FII Summit: estratégia é palavra de ordem em uma carteira de fundos

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Montar uma boa carteira de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) requer uma boa estratégia. Daí, o investidor precisa definir quais são os objetivos que pretende atingir ao montar sua carteira. Até porque são muitas as informações a serem consideradas. O tema foi discutido no segundo dia do FII Summit.

Veja a transmissão na íntegra

Thales Barboza, sócio e assessor daEQI Investimentos, destacou que todas as informações precisam ser avaliadas. Daí é importante o assessor entender que tipo de risco o investidor está disposto a aceitar.

“Será que aceitaria uma queda de até 15% do patrimônio? Tem ativos que dão um bom retorno, mas é preciso entender qual setor está sofrendo mais com a crise ou não”, comentou.

Ele disse ainda é necessário avaliar se o investidos busca uma carteira mais focada em obter dividendos ou aumento da renda. Cada uma delas tem um tipo de estratégia a seguir.

Haaillih Bittar, managing diretor da Tishman Speyer, elencou alguns pontos antes de investir: localização, qualidade, administradora do imóvel, consultor e gestor do fundo. Isso porque cada um destes pontos irá definir se o investimento terá boa rentabilidade ou não.

Estratégia como um time em campo

Marx Gonçalves, analista de Fundos Imobiliários da Nord, fez uma analogia com um time de futebol. Ele exemplificou que uma carteira é montada de forma parecida com uma equipe. É preciso ter fundos onde um complementa o outro.

Isso porque há momentos onde é necessária uma estratégia mais agressiva. Ao passo que em outros é preciso ter mais cautela, senão há riscos na rentabilidade. “Não pode montar um time só com atacantes”, comentou.

Tranquilidade para investir

Daniel Caldeira, sócio fundador da Mogno Capital, ressaltou que toda informação é vital. Porém, também enfatizou que uma carteira não pode ser tão diversificada a ponto de tirar o sono do investidor.

De acordo com ele, o mais importante á a definição do perfil de cada tipo de investidor: o quanto ele está disposto a perder para ter boa rentabilidade. Ele lembra que nem sempre o que é bom para um costuma ter a mesma relevância para os demais.

Outro ponto abordado por Caldeira é a questão do gestor. Para ele, é importante conhecer e ter mais detalhes sobre quem está gerindo o fundo. Segundo o executivo, é vital contar com uma gestora que provê relatórios detalhados de cada negócio.

Quer saber mais sobre o tema, clique aqui e se inscreva no FII Summit. O evento, totalmente online e gratuito, segue até quinta-feira, 15 de abril.

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