CRA: Certificados de Recebíveis do AgronegócioCRI: Certificados de Recebíveis Imobiliários

CRI e CRA

“Obtenha ainda mais rentabilidade com os Mercados Imobiliário e do Agronegócio com CRI e CRA.”

CRI e CRA
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A bolha estourou … e agora?

CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas) são títulos de renda fixa que são emitidos por companhias securitizadoras, a fim de financiar, como os próprios nomes já dizem: os mercados Imobiliário e Agrícola. Podem ser pré ou pós-fixados.

Qualquer semelhança com as LCI´s e LCA´s não é mera coincidência!

Detalharemos mais especificamente cada item ao longo do artigo, mas em resumo:

Ao investir em um CRI ou CRA, você não tem um banco como intermediário.

É justamente por isso que estes investimentos oferecem melhores taxas de rentabilidade.

Cabe ressaltar também que muitos dos emissores destes certificados são consideravelmente maiores que os grandes bancos e maiores até mesmo que o FGC.

Aprenda mais sobre o FGC clicando aqui.

Tenho perfil para investir em CRI e CRA?

Antes de continuar aprendendo sobre CRI e CRA, vale lembrar que cada investidor tem um perfil diferente e para cada perfil e necessidade de investidor há uma forma mais indicada, ou seja, um “melhor investimento”.

Sempre escrevo os artigos com base no que penso para o meu perfil e para os meus investimentos.

Para conhecer o seu estilo, e receber uma sugestão mais adequada, sugiro que você faça um teste antes de continuar a leitura: Teste de Perfil

Boas e más notícias.

boas e más notícias

Formulário de Contato

Durante o artigo, você também pode me enviar perguntas, através de um formulário como este:

Estes investimentos estão em franco crescimento em vista da dificuldade dos bancos em oferecer novos produtos para estes mercados. Explico:

Os mercados Agrícola e de Imóveis já viveram os seus dias mais gloriosos.

O boom imobiliário, num passado recente, rendeu excelentes oportunidades de investimentos oferecendo ótimas taxas para quem investiu em LCI´s, por exemplo.

Com o enfraquecimento da economia houve uma desaceleração natural do mercado, baixando com isso, as taxas oferecidas pelas instituições financeiras.

Bom, essa é a má notícia.

A boa, é que ainda é possível investir em Imóveis e no Agronegócio, com uma rentabilidade bastante atrativa. E a ótima notícia é que CRI e CRA são livres de IR!

Qual a relação entre CRI e CRA e LCI e LCA?

Podemos sim, fazer uma relação entre estes investimentos para facilitar o entendimento, mas também é importante destacar as suas diferenças.

Em comum, além de apostarem nos mesmos mercados (Imobiliário e Agronegócio), ambos investimentos são isentos de Imposto de Renda.

A boa notícia é que são livres de IR

Mas as semelhanças param por aí.

Diferentemente de uma LCI/LCA que são títulos gerados por instituições financeiras (bancos), CRI e CRA só podem ser gerados por uma Companhia Securitizadora. Explicaremos o que são e como funcionam mais adiante.

Outra diferença entre eles é que CRI e CRA não são protegidos pelo FGC.

por que investir em CRI e CRA?

É muito importante salientar que o fato de não ter a garantia do FGC não classifica investimentos em CRI e CRA como investimentos não-seguros. Isto porque cada emissor possui um rating, também conhecido como nota de risco.


Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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O rating é a nota atribuída à empresa que representa a sua capacidade de pagar suas dívidas. Esta nota é dada por agências de classificação de risco.

As principais são: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch Ratings que controlam uma parcela de mais de três quartos do mercado global de avaliações de risco.

Com esta informação é possível escolher um CRI ou CRA de uma emissor confiável e de baixo risco. Em muitos casos, as garantias oferecidas chegam a ser maiores que o banco onde você costuma investir em renda fixa.

Você pode assistir um vídeo deste artigo, em nosso canal no Youtube:

Caso você aprenda mais fácil através de videos, você também pode assistir a nossa vídeo aula!
Aproveite e siga o nosso canal no Youtube!

Nossas palestras Melhor Investimento 2014, 2015, 2016 e 2017, já foram assistidas por mais de 500.000 pessoas, garanto que você não vai se arrepender.

Para quem são indicados CRI e CRA?

CRI CRA- Para quem são indicados?

Geralmente indicamos CRI e CRA para investidores que tenham uma carteira com um aporte maior e que já esgotaram o FGC em bancos que tenham boas taxas ainda disponíveis, ou também para quem procura diversificação em sua carteira.

Os investimentos em CRI e CRA tendem a ter uma rentabilidade mais alta que os investimentos de renda fixa tradicionais (LCI, LCA, CDB, LC, etc.) em virtude do “risco maior”.

Lembrando novamente que existem diversas emissões com grandes garantias de emissores confiáveis que tornam esse risco muito baixo.

É sempre interessante fazer alguns cálculos para comparar e ver quem rende mais.

Para isso utilize a nossa calculadora: https://www.euqueroinvestir.com/calculadora-melhores-investimentos/

Investidor Qualificado

CRI CRA- Quem pode investir?

Investidores em geral podem investir em CRI e CRA, porém algumas emissões são disponibilizadas somente para investidores qualificados.

Investidor Qualificado, segundo a norma 409/04 da CVM é quem possui mais de 1 milhão de reais em aplicações financeiras.

Caso você se enquadre nesta condição, basta assinar junto ao banco ou corretora em que você investe, o termo de investidor qualificado, garantindo acesso a todas as emissões do mercado.

Por que?

Como quase tudo no Brasil é burocracia, o estado tenta “proteger” o investidor mais leigo destes investimentos mais “sofisticados”, que o governo considera mais arriscados.

Mesmo que você estude e entenda perfeitamente o funcionamento dos CRI´s e CRA´s, conheça a emissão com todos os detalhes e entenda sobre os riscos envolvidos. Se não for um ‘investidor qualificado’ você é proibido de investir por causa desta norma.

CRI CRA-Burocracia

Mas afinal, o que são recebíveis do Agronegócio?

Vamos imaginar uma empresa que trabalha no ramo do agronegócio: uma produtora de Milho por exemplo.
Digamos que ela resolva renovar todo o seu maquinário de campo como: colheitadeiras, tratores, etc.

Ela procura um banco ou uma cooperativa de crédito e faz os seus financiamentos a uma taxa média de 14% ao ano com um prazo de 60 meses.

O banco (ou cooperativa), para não ter que esperar até o final do prazo para receber o seu dinheiro de volta, emite um CRA e vende para investidores os seus créditos e estes investidores então, receberão os juros do período.

CRI CRA fluxo de emissão de CRA

E recebíveis imobiliários?

Vamos novamente imaginar uma empresa do ramo imobiliário, como uma construtora por exemplo.

Suponhamos que ela construiu um prédio de 20 andares com um total de 40 apartamentos.
Vamos dizer que a construtora vendeu todos os apartamentos financiados ao preço de 1 milhão de reais cada.

Vamos considerar um prazo médio de 60 meses nos financiamentos à taxa de IGPM+1% ao mês.

Se a construtora aguardar todo esse tempo para receber os pagamentos, ela demorará 60 meses para ter todos os 40 milhões, mais os juros do período, para reaver o dinheiro dela investido e assim ter o seu lucro final do empreendimento que fez.

Para que ela tenha este dinheiro antecipadamente e consiga continuar os seus negócios, até mesmo para lançar outro empreendimento, ela emite um CRI e vende os seus créditos para investidores que ganharão os juros do período.

CRI CRA- Fluxo de emissão de CRI

O que é uma securitizadora?

Securitizadoras são empresas que compram créditos e securitizam, ou seja, transformar estes créditos em títulos para serem vendidos posteriormente a investidores.

As securitizadoras são as únicas empresas autorizadas a emitir os CRI e CRA,

Quanto rende um CRI e CRA?

Os CRI´s e CRA´s podem ter todos os tipos de remuneração:

CRI E CRA- Opções de rendimento

Prefixada: 12% ao ano por exemplo;
Pós-fixada: 110% do CDI por exemplo;
Pós-fixada + taxa fixa: CDI+1,2 ou CDI – 0,8 por exemplo;
Inflação + taxa fixa: IPCA+8% ou IGPM+7% por exemplo.

Cada emissão de CRI ou CRA tem sua própria rentabilidade.

Esta depende muito da qualidade do emissor do título, da sua capacidade de honrar o pagamento, das garantias que o emissor oferece, etc.

CRI

CRI

CRA

CRA

O rendimento para o investidor de CRI e CRA é isento de impostos de renda e IOF.
Mas atenção: o ganho de capital, caso o investidor venda o titulo antecipadamente no mercado secundário, não.

Entenda o que é mercado secundário:

Quando é o banco (ou empresa, securitizadora, etc) que emite um título para venda, isto é o mercado primário.

mercado secundário e primário

Mercado secundário é quando os primeiros compradores destes títulos, revendem para terceiros e assim eles passam a ser comercializados diretamente entre os demais compradores, sem a anuência da CVM.

A flutuação do preço no mercado secundário acontece devido a diversos fatores, principalmente relativo a notícias da empresa emissora, da taxa de juros e do contexto do setor no qual a empresa atua.

CRI´s e CRA´s podem ter pagamento de juros e amortizações mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou somente no vencimento.

pagamento de juros e amortizações

Cada titulo tem a sua característica, então antes de investir, consulte os detalhes do titulo que irá comprar.

 

Um pouco mais sobre a segurança de se investir em CRI e CRA

Para que um CRI e um CRA seja originado é preciso ocorrer a securitização.
Para a sua realização é necessário seguir uma série de procedimentos incluindo a constituição do denominado Termo de Securitização, com os seguintes itens:

Termo de securitização

– Identificação do devedor;
– Valor nominal de cada crédito que lastreie a emissão;
– Indicação das garantias dos títulos, quando houver e;
– Identificação dos títulos emitidos.

Geralmente é instituído um regime fiduciário que garante a separação do risco do emissor, ou seja, se a securitizadora vier a quebrar, o fluxo de pagamentos para os investidores se mantém pois os recebíveis ficam separados do patrimônio da securitizadora.

Porém, mais uma vez eu ressalto: antes de comprar um CRI ou CRA, observe o Rating (classificação de risco) do emissor dos créditos.

Porque caso os devedores dos recebíveis que compõem o lastro do CRI ou CRA não quitarem suas obrigações junto à securitizadora, o investidor poderá deixar de receber ou ter atrasos no recebimento.

Vamos a um exemplo real para ficar mais claro como funciona a garantia de um CRI:

garantia de um CRI

O CRI da 73ª série da 1ª Emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários da Ápice Securitizadora (CRI Vale), que o ITAU BBA participou como coordenador-líder e a XP investimentos atuou como Coordenador Secundário e Formador de Mercado.

Esta emissão aconteceu em Setembro de 2016

Informações centrais da Oferta:

Remuneração*: Foi definida em procedimento de bookbuilding, com taxa-Teto equivalente à IGPM +5,7913%.
Rating Preliminar: AA- pela Fitch
PU – Preço unitário de emissão: R$ 1.000,00
Vencimento do ativo: 23/05/2029
Duration aproximada do ativo: 5,59 anos
Pagamentos: Juros – Mensal (início: 24/10/2016); Amortização – mensal, sendo o primeiro pagamento de amortização do saldo devedor do Valor Nominal Unitário realizado em 22 de março de 2017 e os demais a partir do dia 24 de maio de 2017 e nos meses subsequentes, nas datas previstas no Anexo V ao Termo de Securitização.
Garantias: Fundo de Liquidez de R$ 10 MM + Fiança bancária do Itaú Unibanco + endosso da apólice do Seguro Patrimonial
Ativo destinado a: Investidores Qualificados
Tamanho total da oferta: R$ 140.000.000,00

Informações Essenciais:

Informações essenciais

Conforme constava no Material Publicitário, o CRI estruturado conta com lastro em contrato atípico de locação, o que proíbe a rescisão do mesmo sem que seja realizado o pagamento do saldo devedor até o vencimento do período de contrato dos aluguéis.

Tal condição se deve ao fato de o projeto ter sido desenhado na modalidade built to suit, que significa que foi criado “sob encomenda” exclusivamente para atender a uma demanda da própria Vale, promovendo total alinhamento da mineradora.

O projeto contempla a construção de 597 casas para trabalhadores da Vale, especificamente da Mina de Carajás (Pará), que está recebendo um grande investimento (estimado em aproximadamente R$ 14 bi) para ampliação física do Corredor Logístico Norte (Ferrovia e Porto) e progresso físico da Mina e da Planta de beneficiamento.

Isso permitirá uma produção, bem como capacidade logística adicional de aproximada de 90 Mi de toneladas/ano.
O projeto de construção das moradias, portanto, está baseado nesse grande investimento realizado pela Vale.

Tal projeto conta com 16 fases, sendo três delas já concluídas e entregues dentro do cronograma previsto.
As demais fases estão em processo de construção, também alinhadas com o cronograma citado.

Também é importante destacar que a construtora Amec, escolhida para a execução das obras sob a administração da VBI, é uma empresa local e possui os principais contatos, acessos e know how sobre a região, o que é fundamental para o bom desempenho da operação.

As leis que regulamentam estes investimentos são:

Leis que regulamentam CRI CRA

CRA: Lei Nº 11.076, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2004:

Neste link você vê a lei completa: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/L11076.htm

CRI: LEI Nº 9.514, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1997:

Neste link você ve a lei completa: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9514.htm

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Ricardo Casagrande

Ricardo Casagrande é um Colaborador do Portal EuQueroInvestir.

Contato: ricardo.casagrande@euqueroinvestir.com

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