BB (BBAS3) diz que não recebeu comunicado sobre saída de André Brandão

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação / Banco do Brasil

O atual presidente do Banco do Brasil (BBAS3) pode ser destituído do cargo, segundo informou a revista Veja.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), o banco nega a notícia e afirma que “nenhuma comunicação formal por parte do acionista controlador sobre qualquer decisão a respeito do assunto” foi emitida.

Ontem (13), os papéis do banco fecharam o dia em queda de 4,94%, cotados a R$ 37,55.

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Nomeado pelo presidente da República Jair Bolsonaro em setembro de 2020, Brandão pode deixar o cargo e ser remanejado para outra função no governo federal.

Segundo a revista, fontes relataram que a mudança no comando do Banco do Brasil está sendo seriamente considerada pela equipe do Planalto. A troca pode ocorrer ainda esta semana.

De acordo com a Veja, o futuro presidente do BB deve ser escolhido por Bolsonaro e por Paulo Guedes, ministro da Economia. A proposta é definir um nome identificado com o mercado, mas que tenha mais intimidade com o jogo político de Brasília.

Segundo informações da Arko Advice, Guedes ainda tenta segurar André no cargo. O presidente Bolsonaro já estaria decidido a demitir André Brandão, mas o ministério da Economia e o Banco Central ainda tentam mantê-lo no cargo.

Banco do Brasil prevê demitir 5 mil funcionários

O maior desgaste com relação a André Brandão seria a falta de sensibilidade política, já que ele teria focado só nas questões técnicas ao anunciar a reestruturação do Banco do Brasil.

Na terça-feira o banco comunicou a reestruturação que prevê demissão de 5.000 funcionários e o fechamento de 112 agências, além de 361 unidades físicas em todo o Brasil. A medida agradou aos acionistas e ao mercado, mas desagradou a ala política do governo federal.

Segundo o BB, a reorganização objetiva a adequação ao novo perfil e comportamento dos clientes e compreende, além das medidas de otimização de estrutura, outros movimentos de revisão e redimensionamento nas diretorias, áreas de apoio e rede, privilegiando a especialização do atendimento e a ampliação da oferta de soluções digitais.