FII Summit: shoppings têm boas perspectivas e oportunidades com vacinação

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/FII Summit

Com o novo recrudescimento da pandemia da Covid-19 no Brasil, os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) de shoppings seguem pressionados pelas medidas de distanciamento social. O que, consequentemente, compromete os rendimentos dos cotistas.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

No entanto, diferentemente de 2020, o cenário, agora, se torna mais previsível, já que a vacinação está em curso, mesmo que em ritmo mais lento do que o desejado. Com isso, é aguardada uma forte retomada dentro de um prazo de curto para médio.

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E isto é positivo tanto para quem já possui cotas de FIIs de shoppings como também para quem deseja investir neste tipo de ativo, já que há uma boa janela de oportunidade.

“Diferentemente de 2020, pelo menos, agora, há uma luz no fim do túnel, que é a vacinação”, confirma Rodrigo Selles, gestor da Genial Investimentos.

Selles foi um dos convidados do painel “FIIs de shopping: perspectivas e oportunidade durante recuperação”, dentro da programação do FII Summit. E esteve ao lado de Thiago Alonso, CEO da JHSF; e de André Freitas, CEO, sócio controlador e gestor de fundos da Hedge Investiments. Confira como foi o bate-papo.

FIIs de shoppings: uma volta a 2020?

Um ano atrás, o IFIX, índice da bolsa referente aos Fundos Imobiliários, chegou a cair 60% no período mais crítico. Na atualidade, as cotas são vendidas com descontos de 10% na média.

O que explica a melhora no ambiente, apesar de a crise sanitária atual ser mais intensa do que a anterior, é que o mercado encara o problema com mais visibilidade.

“Estamos vivendo um período que lembra muito o que aconteceu um ano atrás. Temos novas restrições, com shoppings fechados ou horário restrito. Eu, particularmente, não tenho memória de nenhum shopping que esteja atualmente funcionando em sua normalidade”, diz Alonso.

Apesar dessa “volta ao passado”, as perspectivas são melhores em 2021, como afirma Freitas. “Em 2020, demos um tiro no escuro. Hoje, temos uma noção um pouco melhor do que pode acontecer. Embora a vacinação esteja lenta, há um programa em curso, que vai permitir a reabertura dos shoppings. Temos mais confiança sobre quando e como retomar”, avalia.

FIIs de shoppings: oportunidade de ganho de capital

Para Selles, há uma boa oportunidade de ganho de capital para os cotistas e os interessados em FIIs de shoppings em decorrência da atual crise.

“A volta da primeira onda de Covid foi rápida. E o mercado está entendendo que essa segunda volta também vai ser, com vacinação e shoppings reabrindo”, ele diz.

Avanço do e-commerce não preocupa setor de shoppings

Os gestores são unânimes em afirmar que o crescimento do e-commerce não abala em nada as projeções de alta rápida e forte para o setor de shoppings.

“Mudanças de hábito demandam décadas”, afirma Selles. Ele enfatiza que as pessoas passaram, sim, a consumir mais pela internet por uma necessidade específica gerada pela pandemia. E que o hábito está em expansão. No entanto, há uma demanda reprimida ansiosa para retornar aos shoppings, seja para compras ou lazer – o que inclui as idas a restaurantes e cinemas de shoppings.

Além disso, os shoppings vêm encontrando no e-commerce um aliado, buscando se tornar também, uma plataforma para vendas online.

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