Rogério Xavier, da SPX Capital, é mais um dos nomes da Money Week

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Rogério Xavier, um dos sócios-fundadores da SPX Capital, é também um dos gestores mais conhecidos do Brasil.

Ao lado de Daniel Scheider e Bruno Pandolfi, Xavier saiu do BBM em 2010. Isto após 21 anos trabalhando no antigo Banco da Bahia. E juntou seu sobrenome com o dos parceiros para fundar a SPX, hoje uma das principais gestoras do País.

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Ele é um dos convidados da 4ª edição da Money Week, maior evento online e gratuito sobre investimentos do Brasil, que acontece entre os dias 24 e 28 de maio.

Atualmente, a empresa conta com cerca de de 150 profissionais. Muitos deles são estrangeiros e estão espalhados por escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Washington. Essa diversidade acaba sendo um dos diferenciais da SPX Capital em relação à concorrência.

O início Rogério Xavier

A vivência de Rogério Xavier com o mercado de capitais começou bem antes da fundação da SPX. O paulistano, com sangue de carioca, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Por lá ficou até retornar a São Paulo, em 1991.

Antes, em 1985, ainda no Rio de Janeiro, deu o pontapé inicial na carreira. Passou no vestibular para Administração de Empresas na PUC. A inspiração para buscar emprego no mercado financeiro veio ao ler uma entrevista de um operador de moedas do Bankers Trust.

Motivado, ele resolveu deixar um currículo na porta do Banco de Investimentos Garantia. Pouco depois, foi chamado para trabalhar como liquidante na instituição. Ficou por lá até 1989, quando ingressou no Banco da Bahia, depois chamado de BBM, no qual trabalhou como operador de mesa. Cresceu dentro da empresa. Tornou-se sócio da instituição. E, em 1997, assumiu o cargo de diretor da Tesouraria, posição que ocupou por uma década.

No ano seguinte, encarou o desafio de assumir a diretoria executiva da unidade de gestão de recursos de terceiros. E, em 2010, finalmente deixou a organização. E, enfim, abriu a SPX ao lado de Scheider e Pandolfi. O X, da sigla, para quem não percebeu, é de Xavier.

A SPX

Fundada com a abreviação do sobrenome dos três sócios, a SPX nasceu fadada ao sucesso, e os números obtidos pela gestora em seus quase 11 anos de vida provam isso.

Entre fevereiro de 2019 e fevereiro do ano passado, a gestora conseguiu retorno de 128% do CDI (Certificado de Depósito Bancário). O percentual diminui quando o escopo abordado é de 24 meses. Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2020, ficou em 63% do CDI. O retorno é bastante considerável para o período. Isto apesar de a gestora ter admitido um erro estratégico que diminuiu os ganhos no período.

Desde a fundação, em dezembro de 2010, Rogério Xavier e a SPX conseguiram uma taxa de retorno de 151% do CDI. Os números acabaram solidificando a empresa entre as gestoras do País. O resultado é que, em 2021, o time de Xavier já ultrapassou a casa dos R$ 40 bilhões sob sua gestão. Isto incluindo crédito, multimercado macro e, claro, estratégias de ações.

Uma das estratégias adotadas pelo gestor, aliás, é um pouco polêmica. Xavier comentou, ao Brazil Journal, que a SPX “concentra de fato a decisão e o risco”. “No final das contas, as pessoas dão o dinheiro para nós fazermos a gestão. Há pessoas embaixo, mas quem toma as decisões são os gestores”, afirmou.

Sebastian Lewit e Márcio Albuquerque, que eram considerados dois importantes gestores do organograma da SPX, deixaram a empresa no início de 2019. Eles alegaram não concordar com a forma como a empresa estava sendo gerida.

Perfil ousado

A seleção dos profissionais da SPX tem uma particularidade. Xavier gosta de pessoas que tenham experiência com o mundo esportivo. O motivo? Segundo um dos principais gestores do País, “porque eles também estão acostumados a trabalhar sob pressão”.

“O esporte é um exercício de estratégia, de perseverança, de atingir seus limites. E de buscar objetivos dentro de padrões de ética muito rígidos. Você não pode ultrapassar barreiras, deve derrotar o adversário dentro das regras”, comentou.

“Pelo menos é assim que eu vejo. A pior coisa para mim é ganhar porque o outro, na reta de chegada, se machucou. Acho que, em uma corrida, eu seria incapaz de cruzar a linha de chegada nessas condições. Eu gosto da motivação de ganhar porque eu fui o melhor mesmo, dentro de um jogo limpo”, complementou.

(Por Paulo Amaral)

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