Radar: BB (BBAS3) deve ter troca de comando; BTG (BPAC11) fará oferta de units

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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O Radar corporativo desta quinta-feira (14) destaca que segue hoje a polêmica sobre a demissão de André Brandão, do Banco do Brasil (BBAS3), pelo presidente Jair Bolsonaro, depois do fechamento de agências. Paulo Guedes tenta intervir.

O BTG Pactual (BPAC11) fará oferta primária restrita de units, de ao menos R$ 2 bilhões.

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Já SulAmérica (SULA11) emitirá debêntures no montante de R$ 700 milhões.

A Gás Natural Açu, joint venture da BP (B1PP34), Siemens AG e Prumo Logística (PRML3), obtém financiamento do BNDES.

A Statkraft (STKF3) realiza assembleia nesta quinta.

Controlador do Carrefour (CRFB3) está considerando seriamente a proposta da Couche-Tard, que pode chegar a US$ 20 bilhões.

A BR Properties (BRPR3) conclui compra de torres corporativas por R$ 832,4 milhões. E a Voiter (IDVL3 IDVL4) anuncia aumento de capital.

A Ser (SEER3) não exerce direito de compra de unidades da Ânima (ANIM3).

Por sua vez, a MRV (MRVE3) aprova pagamento de dividendos, assim como os BDRs de Procter & Gamble (PGCO34)International Paper (I1PC34)Assurant (A1SU34).

Enquanto isso, Saraiva (SLED4) diz que pedido de falência vem em protesto de fornecedora.

A Smiles (SMLS3) divulga dados operacionais do quarto trimestre de 2020.

Por fim, os IPOs crescem 344% em 2020, enquanto a emissões de FIIs batem recorde. Veja mais notícias.

O que você verá neste artigo:

André Brandão pode deixar Banco do Brasil (BBAS3)

O atual presidente do Banco do Brasil (BBAS3) pode ser destituído do cargo, segundo informou a revista Veja.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), o banco nega a notícia e afirma que “nenhuma comunicação formal por parte do acionista controlador sobre qualquer decisão a respeito do assunto” foi emitida.

Ontem, os papéis do banco fecharam o dia em queda de 4,94%, cotados a R$ 37,55.

Nomeado pelo presidente da República Jair Bolsonaro em setembro de 2020, Brandão pode deixar o cargo e ser remanejado para outra função no governo federal.

Segundo a revista, fontes relataram que a mudança no comando do Banco do Brasil está sendo seriamente considerada pela equipe do Planalto. A troca pode ocorrer ainda esta semana.

De acordo com a Veja, o futuro presidente do BB deve ser escolhido por Bolsonaro e por Paulo Guedes, ministro da Economia. A proposta é definir um nome identificado com o mercado, mas que tenha mais intimidade com o jogo político de Brasília.

Segundo informações da Arko Advice, Guedes ainda tenta segurar André no cargo. O presidente Bolsonaro já estaria decidido a demitir André Brandão, mas o ministério da Economia e o Banco Central ainda tentam mantê-lo no cargo.

BTG (BPAC11) faz oferta restrita de units

O BTG Pactual informa que fará oferta restrita de certificados de depósitos de ações, representativos cada um de uma ação ordinária e duas ações preferenciais classe  A. A oferta será prioritária a acionistas e após, a investidores qualificados. Ela será composta, inicialmente, por 22.222.222 units, compreendendo 22.222.222 ações  ordinárias  e 44.444.444 ações  preferenciais – podendo ser acrescida em 25%.

Com o preço por unit em R$ 91,26, a oferta movimentaria ao menos de R$ 2 bilhões.

BTG (BPAC11) firma parceira com a Mosaico Tecnologia

O Banco BTG Pactual (BPAC11) celebrou nesta quarta-feira (13) um acordo de parceria com a Mosaico, a maior plataforma digital de conteúdo e originação de vendas para o comércio eletrônico no Brasil. A Mosaico é responsável pelos aplicativos e sites das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro.

A plataforma recebeu em setembro de 2020 30,9 milhões de visitantes únicos e originou, no período de junho a setembro de 2020, R$1,1 bilhão em GMV para centenas de lojistas online do Brasil.

Conforme a nota, o acordo operacional estratégico entre as empresas terá prazo inicial de 5 anos.

A parceira determina o oferecimento de benefícios de cashback pela Mosaico aos usuários das suas plataformas e canais de distribuição, por meio de carteira virtual e contas de pagamento operadas pelo BTG Pactual (BPAC11) em regime de co-branding, bem como a oferta de serviços financeiros, bancários e securitários em geral, pelo banco.

Além disso, prevê o desenvolvimento de uma plataforma de e-commerce do BTG em seus canais eletrônicos (marketplace), para oferta de determinados bens de consumo que são atualmente transacionados no ecossistema da Mosaico.

B1PP34 e PRML3: joint venture obtém financiamento do BNDES

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada pela BP (B1PP34), Siemens AG e Prumo Logística (PRML3), obteve financiamento de R$ 3,93 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

E vai implantar uma usina termelétrica movida a gás natural, com capacidade instalada total de 1,67 GW. O empreendimento será construído no Porto do Açu, em São João da Barra, Rio de Janeiro, informa a coluna Broadcast do Estadão.

Statkraft (STKF3) realiza assembleia

A Statkraft Energias Renováveis (STKF3) se reúne nesta quinta-feira (14) para deliberar sobre a aprovação de aumento do limite do capital social da empresa em R$ 800 milhões.

Carrefour (CRFB3): controlador estuda fusão com Couche-Tard

O Carrefour Brasil (CRFB3) anunciou um projeto de combinação de negócios entre o seu acionista controlador, Carrefour França e o grupo canadense Alimentation Couche-Tard (Couche-Tard).

O Carrefour França declarou que as negociações se iniciaram por um contato amigável da Couche-Tard e estão em fase preliminar.

Por fim, a companhia disse que manterá o mercado informado acerca do assunto.

Segundo o Valor, a oferta, não vinculante, é de € 20 por ação, o que equivale a € 16,3 bilhões (US$ 19,7 bilhões), com prêmio de 30% em relação à cotação de terça-feira – pagos em dinheiro, em grande parte. A proposta está sendo considerada seriamente pelos principais acionistas, afirmaram fontes não identificadas ao jornal.

SulAmérica (SULA11) emitirá debêntures

A SulAmérica (SULA11) aprovou a 8ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações da companhia.

A referida distribuição, com esforços restritos, pretende captar o montante de R$ 700 milhões.

Para isso, serão emitidas 700 mil debêntures cujo valor nominal unitário é de R$ 1.000,00.

A data de emissão das debêntures será 1º de fevereiro de 2021, com vencimento em 1º de fevereiro de 2024 – para a 1ª série – e 1º de fevereiro de 2026 – para a 2ª série.

Segundo a SulAmérica, os recursos obtidos serão integralmente utilizados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis à Companhia.

MRV (MRVE3) aprova pagamento de dividendos extraordinários

O Conselho de Administração da MRV (MRVE3) aprovou o pagamento de R$ 100 milhões a serem distribuídos a título de dividendos extraordinários.

Conforme o comunicado, será pago por ação o valor de R$ 0,207093497 na data de 28 de janeiro de 2021.

Para fazer jus aos dividendos, o acionista precisa estar posicionado no papel em 18 de janeiro de 2021. Assim, as ações da Companhia passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir do dia 19 de janeiro de 2021.

Voiter (IDVL3 IDVL4) anuncia aumento de capital

O Voiter (IDVL3;IDVL4) aprovou a rerratificação da ata de reunião do Conselho de Administração, de 31 de dezembro de 2020, que deliberou sobre o aumento do capital social da Companhia.

Diante disso, a nova redação aprovou o aumento de capital no valor de R$ 93 milhões, mediante a emissão privada de 44.285.715 novas ações. Sendo 42.670.833 ações ordinárias e 1.614.882 de ações preferenciais,  ao preço de emissão de R$ 2,10 por ação.

BR Properties (BRPR3) conclui compra de torres corporativas

A BR Properties (BRPR3) informou que concluiu a compra de torres corporativas por R$ 832,455 milhões.

Foram adquiridas os imóveis comerciais Torre Corporativa B2–Paineira (100%), com área bruta locável (ABL) de 44.673m²; e o imóvel comercial Torre Corporativa B3 –Jatobá (30%), com ABL de 11.154 m². Os dois são localizados no empreendimento imobiliário Condomínio Parque da Cidade, na Cidade de Estado de São Paulo.

O vendedor foi o HSI V Real Estate – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

Dos R$ 823 milhões da aquisição, R$ 756.637.044,69 foram desembolsados pela BR Properties nesta quarta-feira.

O saldo do preço, já descontado o sinal pago em 2019, no montante de R$ 37.512.603,86, será pago na superação, pelo vendedor, de determinadas condições constantes nos documentos da aquisição.

O Condomínio Parque da Cidade será o principal e mais completo empreendimento multiuso da cidade de São Paulo. Ele é composto por uma torre de salas comerciais, cinco torres corporativas, dois edifícios residenciais, um shopping e um hotel cinco estrelas. Todos são ligados a um parque linear e atendidos por uma vasta oferta de serviços e transportes na região.

Assim, com a aquisição destas propriedades, a BR Properties passa a ser detentora de 101.865 m²de ABL do referido empreendimento.

GPC (GPCP3) anuncia Plano de Incentivo de Longo Prazo 

O conselho de administração do GPC (GPCP3) aprovou um Plano de Incentivo de Longo Prazo com Ações Virtuais.

A medida tem por objetivo conceder a determinados diretores, colaboradores, empregados e/ou funcionários da GPC Participações S.A., suas subsidiárias, coligadas e controladas os incentivos financeiros  vinculados à valorização das ações de emissão da empresa.

O objetivo é estimular o êxito e a concretização dos objetivos sociais da companhia, alinhar os interesses de médio e longo prazo dos beneficiários e possibilitar à empresa reter administradores e empregados-chave escolhidos pelo Conselho de Administração e/ou pelo Comitê.

Por fim, a empresa ressalta que as Ações Virtuais não conferem aos titulares o direito de se tornarem acionistas.

SLED4 diz que pedido de falência vem em protesto de fornecedora

Em resposta enviada à B3 (B3SA3) sobre pedido de falência publicado no jornal Valor Econômico, a Saraiva Livreiros (SLED4), afirmou que o requerimento se origina de protesto de títulos procedido pela Culturama, fornecedora de produtos e serviços de sua controlada, Saraiva e Siciliano, que somam R$ 224,058 mil, segundo o BDM Online.

A Saraiva, que está em recuperação judicial, afirma que o processo foi distribuído junto à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo.

A companhia informa que o varejo ainda não foi citado no referido processo judicial. Assim, as informações que possui são aquelas extraídas das petições iniciais dos pedidos de falência às quais teve acesso.

Smiles (SMLS3) divulga dados operacionais do 4TRI20

A Smiles (SMLS3) divulgou alguns dados operacionais e não auditados referentes ao quarto trimestre de 2020.

Segundo a empresa, nos meses de outubro, novembro e dezembro houve recuperações de importantes indicadores de demanda.

O faturamento total da Smiles no 4TRI de 2020, por exemplo, atingiu 84% do apurado um ano antes.

No mês de dezembro, o faturamento ficou em 74% na comparação anual.

A venda bruta de bilhetes entre outubro/dezembro também ficou em 84% na comparação com o mesmo período de 2019.

Já o número de cadastros no quarto trimestre ficou em 57% na mesma base de comparação, porcentual que foi de 70% em dezembro na base anual.

Em outro comunicado, a Smiles convocou uma assembleia geral extraordinária para 5 de fevereiro. Em pauta estará a análise de uma possível abertura de ação de responsabilidade civil contra oito membros do conselho de administração em razão da compra antecipada de passagens aéreas que a Smiles fez em 5 de julho de 2020.

Em dezembro, os fundos Samba Theta e Centauro I, minoritários da Smiles, solicitaram a realização da assembleia questionando a compra de passagens pelo valor de R$ 1,2 bilhão, alegando que elas prejudicaram o caixa da Smiles.

Assim, segundo os fundos, a operação serviu apenas para transferir recursos do caixa da Smiles para sua controladora, a Gol.

Três BDRs anunciam pagamento de dividendos

Três BDRs (Brazilian Depositary Receipts) anunciaram o pagamento de dividendos, conforme divulgado pela B3 nesta quarta-feira (13).

A Protector & Gamble Company pagará US$ 0,79 ou R$ 0,20 por BDR. O pagamento de dividendos dos BDRs será feito em 22/02.

A International Paper Co. pagará US$ 0,51 ou R$ 1,89 por BDR. O pagamento será feito em 19/03.

A Assurant Inc. pagará US$ 0,66 ou R$ 0,60 por BDR. O pagamento será feito em 19/03.

Vale (VALE3) marca para 30 de abril data da AGO

Vale (VALE3) informou que realizará dia 30 de abril a Assembleia Geral Ordinária da empresa, conforme calendário anual de eventos corporativos.

Outras informações sobre a AGO serão divulgadas posteriormente.

Romi (ROMI3) marca assembleia geral

A Romi (ROMI3) marcou para 16 de março, às 14h, a assembleia geral de acionistas da empresa.

Os acionistas poderão participar através do boletim de voto à  distância.

A empresa recomenda que as solicitações de inclusão de candidatos sejam feitas até 1º de fevereirode 2021.

Ser (SEER3) não exerce direito de compra de unidades da Ânima

A Ser Educacional (SEER3) e a Ânima comunicaram que nenhuma das duas empresas exerceu suas opções de venda e de compra de 100% das quotas de três unidades educacionais. A questão envolve os centros universitários IBMR, no Rio de Janeiro, e UniRitter e Fadergs, em Porto Alegre.

A Ser poderia comprar esses ativos como contrapartida para retirar os processos arbitrais relacionados à venda da Laureate à Ânima.

Apesar disso, as empresas esclarecem que permanece em vigor o direito de preferência da Ser Educacional na aquisição das referidas mantenedoras, caso a Ânima Educação decida vendê-las. Mas esse direito expirará 30 dias após o fechamento da transação entre a Ânima Educação e a Laureate.

Já a Ser informa que permanece integralmente vigente o direito de preferência, em benefício da Ser, para aquisição de Ritter, Fdergs e IBMR, caso a Ânima decida vender tais entidades a terceiros, nos termos do acordo.

Gafisa (GFSA3) conclui aquisição do Hotel Fasano

A Gafisa (GFSA3) informou que concluiu a compra do Hotel Fasano Itaim, incluindo o restaurante, o centro de eventos e 32 “studios”.

Pela transação, a Gafisa pagou R$ 310 milhões à Even Construtora (EVEN3).

Assim, agora a participação da Gafisa Propriedades atinge 80,37% do Hotel Fasano Itaim, e 100% dos 32 apartamentos-studio.

Desta forma, a Gafisa inaugura as atividades da Gafisa Propriedades. Este é o novo braço da empresa voltado para a exploração de gestão de imóveis próprios e de terceiros.

“Assim, a nova empresa permitirá à Gafisa um balanço cada vez mais robusto, diversificando ativos e trilhando novos rumos para complementar os mais de 65 anos de história da companhia”, disse a empresa em fato relevante.

Embraer (EMBR3) vende mais 2 jatos para Congo Air

A Embraer (EMBR3) informou que a Congo Airways firmou um novo pedido para mais dois jatos E195-E2, após seis meses da encomenda de duas aeronaves E2. O contrato das quatro aeronaves tem um valor total de US$ 272 milhões, conforme o preço de lista atual.

De acordo com Embraer, a nova encomenda será incluída na carteira de pedidos firmes do quarto trimestre de 2020.

O E195-E2 será configurado com um layout de duas classes e 120 assentos, sendo 12 na executiva e 108 na econômica.

As entregas dos E2 deverão começar em 2022, no entanto, Embraer e Congo Airways poderão considerar potenciais antecipações do início das entregas.

CEO da Congo Airways, Desire Bantu, disse: “Enxergamos uma oportunidade em nosso mercado para que a Congo Airways saia mais forte da crise que todos nós estamos enfrentamos – razão pela qual decidimos confirmar esse novo pedido. Esses novos jatos permitirão estender nossas operações de passageiros e carga regionalmente a destinos de alta demanda como Cidade do Cabo, Joanesburgo e Abidjan. Enquanto nos preparamos para o sucesso futuro, teremos a flexibilidade e as aeronaves mais eficientes, no tamanho adequado, para servir nossos clientes à medida que o mercado retorna”.

Por fim, a Embraer (EMBR3) informou que a realização de sua Assembleia Geral Ordinária está prevista para dia 26 de abril de 2021.

BR Distribuidora (BRDT3): desinvestimentos em térmicas

A BR Distribuidora (BRDT3) assinou um Memorando de Entendimento (MOU) não vinculante com a New Fortress Energy (NFE) e a CCETC Brasil Holding (CCETC) para possível transferência para a NFE das ações detidas pela BR e CCETC nas empresas Pecém Energia e Energética Camaçari Muricy.

Conforme a nota, o preço e demais condições de eventual transação serão discutidos e acordados mutuamente.

As empresas Pecém e Muricy são veículos de propósito específico (SPE), ainda em fase pré-operacional, e são responsáveis pela implantação, dos Projetos Pecém II e Muricy II, usinas termelétricas, vencedoras do Leilão de Energia Nova nº 002/2006, que concedeu os contratos de compra de energia de 15 anos.

A New Fortress Energy é uma empresa global de infraestrutura de energia que financia, constrói e opera infraestrutura de gás natural e logística para fornecer soluções de energia integradas.

A BR (BRDT3) salienta que o fechamento desta transação continuam sujeitos às aprovações do seu Conselho de Administração e às condições precedentes usuais em transações desta natureza.

IPOs crescem 344% em 2020 e emissões de FIIs batem recorde

As ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) cresceram 344,2% em valores no ano de 2020 com relação a 2019.

Segundo dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os IPOS passaram de R$ 10,2 bilhões (2019) para R$ 45,3 bilhões (2020). O montante é o maior desde o boom dos IPOs, em 2007.

O número de operações, segundo a Anbima, também cresceu. Assim, saltou de 5, em 2019, para 27 negócios em 2020.

“O mercado de ações se manteve aquecido no segundo semestre de 2020. Apesar do impacto da pandemia, o resultado positivo nos IPOs reflete a melhora dos aspectos estruturais do mercado, como juros baixos e os investidores diversificando as carteiras”, explica José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Já os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) tiveram queda de 7,3%. O volume foi de R$ 79,8 bilhões, em 2019, para R$ 74,0 bilhões, em 2020, e as operações caíram de 37 para 25.

Os fundos de investimentos detiveram a maior parte das ações nas ofertas públicas com praticamente a mesma participação de 2019 (43,0%), seguidos dos investidores estrangeiros com 34,1%.

Emissões de títulos somaram R$ 369 bilhões

Também segundo a Anbima, considerando as operações com todos os tipos de títulos, as emissões somaram R$ 369,8 bilhões no acumulado do ano. Ou seja, redução de 14,5% em relação a 2019.

“A queda se dá pelo período de incertezas trazido pela pandemia no primeiro semestre. O movimento de recuperação foi notado a partir de setembro, o que viabilizou o recorde de IPOs. E se intensificou em dezembro, o que dá uma perspectiva positiva para 2021”, avalia Laloni.

Nos três primeiros meses da pandemia, a média mensal das emissões era de R$ 21,6 bilhões contra R$ 34,5 bilhões do período entre junho e dezembro.

Debêntures tiveram recuo de 17,8%

Em 2020, os títulos corporativos de dívida apresentaram a primeira queda no volume desde 2015.

As emissões tiveram retração de 33,9%, de R$ 184,7 bilhões em 2019 para R$ 122,1 bilhões no ano passado. Deste volume, 67,1% foi destinado para capital de giro, refinanciamento de passivos e resgate de debêntures da emissão anterior.

As debêntures incentivadas, emitidas sob a Lei 12.431 e com isenção de imposto para pessoa física, tiveram recuo de 17,8% em relação ao ano anterior. Passaram de R$ 33,8 bilhões para R$ 27,8 bilhões, acompanhadas de redução das operações – de 76 para 46 negócios.

Entre os compradores dos papéis, houve crescimento das instituições financeiras e demais ligadas à oferta, que passaram de R$ 40,6% para 64,5%. Por outro lado, os fundos de investimento reduziram sua participação de R$ 48,8% para 23,4% do total ofertado.

“O aumento da participação dos bancos comprando debêntures em oferta pública é um movimento que teve início no final de 2019 e que foi intensificado diante do momento de dúvida trazido pela pandemia. Entretanto, vale destacar que a demanda do mercado, principalmente pelos fundos de investimento, voltou aos poucos no segundo semestre do ano”, analisa Laloni.

Fundos Imobiliários e CRAs batem recorde

As emissões de Fundos Imobiliários bateram recorde em 2020, com R$ 44,1 bilhões frente a R$ 41,4 bilhões de 2019.

“O resultado mostra que o segmento imobiliário se manteve na trajetória de recuperação iniciada em 2019”, comenta Laloni.

As pessoas físicas são as principais compradoras desses ativos, detendo 41,9% do total, seguidas pelos fundos de investimentos com 28,1%.

Os CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) também alcançaram maior volume da série histórica, com R$ 15 bilhões em 2020. O resultado reflete alta de 20,1% frente aos R$ 12,5 bilhões de 2019.

Os demais produtos tiveram quedas de volume na mesma base de comparação.

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) foram de R$ 17,2 bilhões para R$ 14,5 bilhões. Já as notas promissórias de R$ 36,6 bilhões para 21,9 bilhões. E os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) de R$ 40,2 bilhões para R$ 32,1 bilhões.

Mercado externo teve 32 operações

Em 2020, o mercado externo registrou 32 operações, o mesmo que em 2019. Mas houve alta de 6,1% no volume acumulado, que cresceu de US$ 24,5 bilhões para US$ 25,8 bilhões.

Por fim, os bonds correspondem por 94,5% do montante. Na sequência vêm as operações com ADRs (american depositary receipts, ou recibos de depósitos de ações) com 5,5%.

Fundos têm captação líquida de R$ 25 bilhões entre 4 e 8 de janeiro

Os fundos de investimento tiveram captação líquida de R$ 25 bilhões entre os dias 4 e 8 de janeiro. Os dados foram divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Os fundos de renda fixa e os FIDCs influenciaram o resultado com captações líquidas de R$ 17,4 bilhões e de R$ 10,9 bilhões, respectivamente.

Também tiveram resultados positivos, devido a movimentos pulverizados, os fundos de previdência (R$ 520,5 milhões) e FIPs (R$ 13,9 milhões).

As demais classes de fundos fecharam a semana no vermelho. Ações, multimercados, ETFs e cambiais tiveram resgates líquidos de R$ 1,6 bilhão, R$ 1,2 bilhão, R$ 850 milhões e R$ 192 milhões, respectivamente.

Petrobras (PETR4) marca assembleia

A Petrobras (PETR4) informou que sua assembleia geral ordinária (AGO) de 2021 será realizada no dia 14 de abril de 2021.

O horário, local e formato da referida assembleia serão informados oportunamente, disse a Petrobras.

A companhia informou também que divulgará o seu relatório trimestral de produção e vendas do quarto trimestre de 2020 em 2 de fevereiro.

O relatório de desempenho financeiro do quatro trimestre dia 24 de fevereiro, após o fechamento dos mercados.

Em 25 de fevereiro, serão realizados dois webcasts, o primeiro em português e o segundo em inglês, para apresentar os resultados da companhia e resultado anual de 2020.

Dommo Energia (DMMO3): Pimco reduz participação

A Dommo Energia (DMMO3) recebeu correspondência da acionista Pimco, informando que seu percentual de ações sofreu uma diminuição de aproximadamente 1,616%.

Desse modo, a Pimco passa a deter 13,4664% do capital social total da Dommo, representado por 307.948.654 ações ordinárias.

Carrefour (CRFB3) também marca assembleia

O Carrefour (CRFB3) informou que sua AGO será realizada no dia 13 de abril de 2021.

As orientações detalhadas sobre a referida assembleia serão oportunamente divulgadas pela Companhia, incluindo seu local de realização, horário e demais formalidades necessárias.

Cosan (CSAN3) tem data para AGO

A Cosan (CSAN3) comunicou a realização de assembleia geral ordinária (AGO) para o dia 30 de abril de 2021.

Outras informações serão divulgadas conforme os prazos da legislação e regulamentação aplicáveis, disse a Cosan.

Ultrapar (UGPA3) fará AGO em 14 de abril

A Ultrapar (UGPA3) marcou para 14 de abril sua primeira Assembleia Geral Ordinária de 2021.

Outras informações serão divulgadas posteriormente pela empresa.

Linx (LINX3) marca data de Assembleia Geral

A Linx (LINX3) marcou para 27 de abril sua primeira Assembleia Geral Ordinária de 2021.

O encontro será às 14h, de forma exclusivamente virtual, com participação por meio de sistema eletrônico a ser oportunamente informado.

WEG (WEGE3) marca assembleia

A WEG (WEGE3) fará sua assembleia dia 27 de abril.

Marcopolo (POMO4) marca AGO

Já a Marcopolo (POMO4) marcou a reunião para 30 de março.

Grupo Dimed (PNVL3; PNVL4) abriu 44 lojas em 2020

O Grupo Dimed (PNVL3; PNVL4) divulgou que em 2020 foram abertas 44 lojas.

Assim, o total de lojas está em linha com a expectativa da Administração para o ano e recorde histórico da companhia, apesar dos desafios trazidos pela pandemia de Covid-19.

Considerando apenas o 4º trimestre de 2020, foram abertas 21 lojas, demonstrando a aceleração no ritmo de abertura de lojas.

Por fim, a empresa ressalta que fechou o ano de 2020 com um total de 473 lojas.

(Com Marco Antônio Lopes e Rodrigo Petry)

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