Apple (AAPL34): ações caem após apresentação do iPhone 13

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

As ações da Apple fecharam o dia em queda de 0,96%, após apresentação de novos produtos nesta terça-feira (14). A companhia de tecnologia apresentou a nova versão do iPhone e outros produtos.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o dispositivo trouxe pouca inovação. Com isso, a expectativa é que as vendas caiam no próximo ano fiscal.

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Nesta segunda-feira (13), os BDRs da Apple fecharam a R$ 78,09, com alta de 0,22%. Comparativamente, em janeiro, o papel era negociado a R$ 68,54.

Quer saber mais sobre a empresa e como investir nesse BDR? Então acompanhe o artigo.

Marca mais valiosa do mundo

A Apple é, nada mais, nada menos do que a marca mais valiosa do mundo. Há anos ela vem ditando tendências ao unir de maneira bem sucedida tecnologia, design e marketing.

Se você se interessa pela empresa fundada por Steve Jobs, saiba que já é possível investir na Apple diretamente pela bolsa brasileira, via Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Na B3, os investidores brasileiros podem negociar BDRs da Apple desde outubro de 2020. Antes, estes papéis eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos. Agora, estão disponíveis também para pessoas físicas.

O papel que espelha a ação da Apple no mercado americano é negociado na B3 sob o código AAPL34.

Origem da Apple

Uma das gigantes da tecnologia, ao lado de Alphabet, Amazon, Facebook e Microsoft, a Apple é uma empresa que projeta, fabrica e comercializa dispositivos de comunicação e mídia móveis, computadores pessoais e reprodutores de música digital portáteis.

Há oito anos seguidos, a Apple ocupa a primeira posição na lista das 100 maiores marcas do mundo feita pela consultoria Interbrand.

Mas antes da ascensão que fez da Apple uma das empresas mais poderosas e reconhecidas do mundo, houve um período conturbado, em que a empresa quase foi à falência.

Início nos anos 1970

A história da Apple remonta a 1976. Foi quando Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne deram início à empresa na garagem dos pais de Jobs, na Califórnia. Wayne sairia rapidamente da sociedade, ficando a dupla de Steves à frente do negócio.

O nome Apple, dizia Jobs, tinha sido inspirado por uma visita que fez a uma fazenda de maçãs. Isto quando ele fazia uma dieta somente baseada em frutas. Esta é uma das muitas excentricidades na vida do “gênio por trás da Apple”.

O primeiro computador da marca foi o Apple I. Na sequência vieram Apple II e mais modelos de sucesso. Além, é claro, de alguns fracassos.

Dez anos depois da fundação da empresa, Jobs foi forçado a deixar a Apple. Ele discordava das decisões do então CEO, John Sculley.

Volta de Jobs

Fora da Apple, Jobs fundou a Next e a Pixar, sendo a última em parceria com a Disney.

Em dezembro de 1996, a Apple comprou a Next por US$ 400 milhões, trazendo Jobs de volta, como assessor do então CEO, Gil Amelio.

A companhia não vivia um bom momento. Em alguns meses, Job foi anunciado como “iCEO”, para recuperar a empresa de uma das maiores perdas trimestrais já ocorridas entre empresas de tecnologia.

Em 1997, a Apple havia demitido grande parte de seus funcionários e se encontrava à beira da falência, sem conseguir fazer frente à concorrência.

A partir daí, Jobs e equipe focaram em inovação. Emplacaram os sucessos iMac, iPhone, iPod e iPad. O “i” ele trouxe da Next. Para ele, a letra representava “internet”, “indivíduo” e “informação”.

Jobs morreu em 2011, aos 56 anos, em São Francisco, na Califórnia, vítima de câncer. Em seu lugar, assumiu o CEO Tom Cook, escolhido pelo próprio Jobs.

Desde que assumiu, Cook precisou encarar a guerra comercial entre EUA e China, onde a maioria dos dispositivos da Apple são montados.

O CEO também teve que fechar centenas de lojas físicas neste ano, devido à pandemia. Mas o balanço de sua gestão é bastante positivo.

Marca diferenciada

Ao longo de sua trajetória, a Apple investiu pesado em design e publicidade, construindo uma reputação e uma legião de fãs devotos à marca, a ponto de formarem filas na frente das lojas a cada lançamento de novo telefone.

Seus produtos e serviços hoje incluem iPhone, iPad, Mac, iPod, Apple Watch, Apple TV, um portfólio de aplicativos de software profissional e de consumo, iPhone OS (iOS), OS X e sistemas operacionais watchOS, iCloud, Apple Pay e uma variedade de acessórios, serviços e suporte.

A empresa abriu capital em 1980. E hoje está presente no mundo todo.

Empresa de mais de US$ 2 trilhões

O valor da empresa, atualmente, é de US$ 2,54 trilhões. A marca dos US$ 2 trilhões foi alcançada no ano passado, e a coloca ao lado de Microsoft, Amazon e Alphabet como as únicas do mundo a alcançarem essa cifra.

Para chegar ao primeiro US$ 1 trilhão, a empresa levou 38 anos. Já o caminho até os US$ 2 trilhões foi mais rápido: apenas dois anos.

Resultado do 2TRI21: vendas aumentam, mas escassez de chip preocupa

A Apple (AAPL34) lucrou no segundo trimestre quase 30% a mais do que o que era projetado pelo mercado. Os ganhos por ação foram de US$ 1,30, contra US$ 1,01 do consenso de Wall Street.

As vendas da Apple aumentaram 36% na base anual, com destaque para as vendas do iPhone, que foram 50% maiores do que no período de abril a junho de 2020. Com isso, a receita cresceu 36% – ficando em US$ 81,41 bilhões, ante US$ 73,30 do consenso.

Receita de serviços também chama atenção

Fora o iPhone, a receita de serviços (que inclui, por exemplo, Apple TV e iTunes), também chamou atenção, crescendo 33%, ficando em US$ 17,48 bilhões. O número de assinantes dos serviços da big tech está, agora, em 700 milhões, aumento de 150 milhões em um ano.

Entre as regiões destaques, as vendas na América do Norte cresceram 33%. China, Taiwan e Hong Kong viram o número de produtos vendidos avançarem 57%.

A margem bruta da Apple ficou em 43,3%, ante 41,9% esperado pelo consenso.

Ao contrário de várias outras companhias, a Apple, no segundo trimestre de 2020, não teve um desempenho ruim. Com muitas pessoas passando a trabalhar em casa, os produtos e serviços da companhia, pelo contrário, tiveram desempenho recorde no trimestre de junho do ano passado.

A Apple está crescendo, então, mesmo na comparação com uma base forte. E o crescimento poderia ser melhor, se a escassez de chips não tivesse afetado alguns produtos da companhia – Mac e iPad, principalmente, foram produzidos em menor número. Apesar disso, Tim Cook, CEO, afirmou acreditar que a companhia conseguiu reverter bem o problema.

Apple anuncia dividendos

Além de divulgar seu balanço, a Apple também declarou o pagamento de dividendos, de US$ 0,22 por ação. Foram US$ 29 bilhões de retorno aos acionistas no período.

Como investir na Apple?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – da Apple.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. No Brasil, investidores pessoas físicas, não-qualificados, agora podem investir em BDRs.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior. E terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Apple?

Para adquirir BDRs da Apple, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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