FII Summit: veja as perspectivas dos fundos de lajes corporativas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Será que no pós-pandemia as empresas retornarão para o ritmo “normal” de escritório? Ou será que vão seguir com o modelo de home office ao menos parte da semana?

A questão divide opiniões, como ficou claro no painel Escritórios x Home Office: como investir no cenário de novos modelos de trabalho, do FII Summit desta terça-feira (13).

O tema já virou uma “briga de torcida”: cada um puxando a “sardinha” para o lado que mais lhe interessa.

“Quem gostou de trabalhar de casa, aposta na continuidade do home office. Já os locatários apostam na volta com tudo dos escritórios”, afirma Augusto Martins, Head de Real Estate da Credit Suisse Hedging-Griffo.

O fato é que, para algumas empresas, retornar aos escritórios faz sentido, a fim de incentivar a interação, a troca de conhecimentos e a criatividade, como para as empresas de tecnologia.

Já para outras, o trabalho totalmente remoto ou híbrido, com parte da semana em casa e parte no escritório, compensa. Financeiramente e em termos de produtividade e de qualidade de vida para os funcionários.

“Na verdade, os Fundos Imobiliários hoje refletem exatamente o ambiente de risco, de ceticismo e de incerteza quanto ao vai acontecer em relação ao novo modelo de trabalho”, resume Martins.

Alexandre Rodrigues, sócio e coordenador de investimentos da Rio Bravo, afirma que, neste contexto, o investidor que entender o momento e a volatilidade natural e momentânea dos fundos de investimento imobiliários de lajes corporativas poderá ter boas oportunidades. Já que eles estão sendo negociados com descontos de 15% a 20%.

Lajes corporativas: coworking como aliado do modelo híbrido

Tiago Alves, CEO da Regus, encara com otimismo as mudanças que devem surgir no mercado de lajes corporativas.

Para ele, seu modelo de coworking será muito favorecido, justamente por viabilizar contratos mais flexíveis e diversificar na localização dos escritórios. Ele acredita também que o compartilhamento de espaços será um aliado importante do modelo híbrido de trabalho que deve se consolidar. Tanto que, em plena pandemia, a Regus teve um crescimento de 30%, nunca antes alcançado.

“Os contratos vão mudar, os fundos de investimento vão mudar. E os investidores de FIIs vão ter que se acostumar com um mix de ocupantes dos imóveis. Em contratos de curta, média e longa duração”, explica.

Três reflexões antes de investir em FIIs de lajes corporativas

Os participantes do painel ensinam que são três as reflexões que devem ser feitas pelo investidor. São elas:

  • O quanto você se interessa por fundos de investimento imobiliários?
  • O quanto o segmento de lajes corporativas agrada?
  • Você tem uma visão pessoal de que os escritórios vão perdurar depois da pandemia?

Dicas dos gestores

  • Nunca ir contra as convicções pessoais sobre o tema.
  • Entender que os Fundos Imobiliários poderão sofrer ajustes em seu modelo no pós-pandemia, assim como os contratos de locação.
  • Entender que a volatilidade é o preço que se paga para ter bons retornos no longo prazo.

Quer saber mais sobre o tema, clique aqui e se inscreva no FII Summit. O evento, totalmente online e gratuito, segue até quinta-feira, 15 de abril.

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