FII Summit: baixa aplicação é 1º passo até entender dinâmica de fundos

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução FII Summit

Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) vêm ganhando cada vez mais participação e caindo no gosto dos brasileiros. Agora, quais são os primeiros passos para quem se interessou pelo universo dos FIIs e dispõe de pouco conhecimento sobre o setor?

Rodrigo Cardoso, investidor e fundador do Clube FII, dá a dica: o ideal é começar com baixos investimentos para entender a dinâmica desse mercado. E assim, quando o investidor já tiver conhecimento robusto estará apto a fazer uma aplicação maior, que lhe permita maior investimento.

Cardoso participou do primeiro dia do FII Summit, no painel “A transformação dos investimentos em imóveis”, nesta terça-feira (13).

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O fundador do Clube FII iniciou sua palestra explicando sua própria experiência com investimento em imóveis. Disse que sua própria família possuía imóveis que garantiam rendimentos. Porém, estes mesmos traziam uma série de problemas.

Um dos problemas são inquilinos problemáticos, afirmou, que acabam causando transtornos ao administrador. Outro problema é a própria administração do imóvel. Além disso é a própria rentabilidade desse investimento, sujeita ao recolhimento do imposto de renda.

Fundos: rentabilidade dobrada

Estudando mais os fundos imobiliários, Cardoso percebeu que o retorno com os imóveis físicos era de algo em torno de 0,4%, sem os impostos. Incluindo os impostos, caía para 0,3%.

“Quando passei a comprar fundos, a rentabilidade deles eram de 0,7% ao mês a 0,85%. Então conseguiu dobrar a renda”, explicou, no FII Summit. A ideia pegou e ele passou a investir mais em fundos e não mais em imóveis físicos.

Ele explica que outra vantagem dos Fundos Imobiliários é comprar cotas de imóveis de forma diversificada. Isso inclui shopping centers, sala comerciais, entre outros. “Podemos comprar Fundos Imobiliários e diluir o risco”, completou ele.

Investimento adequado ao perfil

Cardoso lembrou que, por mais que os Fundos Imobiliários sejam atrativos, assim como qualquer investimento possui riscos. O ideal então é começar aos poucos. Primeiro alocando recursos menores.

Em seguida, na medida em que o investidor for ganhando segurança no negócio, pode ir ampliando seus aportes.

“Dividendos menores não pagam as contas. Mas ajudam a comprar mais cotas sem mexer no próprio bolso”, exemplificou.

Cardoso reforçou também no FII Summit que os fundos imobiliários são investimentos de longo prazo, para quem busca uma rentabilidade maior. Existem, acrescentou, opções de dividendos que são pagos com vencimentos de até dez anos, mas que dão um bom retorno a quem investe.

No mais, ele lembrou que não existe investimento certo ou errado. Apenas aqueles que correspondem ao perfil de cada um. Assim, cada pessoa tem suas preferências de onde alocar seus recursos. E investindo de acordo com o perfil, os riscos são reduzidos.

Cardoso está à frente do Clube FII desde a criação da plataforma que surgiu de uma necessidade pessoal. Egresso do setor de Tecnologia da Informação (TI), ele criou uma plataforma que organizasse seus investimentos.

Depois, ele percebeu que outras pessoas também necessitavam de uma ferramenta parecida. Assim nasceu o Clube FII, uma plataforma que ajuda os investidores em imóveis.

Além da própria plataforma, que conta hoje com 250 mil membros, tem também materiais disponibilizados no canal do YouTube, onde os investidores iniciantes podem tirar dúvidas e dar os primeiros passos.

Quer saber mais sobre o tema, clique aqui e se inscreva no FII Summit. O evento, totalmente online e gratuito, segue até quinta-feira, 15 de abril.

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