Apple (AAPL34): conheça a empresa mais valiosa do mundo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Apple é, nada mais, nada menos, do que a marca mais valiosa do mundo. Há anos ela vem ditando tendências ao unir de maneira bem sucedida tecnologia, design e marketing.

Se você se interessa pela empresa fundada por Steve Jobs, saiba que é possível investir na Apple diretamente pela bolsa brasileira, via Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Na B3, os investidores brasileiros podem negociar BDRs da Apple desde outubro de 2020. Antes, estes papéis eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos. Agora, estão disponíveis também para pessoas físicas.

O papel que espelha a ação da Apple no mercado americano é negociado na B3 sob o código AAPL34.

Somente neste ano os papéis da empresa cresceram 31,85% até 21 de novembro de 2021.

Origem da Apple

Uma das gigantes da tecnologia, ao lado de Alphabet, Amazon, Facebook e Microsoft, a Apple é uma empresa que projeta, fabrica e comercializa dispositivos de comunicação e mídia móveis, computadores pessoais e reprodutores de música digital portáteis.

Há oito anos seguidos, a Apple ocupa a primeira posição na lista das 100 maiores marcas do mundo feita pela consultoria Interbrand.

Mas antes da ascensão que fez da Apple uma das empresas mais poderosas e reconhecidas do mundo, houve um período conturbado, em que a empresa quase foi à falência.

Início nos anos 1970

A história da Apple remonta a 1976. Foi quando Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne deram início à empresa na garagem dos pais de Jobs, na Califórnia. Wayne sairia rapidamente da sociedade, ficando a dupla de Steves à frente do negócio.

O nome Apple, dizia Jobs, tinha sido inspirado por uma visita que fez a uma fazenda de maçãs. Isto quando ele fazia uma dieta somente baseada em frutas. Esta é uma das muitas excentricidades na vida do “gênio por trás da Apple”.

O primeiro computador da marca foi o Apple I. Na sequência vieram Apple II e mais modelos de sucesso. Além, é claro, de alguns fracassos.

Dez anos depois da fundação da empresa, Jobs foi forçado a deixar a Apple. Ele discordava das decisões do então CEO, John Sculley.

Volta de Jobs

Fora da Apple, Jobs fundou a Next e a Pixar, sendo a última em parceria com a Disney.

Em dezembro de 1996, a Apple comprou a Next por US$ 400 milhões, trazendo Jobs de volta, como assessor do então CEO, Gil Amelio.

A companhia não vivia um bom momento. Em alguns meses, Job foi anunciado como “iCEO”, para recuperar a empresa de uma das maiores perdas trimestrais já ocorridas entre empresas de tecnologia.

Em 1997, a Apple havia demitido grande parte de seus funcionários e se encontrava à beira da falência, sem conseguir fazer frente à concorrência.

A partir daí, Jobs e equipe focaram em inovação. Emplacaram os sucessos iMac, iPhone, iPod e iPad. O “i” ele trouxe da Next. Para ele, a letra representava “internet”, “indivíduo” e “informação”.

Jobs morreu em 2011, aos 56 anos, em São Francisco, na Califórnia, vítima de câncer. Em seu lugar, assumiu o CEO Tom Cook, escolhido pelo próprio Jobs.

Desde que assumiu, Cook precisou encarar a guerra comercial entre EUA e China, onde a maioria dos dispositivos da Apple são montados.

O CEO também teve que fechar centenas de lojas físicas em 2020, devido à pandemia. Mas o balanço de sua gestão é bastante positivo.

Marca diferenciada

Ao longo de sua trajetória, a Apple investiu pesado em design e publicidade, construindo uma reputação e uma legião de fãs devotos à marca, a ponto de formarem filas na frente das lojas a cada lançamento de novo telefone.

Seus produtos e serviços hoje incluem iPhone, iPad, Mac, iPod, Apple Watch, Apple TV, um portfólio de aplicativos de software profissional e de consumo, iPhone OS (iOS), OS X e sistemas operacionais watchOS, iCloud, Apple Pay e uma variedade de acessórios, serviços e suporte.

A empresa abriu capital em 1980. E hoje está presente no mundo todo.

Empresa de mais de US$ 2 trilhões

O valor da empresa, atualmente, é de US$ 2,47 trilhões. A marca dos US$ 2 trilhões foi alcançada em 2020, e a coloca ao lado de Microsoft, Amazon e Alphabet como as únicas do mundo a alcançarem essa cifra.

Para chegar ao primeiro US$ 1 trilhão, a empresa levou 38 anos. Já o caminho até os US$ 2 trilhões foi mais rápido: apenas dois anos.

Resultado do 3TRI21: aumento expressivo de vendas

A Apple (AAPL34) reportou uma receita de US$ 83,36 bilhões no 3TRI21, um crescimento de 29% se comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o CEO da Apple, Tim Cook, o resultado aquém do esperado pelos analistas de Wall Street ocorreu devido às restrições de fornecimento de oferta maiores para os produtos da companhia como iPhones, iPads e Macs.

Com a crise no fornecimento de chips, a expectativa do crescimento poderá ser afetada pela dificuldade de produção do iPhone 13, que tem uma grande demanda no mercado americano. A companhia crê que a demanda pode ficar acima da oferta disponível.

A Apple está em um movimento de um crescimento expressivo de vendas, que explodiu durante a pandemia. A receita anual da empresa para o ano fiscal de 2021 foi de 33% de 2020 para US$ 366 bilhões.

Assinaturas, iPhones e Macs

O crescimento expressivo da Apple em 2021 é resultado das vendas na App Store, com serviços de assinatura de música e vídeo, anúncios de publicidade, garantia estendida e licenciamento. Os serviços da empresa cresceram 26% ao ano.

Cook ainda ressalta que a Apple tem 745 milhões de assinaturas pagas, o que não inclui apenas serviços primários como o Apple Music, mas também assinaturas através da App Store.

Os iPhones também apresentaram um aumento de vendas considerável. Conforme a Apple, a companhia teve um crescimento de 47%. Os iPads cresceram 21% comparado com o mesmo período de 2020, apesar das restrições de oferta.

Os Macs não tiveram o mesmo resultado dos outros dispositivos, mas ainda assim registraram um pequeno aumento nas vendas de 1,6%. A Apple justifica que não incluiu os novos modelos do MacBook Pro na contagem, pois eles foram anunciados no início do mês de outubro.

A categoria de outros produtos da Apple, que inclui os modelos Apple Watch e AirPods, cresceu 11% sem novos produtos, que começaram a ser vendidos em outubro.

O 3º trimestre de 2021 marca a primeira vez, desde abril de 2016, que a Apple não conseguiu superar as estimativas de lucro. Além disso, também é a primeira vez, desde maio de 2017, que as receitas da empresa ficaram aquém da estimativa esperada pelo mercado.

Como investir na Apple?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – da Apple.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. No Brasil, investidores pessoas físicas, não-qualificados, agora podem investir em BDRs.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior. E terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Apple?

Para adquirir BDRs da Apple, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

  • Quer saber mais sobre como investir em BDRs ou outros ativos correlacionados ao mercado exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos irá entrar em contato!