nunca vai morrer, é um investimento muito importante, mas tem que saber qual o melhor tipo para você e pensar na diversificação da carteira”, ensina.

Larissa Martins na Money Week

Entendendo o conceito da modalidade

Larissa explica que renda fixa nada mais é do que emprestar dinheiro para alguém e ter pré-acordado um retorno e um prazo para resgatar aquele dinheiro.

Vamos supor que seu amigo te pediu R$ 100 e disse que vai devolver em um ano R$ 110. Assim, vocês já combinaram a rentabilidade e o prazo. E é exatamente isso.

“Levando (o título) até o vencimento, você irá receber exatamente o que foi acordado lá no início desse ‘contrato’”, afirma Larissa.

Os tipos de renda fixa

Você pode emprestar seu dinheiro para o governo, para os bancos ou então para empresas. Vamos entender melhor a seguir:

  • Para o governo: é considerado o investimento mais seguro do Brasil. Quando você empresta para o governo está comprando um título publico, como Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA. As diferenças são as formas de rentabilidade: se é pós-fixado ou se é pré-fixado. Se tem liquidez imediata ou se é mais longa, como com vencimentos para 2055 ou 2060.
  • Para os bancos: CBDs, LCIs, LCAs, poupança e LFs. Larissa destaca que poupança não é o lugar mais seguro para deixar o seu dinheiro – e não é nem considerada um tipo de investimento. Por outro lado, há diversas formas de empresar seu dinheiro para o banco. Quando você faz isso, há a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), por um valor de até R$ 250 mil por banco e por CPF. Lembrando ainda que LCIs e LCAs são isentas de imposto de renda.
  • Para as empresas: debêntures, CRIs e CRAs. A garantia aqui é a própria empresa. Para isso, Larissa indica que é preciso estudar o balanço da empresa, saber sobre a saúde financeira dessa companhia. Por isso, estes são os ativos mais arriscados da renda fixa. “Quanto maior o retorno da renda fixa, mais você tem que entender os riscos que está correndo”, ressalta ela. Assim, é importante olhar também o rating da empresa.

Qual o melhor ativo?

O ideal, segundo a assessora de investimentos da EQI, é diversificar a carteira, incluindo na renda fixa. “Por isso é importante ter um assessor de investimentos. As oportunidades da renda fixa são observadas pela curva de juros futura”, pontua Larissa.

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