Reserva de emergência: investimento para atender imprevistos

Victor Meira
Com formação em Ciências Sociais e Jornalismo, experiência em redação nas editorias de esportes, empregos, concursos, economia e política.

Crédito: Crédito: Pixabay

Ter segurança financeira é tudo o que o investidor quer ter quando o assunto é a formação de uma reserva de emergência.

O conceito da reserva de emergência não deveria servir apenas para os investidores, mas para todas as pessoas. Isto porque é necessário construir um sólido fundo de emergência para se preparar para imprevistos. Sim, eles podem sempre acontecer a pandemia de coronavírus é o exemplo mais atual de que tudo pode sair ao controle inesperadamente. 

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Para te ajudar na constituição da sua reserva de emergência, vamos apresentar três investimentos em renda fixa. Acompanhe. 

O que é a reserva de emergência?

A reserva de emergência pode ser definida como um “colchão de proteção” que tem o objetivo de socorrer uma pessoa durante um período de tribulação, como desemprego, problemas de saúde, viagens inesperadas, dentre outros. 

Normalmente, essas situações fora do controle ocorrem em momentos inoportunos, ou seja, quando a pessoa não está preparada para tanto. 

Por isso, ter uma reserva financeira ajuda a enfrentar essas ocorrências sem precisar acessar serviços bancários que podem criar um endividamento, como empréstimos, cartões de crédito e cheque especial.

Quanto é preciso ter de reserva de emergência?

De acordo com especialistas em educação financeira, o ideal é ter um valor na reserva de emergência equivalente a seis vezes os gastos essenciais do mês (aluguel, luz, água, alimentação, etc). Este valor é para que você tenha tempo suficiente para conseguir resolver a sua situação.

Uma orientação é que é preciso evitar usar seu fundo de emergência para consumo de algum item que esteja em promoção, por mais tentador que isso possa ser. A regra é: a reserva deve ser usada exclusivamente para pagar as contas essenciais em situações imprevistas

Opções de investimentos

Agora vamos para as dicas de investimentos para formar sua reserva de emergência. As três indicações têm uma característica em comum: a liquidez diária. Liquidez diária é a possibilidade de transformar um ativo financeiro em dinheiro no mesmo dia em que o investidor solicita o resgate. 

Como a reserva de emergência precisa de agilidade, é fundamental escolher ativos que permitam o saque no mesmo dia em que ele foi solicitado. Alguns investimentos, sejam da renda fixa ou variável, têm um tempo de liquidez que pode demorar até 30 dias úteis para o resgate. Por isso, é fundamental que você preste atenção a este detalhe. 

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público federal de renda fixa que tem os rendimentos associados à taxa básica de juros, a taxa Selic. Como o Tesouro Selic tem liquidez diária, não é preciso esperar a data de vencimento do ativo. Além disso, não há perda de dinheiro pelo tempo em que ele foi aplicado. 

Em relação aos custos de manutenção e tributação, os rendimentos são descontados do imposto de renda, que variam de 22,5% a 15%, de acordo com o tempo em que o dinheiro ficou investido. Se forem até 180 dias, será a taxa maior (22,5%) e, acima de 720 dias, a menor (15%). 

Além disso, você precisa pagar a taxa de custódia da Bolsa de Valores (responsável pela operação), que é 0,30% sobre o valor dos títulos. Há, ainda, cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso o resgate seja feito antes de trinta dias.

Apesar da tributação e dos custos de manutenção, o Tesouro Selic é um dos principais ativos de renda fixa no Brasil e possui bons retornos para os investidores. Principalmente agora com a taxa Selic crescendo a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

CDB com liquidez diária

O CDB (Certificados de Depósitos Bancários) com liquidez diária é um título de renda fixa cujo resgate pode ser efetuado diariamente sem que haja perda da rentabilidade. Eles são um ativo que consiste em emprestar dinheiro para uma instituição financeira em troca de um rendimento.

O mercado bancário oferece uma gama variada do ativo e você deve focar apenas na opção que apresente a liquidez diária. Diante da sua diversificação, há modalidades de CDBs:

  • Pré-fixado: a rentabilidade é fixa e você sabe exatamente quanto vai receber na data de vencimento. 
  • Pós-fixado: a rentabilidade acompanha o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa de referência usada em movimentações entre os bancos, que é equivalente à Taxa Selic. Quando mais próximos os juros estiverem de 100% (ou até mais) do CDI, melhor a rentabilidade do fundo.
  • Híbrido: o CDB híbrido nada mais é que uma mescla entre o CDB pré-fixado e o pós-fixado – ou seja, uma parte da rentabilidade é estabelecida no momento da aplicação e a outra parte é atrelada a um índice econômico, como o IPCA. Por exemplo, o rendimento do título seria calculado da seguinte forma: IPCA + 1,5% ao ano.

Assim como no Tesouro Selic, há a incidência do imposto de renda na rentabilidade do CDB. O imposto é calculado conforme uma tabela regressiva. Ainda há cobrança de IOF, caso você faça o resgate em menos de trinta dias.

Outra vantagem do CBD é que ele é protegido Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – se o banco ou corretora falir, você é ressarcido em até R$ 250 mil por aplicações mantidas em cada instituição financeira.

Fundos DI ou Fundo Referenciado DI

Por último e não menos importante, é possível fazer a reserva de emergência nos Fundos DI. Estes fundos são compostos por títulos públicos e privados, que são associados à Selic e ao CDI, administrados por um gestor (banco ou corretora de valores).

Geralmente, o fundo é pós-fixado. Assim,  você só irá saber quanto seu dinheiro rendeu na data de vencimento. Mas fique tranquilo: como o Fundo DI tem liquidez diária, você não terá perda financeira se precisar resgatá-lo em caso de urgência.

Em relação aos custos de manutenção, há uma taxa de administração paga ao gestor, além da tabela regressiva do Imposto de Renda. Vale ressaltar que este investimento conta com uma característica denominada de “come-cotas”, em que  nos meses de maio e novembro, parte da incidência do IR é adiantada, recaindo sobre o rendimento do período investido.  

Apesar de ser um ativo de renda fixa, o Fundo DI não está protegido pelo FGC. 

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