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Prio terá melhora “substancial” no balanço do 1º trimestre

Prio terá melhora “substancial” no balanço do 1º trimestre

As petroleiras júnior brasileiras, especialmente a Prio, devem apresentar resultados mais robustos no primeiro trimestre de 2026, beneficiadas pela valorização do petróleo

As petroleiras júnior brasileiras, especialmente a Prio (PRIO3), devem apresentar resultados mais robustos no primeiro trimestre de 2026, beneficiadas pela valorização do petróleo Brent, que registrou média de US$ 78,4 por barril no período – alta de 20% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 5% frente ao mesmo período do ano anterior.

A avaliação é dos analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolas Barros, do Bank of America, em relatório de prévia divulgado nesta terça-feira (29). Segundo o documento, nem todas as empresas do setor conseguirão capturar integralmente a alta dos preços, já que algumas optaram por travar parte de sua produção via instrumentos de hedge.

Prio na liderança com resultado recorde

O destaque absoluto do trimestre é a Prio.

“O destaque, em nossa visão, é a Prio, dado o substancial crescimento do EBITDA tanto na comparação trimestral quanto anual, estabelecendo um novo recorde de EBITDA trimestral”, afirmam os analistas.

A projeção é de um EBITDA de US$ 815 milhões, salto de 126% frente ao quarto trimestre de 2025 e de 77% na comparação anual.

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Os números refletem uma combinação de fatores favoráveis. A produção média trimestral chegou a 154 mil barris por dia — alta de 21% sequencial e 41% anual —, “refletindo um trimestre completo com a Prio operando 80% de participação no campo de Peregrino”, após a conclusão da aquisição de fatia adicional de 40% em novembro.

As vendas de óleo totalizaram 14,8 milhões de barris, com cerca de 6,2 milhões comercializados apenas em março, o que deve se traduzir em maior realização de preços.

Os analistas reiteraram a recomendação de compra, citando “yields de fluxo de caixa livre muito atrativos de 21% em 2026, 24% em 2027 e 25% em 2028” — rendimento acumulado de 70% nos próximos três anos, descrito como “altamente único no universo de ações da América Latina”.

O resultado será divulgado no próximo dia 5, após o fechamento dos mercados.

Brava Energia
(Imagem: Divulgação/ Brava Energia)

Brava melhora, mas hedge limita o potencial

A Brava Energia (BRAV3) também deve registrar avanço expressivo, com EBITDA ajustado estimado em R$ 1,745 bilhão, alta de 83% no trimestre e 45% no ano, impulsionado pela valorização do Brent e pelo aumento nas vendas de óleo, que chegaram a 6,0 milhões de barris. A produção média ficou em 75,983 mil barris equivalentes por dia, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e 7,3% acima do mesmo período de 2025.

No entanto, os analistas alertam que “o fluxo de caixa livre da companhia é improvável de capturar todo esse benefício, uma vez que ela havia protegido grande parte de sua produção antes da escalada da guerra”.

Cerca de 47% da produção estava travada a US$ 64 por barril via NDF, e outros 42% sob estrutura de collar entre US$ 64 e US$ 75 por barril — impacto estimado em R$ 230 milhões no resultado financeiro.

Diante do “maior risco de execução em comparação com outras empresas da cobertura” e da ausência de perspectiva de crescimento relevante na produção, o Bank of America mantém recomendação neutra para o papel.

O resultado será divulgado no próximo dia 6, após o fechamento dos mercados.

PetroRecôncavo
(Imagem: Divulgação/ PetroRecôncavo)

PetroRecôncavo cresce no trimestre

A PetroRecôncavo (RECV3) deve encerrar o primeiro trimestre com EBITDA de R$ 324 milhões, alta de 10% frente ao quarto trimestre de 2025, mas queda de 23% na comparação anual. A melhora sequencial é atribuída principalmente à alta do Brent, parcialmente compensada por recuo na produção e aumento nos custos de extração.

“A ausência de crescimento na produção, ou mesmo a sua estabilização, continua a limitar o entusiasmo dos investidores”, pontuam os analistas.

A produção média ficou em 24,4 mil barris equivalentes por dia, com queda de 3% sequencial e 11% anual, pressionada principalmente pelos ativos da Bahia e Sergipe. O custo de extração foi estimado em US$ 15,3 por barril equivalente, alta de 7% no trimestre e 10% no ano.

Com yields de fluxo de caixa de 12% em 2026 e 14% em 2027, considerados menos atrativos frente a outras opções da cobertura, o Bank of America mantém recomendação neutra para os papéis da companhia.

O resultado será divulgado no próximo dia 7, após o fechamento dos mercados.