CDB: simplicidade para quem está começando a investir

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

Se você está começando a investir, uma das alternativas mais indicadas para a sua carteira é o CDB. Isso porque é uma modalidade simples, acessível e uma das mais seguras entre as opções de renda fixa.

No entanto, existem detalhes que você precisa conhecer para investir com segurança, como o tipo de rendimento, tributação e prazo da aplicação, por exemplo. Pensando nisso, preparamos esse material com tudo o que você precisa saber sobre CDB. Confira a seguir!

O que é CDB?

O Certificado de Depósito Interbancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por bancos, cujo objetivo é captar recursos para o financiamento de suas atividades. Em outras palavras, ao adquirir um CDB o investidor está “emprestando” dinheiro ao banco, e faz isso mediante uma remuneração predefinida.

Essa modalidade é uma das mais indicadas para a formação da reserva de emergência. Isso porque muitos CDBs oferecem liquidez diária, ou seja, é possível contar com o recurso da conta corrente no momento da solicitação do resgate, mesmo antes do vencimento da aplicação.

Rendimento dos CDBs

Em relação à remuneração, os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Os prefixados, como o nome sugere, têm o seu rendimento definido por uma taxa fixa (expressa ao ano) no momento da aplicação. Uma das vantagens dessa modalidade é a previsibilidade, já que o rendimento será o mesmo independentemente do que acontecer com a taxa básica de juros.

No caso dos CDBs pós-fixados, o investidor não sabe ao certo quanto será o seu ganho, e sim tem uma estimativa do rendimento no vencimento da aplicação. Isso porque a rentabilidade do pós-fixado segue um benchmark, que, normalmente, é o CDI.

Por fim, a remuneração do CDB híbrido é formada parte por uma taxa fixa e parte por um percentual de um indicador, que pode ser o CDI, a Selic, ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor amplo), por exemplo. Esse tipo de CDB é interessante em momentos de tendência de alta na inflação. Ou seja, ao indexar parte do rendimento ao IPCA, consegue-se proteger o dinheiro da desvalorização causada pelo aumento dos preços.

Existem alguns fatores que influenciam diretamente na remuneração do CDB. Por exemplo, quanto maior a carência e o prazo da aplicação, maior tende a ser a taxa da aplicação. Por outro lado, instituições financeiras menores ou menos conhecidas tendem a oferecer juros maiores do que bancos maiores.

Segurança do CDB

Esse é um dos pontos positivos dos CDBs. Assim como a maioria dos investimentos de renda fixa, os CDBs contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Esse fundo garante até R$ 250 mil por CPF caso a instituição financeira venha a ter problemas de insolvência.

Custos do CDB

Diferentemente dos fundos de investimento, o CDB não possui custos adicionais como taxas de administração, por exemplo. Nesse sentido, há somente a tributação, que acompanha a tabela regressiva das aplicações de renda fixa conforme segue:

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Caso o resgate ocorra antes do 30° do início do investimento, haverá também a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Nesse caso, as alíquotas também são progressivas, iniciando em 96% e chegando a zero no 30° dia da aplicação.

*Com Carla Carvalho

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.