Steve Jobs: em meio à lançamento da Apple, relembre a biografia do gênio por trás da marca

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

Não é à toa que Steve Jobs era chamado de lenda”. Trilhar com firmeza uma jornada de inovação absoluta e de incertezas sobre o futuro é para gênios. Ao inventar o iPod, o iPhone, o iPad e o computador Macintosh, ele mudou completamente o mundo da tecnologia.  No livro Steve Jobs, o autor Walter Isaacson conta detalhadamente os melhores e piores momentos de sua trajetória até sua morte em 2011.

Quando construiu o primeiro computador Apple com Stephen Wozniak, também conhecido como Steve, em uma garagem do Vale do Silício, o cofundador da Apple já visualizava o futuro: tornar-se uma das grandes marcas do mundo.

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Na biografia, Jobs reconhece que selou seu destino ao operacionalizar a brincadeira de fazer chamadas telefônicas de longa distância de graça. Os dois Steves reproduziram os sons que encaminhavam sinais na rede da AT&T. Eles criaram uma versão digital de um gerador de tom analógico.

“Se não fosse pelas Caixas Azuis, não teria existido uma Apple”, disse Jobs em uma das 40 entrevistas que concedeu ao jornalista americano Walter Isaacson, autor do livro.

Ao longo de 18 meses eles conversaram em longas caminhadas, viagens de automóvel, por telefone, e na sua sala de estar em Palo Alto. Também foram entrevistadas mais de cem pessoas. Entre elas, familiares, amigos, colegas de trabalho, adversários e concorrentes.

Steve Jobs é uma das leituras recomendadas pelos especialistas da EQI Investimentos. Está entre as obras que eles leram, gostaram e indicam.

Perfeccionista e de personalidade forte

De personalidade forte e apaixonado pela perfeição, Jobs foi descrito no livro como as pessoas à sua volta o viam: ora prepotente, ora um gênio. Um dos engenheiros conta que certa vez ele entrou repentinamente na sua sala e lançou o grosseiro “Isso é uma merda!” a um projeto em andamento.

O engenheiro contestou argumentando que aquela alternativa era a melhor maneira encontrada para ajustar o projeto. Explicou o que tinha feito e Jobs cedeu.

Seus funcionários aprenderam com o tempo que o ‘isso é uma merda’ de Jobs na verdade era uma pergunta que significava ‘me diga por que este é o melhor jeito de fazer isso’.”

Na vida pessoal, a primeira namorada Chrisann Brennan, com quem ele teve uma filha, lembra que Jobs foi muitas vezes rude e brutalmente frio. Mas também foi fascinante em muitos momentos. Eles mantiveram um relacionamento inconstante por cinco anos.

Da fazenda de maçãs ao nome do negócio

Vida e obra se entrelaçam, complementam-se e tornam-se uma identidade única. Jobs tinha acabado de voltar da fazenda de maçãs All One Farm, quando ele e Wozniak decidiram abrir o negócio.

Wozniak foi buscá-lo no aeroporto e no caminho para Los Altos conversaram sobre o assunto. Discutiram algumas sugestões de nomes na área de tecnologia até que Jobs propôs o nome Apple.

Quando fez isto, o cofundador da Apple estava em uma de suas habituais dietas à base de frutas. Chegava a ficar uma semana inteira apenas comendo maçãs. O nome Apple se encaixava de forma plena na sua vida e no seu negócio.

Disputa pelo poder e a saída da Apple

A biografia conta em detalhes como foi a saída de Steve Jobs da Apple na década de 80. Ele contratou o executivo da Pepsi, John Sculley, considerado na época o gênio de marketing de consumo, para dirigir a Apple em 1983. Os dois começaram a se enfrentar e a diretoria decidiu manter Sculley no cargo.

Depois da luta interna de poder, o visionário criador dos computadores pessoais deixa a Apple em 1985.  Fora da companhia, fundou a NeXT Computer e desenvolveu o seu próprio sistema operacional, o NeXTStep. Também participou da fundação da Pixar. Jobs tinha a fama de ser manipulador e lá se envolveu em intrigas sobre ideias e projetos de filmes.

Até que em 1996, o presidente executivo da Apple Gil Amelio compra a NeXT e traz Jobs de volta. Em 1997, Jobs substitui Amelio à frente da Apple.

Visionário das bicicletas mentais

Jobs não era um modelo de chefe a ser copiado, mas sua história é cheia de lições de liderança e propósito. Sempre foi um visionário da tecnologia.

Costuma-se falar na Apple que eles criaram aparelhos e serviços que os consumidores ainda não sabiam que precisavam. Jobs comparava os computadores pessoais a bicicletas mentais.

No livro, segundo ele, os computadores permitiam que as pessoas se movessem com uma eficiência até maior que a de um condor. “Da mesma forma, a capacidade de criar computadores multiplicaria a eficiência mental”.

Longe da universidade

Filho de mãe solteira, Jobs nasceu no dia 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco. Foi adotado com apenas uma semana de vida. Sua mãe biológica assinou um termo de adoção com o compromisso de que o casal que o adotou iria enviá-lo para a faculdade.

Porém, Steve Jobs nunca chegou a se formar em uma universidade. Frequentou algumas cadeiras, mas desistiu. Por ironia do destino, o cofundador da Apple fez um discurso memorável na Universidade de Stanford em uma cerimônia de formatura.

“Você não pode conectar os pontos olhando para o futuro, só pode conectá-los olhando para o passado. Então, você precisa confiar que os pontos irão se conectar de alguma forma no futuro”.

O câncer e a linha da sucessão

Em 5 de outubro de 2011, o visionário da tecnologia da Apple morreu devido a um câncer aos 56 anos de idade. Antes de morrer, escolheu o executivo Tim Cook, que havia contratado em 1998, para ocupar o seu lugar.

No livro, Isaacson conta que Jobs decidiu a hora e o local para fazer a transição.  No dia 24 de agosto, Jobs foi à reunião periódica do conselho numa cadeira de rodas.

Aos seis integrantes do conselho, leu em voz alta sua renúncia em uma carta simples com apenas oito frases.

(Por Giovana Kindlein)

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