Dossiê da Renda Fixa: com Selic em alta, renda fixa volta a ser atraente

Ronaldo Araújo
Engenheiro e Agente Autônomo de Investimentos, hoje me dedico a divulgar ensinamentos sobre como funciona a Previdência Privada. Acredito que com mais conhecimento é possível fazer melhores escolhas para a formação do patrimônio de longo prazo. Para saber mais acesse www.ronaldoaraujo.com.br
1

Foto: renda fixa

A alta recente da Selic trouxe novo brilho à renda fixa. Em um passado recente, esse tipo de aplicação financeira perdeu sua atratividade pelas baixas taxas de juros básicos praticadas pelo Banco Central. No entanto, com a alta da inflação, o Banco Central se viu obrigado a aumentar a Selic e isso tornou a renda fixa uma boa alternativa para novos investimentos.

Para ajudar você na escolha pelo título correto, apresentamos este artigo. Nele, você encontrará a definição das diferentes modalidades de investimento na renda fixa. Saberá também quais são as principais opções dos títulos desse mercado. Dessa forma, poderá montar sua carteira de modo que reflita seus reais interesses.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Não espere mais e prossiga na leitura agora mesmo!

  • Quer saber mais sobre renda fixa e investimentos? Faça sua inscrição na Money Week, evento online e gratuito que acontece entre os dias 25 e 29 de outubro, com mais de 50 convidados que vão falar e tirar dúvidas sobre o cenário econômico atual, balanceamento de carteira, educação financeira, renda fixa, e diversos outros temas. Clique aqui para se inscrever.

Quais são as modalidades de investimento em renda fixa?

Existem pelo menos três modos de rentabilidade ao contratar um investimento em renda fixa. Acompanhe a seguir uma melhor explicação de cada um deles.

Pré-fixado

Nesse tipo de investimento em renda fixa, a rentabilidade já é conhecida no momento que se faz a aplicação. Sendo assim, não há variações ou ganhos adicionais. Um título que é adquirido com uma taxa pré-fixada de 10% ao ano entregará exatamente isso ao final do período contratado.

Pós-fixado

Já em uma aplicação pós-fixada, o rendimento final não é totalmente conhecido. Isso acontece quando o título em questão está atrelado a algum indicador financeiro, como o CDI ou a taxa Selic. Sendo assim, haverá variações “no meio do caminho” até que ocorra o vencimento do título. Se a taxa referenciada subir, o rendimento sobe. Se descer, o rendimento diminui.

Híbrido

Por fim, temos o modelo híbrido. Nessa modalidade, parte da rentabilidade é previamente conhecida, enquanto a outra parte é atrelada a algum índice de referência. Títulos desse tipo costumam expressar seu rendimento na forma IPCA + 5%, por exemplo. Isso indica que lucro auferido será de 5% somado à variação do IPCA, que representa a inflação.

Quais são os principais tipos de investimento em renda fixa?

Existem diversos títulos no mercado de renda fixa. Cada um deles tem as suas próprias características e atende a objetivos diversos. Acompanhe a seguir uma melhor explanação a respeito das principais opções existentes para investir em renda fixa.

Certificado em depósito bancário

Esse título é mais conhecido por sua sigla: CDB. Trata-se de um papel emitido por instituições bancárias. Nessa modalidade de aplicação, o investidor empresta seu dinheiro a um banco e, como contrapartida, recebe um título que expressa o pagamento futuro da dívida acrescida de juros. Geralmente, a rentabilidade de um CDB é atrelada ao CDI, sendo expressa como um percentual deste.

Essa é uma estratégia de captação de recursos que é permitida aos bancos para financiar a expansão de suas atividades. Quem decide participar disso tem como recompensa o recebimento de um valor maior do que emprestou. Vale observar que normalmente a rentabilidade oferecida nos CDBs de bancos de menor porte costuma ser mais atraente que os bancos já estabelecidos no mercado há muito tempo.

Letra de crédito

As letras de crédito também são títulos emitidos por instituições financeiras, sobretudo os bancos. Tratam-se de papéis voltados a uma aplicação específica. Isso quer dizer que o dinheiro captado pelas instituições precisa obrigatoriamente ser destinado a um fim em especial, a depender do tipo de letra de crédito.

Nesse sentido, podemos destacar as duas modalidades existentes: a primeira delas é a letra de crédito imobiliário, ou LCI. Os recursos captados por ela devem ser aplicados exclusivamente em operações de crédito para a construção de imóveis. Já o segundo tipo é a letra de crédito do agronegócio. Essa modalidade capta recursos para financiar a expansão do agronegócio brasileiro. A aplicação em qualquer tipo de letra de crédito é isenta do pagamento de imposto de renda.

Tesouro Direto

O investimento em Tesouro Direto ganhou muita popularidade nos últimos anos dada sua maior segurança. Isso acontece porque os títulos existentes na plataforma são emitidos pelo Governo Federal. Dessa forma, o risco de inadimplência é muito baixo, fazendo com que essa modalidade ganhasse força frente à poupança.

Essa é uma prática comum nos governos de todos os países. Sempre que há necessidade de captar recursos, o governo pode emitir novos títulos e colocá-los à disposição do público em geral. No Brasil, existem três tipos de papéis que podem ser adquiridos na plataforma: Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic. O título deve ser escolhido de acordo com o objetivo de cada investidor.

Certificado de recebíveis

Semelhante ao que acontece com as letras de crédito, os certificados de recebíveis também são isentos do pagamento de imposto de renda sobre o lucro auferido. A diferença entre eles fica por conta da instituição emissora: enquanto nas letras quem emite são os bancos, nos certificados o emissor são as securitizadoras (não confunda com seguradoras, pois são diferentes).

Outro ponto em comum com as letras é que os certificados existem em duas modalidades. Os certificados de recebíveis imobiliários ― CRI ― destinam seus recursos captados ao setor imobiliário. Já os certificados de recebíveis do agronegócio ― CRA ― suportam as operações voltadas ao campo.

Fundos de renda fixa

Em se falando de renda fixa, existe também a opção de aplicar via fundo de investimento. Essa modalidade consiste em um condomínio de investidores com um mesmo propósito. Todos investem seu dinheiro no fundo que conta com toda uma estrutura profissional para fazer o gerenciamento do capital. Logicamente, a destinação dos recursos é voltada à títulos de renda fixa, como os que foram explicados ao longo do texto.

Uma grande vantagem de investir via fundo é justamente contar com o aparato de profissionais para fazer a alocação do dinheiro. Entre eles, podemos destacar a administradora do fundo e o gestor profissional. O primeiro faz todo o cálculo de cotas, resgates e aplicações. Já o segundo é responsável por executar a política de investimentos do fundo e buscar o melhor retorno para os cotistas.

Investir em renda fixa é ter previsibilidade de retorno na carteira de investimentos. Ao ter parte dos recursos investidos em títulos dessa modalidade, é possível ter um planejamento mais assertivo. Com a alta recente da Selic, vários papéis se tornaram bem atrativos. Pode ser uma atitude muito inteligente pesquisar as boas ofertas que existem no mercado. Com as opções apresentadas aqui, é possível construir um ótimo portfólio.

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo