Tesla (TSLA34): vale a pena investir no BDR da empresa de Elon Musk?

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

A fabricante de veículos elétricos Tesla está à frente de um negócio que deve ser o futuro do transporte nas grandes cidades, especialmente pelas preocupações crescentes com ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa).

A companhia, que tem como CEO o bilionário Elon Musk, vem acumulando números muito positivos. No terceiro trimestre, o lucro líquido aumentou 131%,na quinta alta seguida.

Com valor de mercado de US$ 387 bilhões, a Tesla também acaba de anunciar que fará parte do Índice S&P 500, que representa as maiores empresas listadas na bolsa de valores americana.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões dos Investimentos.

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BDRs: opção de investir na Tesla

No Brasil, a fama da Tesla também se confirma nas movimentações dos papéis chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts, que são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem como lastro ativos, geralmente ações, emitidos no exterior.

Por aqui, os papéis da Tesla ocupam a posição de quarto BDR mais procurado.

De acordo com um relatório da B3 que apresenta os resultados de 22 de outubro a 5 de novembro, a Tesla teve 4,408 milhões de ativos negociados na bolsa brasileira. E perde apenas para Google, Mercado Livre e Apple.

Para quem tem interesse em investir em BDRs da Tesla, o código de negociação na B3 é o TSLA34.

Valorização dos BDRs da Tesla

Os BDRs da Tesla começaram 2020 cotados a R$ 54,23. Chegaram a um pico de R$ 393,12 em agosto, mas foram desdobrados em 5 por 1 (o gráfico abaixo ilustra bem este momento). Isso para que ficassem mais acessíveis a todo tipo de investidor.

Se avaliado apenas o período antes do desdobramento, os BDRs apresentam valorização de 370%. Agora, já desdobrados, são negociados a R$ 83,58 (cotação de 19 de novembro).

As ações da Tesla são negociadas em Nova York na Nasdaq. E por lá, apresentam valorização de 482% de janeiro a 19 de novembro. Os papéis foram de US$ 86,05 para impressionantes US$ 501,57.

Tesla BDR

Reprodução/Google

Tesla Nasdaq

Reprodução/Google

Números da Tesla

A Tesla tem mercado certo no futuro, como apontam os especialistas, já que as questões ambientais batem à porta.

No entanto, o desafio da empresa, hoje, é tornar os veículos elétricos mais acessíveis ao grande público.

Ela também tem adiante o crescimento da concorrência, especialmente chinesa. O Tesla Model 3, por exemplo, que era até então o mais vendido entre os modelos elétricos disponíveis, já foi superado pelo Wuling Hongguang Mini EV.

Em 2019, a empresa americana vendeu 367 mil unidades de automóveis. Até o final de 2020, a expectativa é bater meio milhão, mesmo com a crise decorrente da pandemia de coronavírus. Segundo a própria empresa, o número é alto e difícil de ser alcançado, mas ela mantém a meta.

Em seu último balanço, do terceiro trimestre, a empresa apresentou lucro líquido de US$ 331 milhões, com alta de 131% na comparação com o mesmo período de 2019.

Este foi o quinto resultado seguido em que a empresa teve ganhos significativos.

História da empresa

Apesar de a Tesla sempre remeter à figura folclórica de Musk, não foi ele quem fundou a empresa. Ela nasceu em 2003 a partir do trabalho de dois colegas: Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Os dois fundaram a startup em Palo Alto, na Califórnia. E a batizaram em homenagem a Nikola Tesla, cientista com diversos estudos ligados à corrente elétrica e ao fornecimento de energia. Segundo eles, Tesla não recebeu o merecido reconhecimento da história.

Mas o começo não foi financeiramente fácil. Foi longo o percurso até chegar à conclusão de que o melhor modelo de veículo não poluente seria o elétrico.

Eis que aí entra Elon Musk na história. Foi dele o primeiro aporte financeiro da Tesla, de US$ 7,5 milhões de dólares, em 2004. Musk passaria a presidir o conselho da empresa. Hoje, é CEO.

A história de Musk

Musk nasceu em 1971, na África do Sul, filho de uma modelo e nutricionista e de um engenheiro. Na infância, Musk era adepto de livros e computadores e diz que sofria bullyng na escola. Aos 12 anos, já programava seus próprios jogos eletrônicos.

Aos 17 anos, ele decidiu estudar física e economia na Queen’s University, em Ontário, Canadá. De lá, mudou-se para os Estados Unidos.

A primeira empreitada no mundo dos negócios foi junto ao irmão, fundando a Zip2, uma plataforma com informações online vendidas para jornais. O negócio foi vendido por cerca de US$ 300 milhões, quando Musk tinha apenas 28 anos de idade.

Já milionário, ele seguiu empreendendo, até chegar à PayPal, fintech de meios de pagamento. Em 2002, quando o Ebay comprou a PayPal, Musk vendeu sua participação de 11% por US$ 165 milhões. E com este dinheiro investiu na Tesla. Segundo conta, ele decidiu que era hora de focar na “sobrevivência da espécie humana”.

Homem de ferro

Personagem bastante folclórico, Musk foi apelidado de “Homem de Ferro”. E serviu de inspiração para o ator Robert Downey Jr. quando este interpretou o personagem Iron Man nos cinemas. Musk, não poderia deixar de ser, até fez ponta no filme “Homem de Ferro 2”.

A fortuna do CEO da Tesla é avaliada em US$ 110 bilhões. Sendo que US$ 82,2 bilhões foram somados ao montante em 2020. No ranking de bilionários da Bloomberg, ele é o terceiro colocado.

Musk ultrapassou Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, com fortuna avaliada em US$ 104 bilhões.

Só perde, agora, para Jeff Bezos, da Amazon, com US$ 185 bilhões. E para Bill Gates, da Microsoft, com US$ 129 bilhões.
Mas a Tesla não é a única paixão de Musk, que também possui um projeto ainda mais visionário: a Space X.

A empresa aeroespacial fez sua primeira missão tripulada ao espaço. Em uma parceria com a Nasa, enviou dois astronautas para a órbita terrestre, tornando-se a primeira empresa privada a conseguir esse feito.

Tesla no Índice S&P 500

Na última segunda-feira (16 de novembro), a Tesla divulgou que vai ingressar o índice acionário S&P 500 em dezembro.

Na data, as ações da empresa dispararam 12%. Isto porque a inclusão no índice significa que os fundos de investimento indexados ao S&P 500 (ETFs) terão que trocar ações de companhias que já estão no índice por papéis da Tesla, de modo que seus portfólios reflitam corretamente o índice – a Tesla representará 1% do S&P 500.

Por que investir em BDRs?

Desde 22 outubro, os BDRs da Tesla estão disponíveis na B3 para todo investidor interessado. Até então, eles eram reservados apenas para investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos.

A grande vantagem para o investidor é que, ao adquirir um BDR, ele passa indiretamente a deter papéis da companhia com sede em outro país, sem que para isso tenha que realizar os trâmites de um investimento internacional.

O BDR funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Tesla?

Para adquirir BDRs da Tesla, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

  • Quer saber mais sobre como investir em BDRs ou outros ativos correlacionados ao mercado exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato.