Money Week: entenda como é possível ganhar na renda fixa

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/EQI

A renda fixa no Brasil nunca vai morrer e é possível ganhar uma boa rentabilidade mesmo com um cenário de juros baixos. Esta é a avaliação de Roberto Varaschin, cofundador da EQI, e Denys Wiese, assessor sênior de investimentos da EQI.

Eles ministraram nesta terça-feira (24) na Money Week o minicurso técnico “Investimento em renda fixa em tempos de juros baixos”.

A palestra faz parte da terceira edição do maior evento online de investimentos da América Latina, que vai até sexta-feira. A programação é totalmente online e gratuita.

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Para conseguir alcançar boas rentabilidades na renda fixa, os especialistas recomendam que o investidor entenda a fundo dois conceitos: juros futuros e marcação a mercado.

Os tipos de renda fixa

Roberto Varaschin e Denys Wiese explicam que na renda fixa o risco é mais mitigado em comparação à renda variável e, assim, há maior segurança. Mas é possível encontrar rentabilidades próximas da renda variável dentro da renda fixa.

A renda fixa nada mais é do que crédito, empréstimos. Você está emprestando dinheiro pra alguém”, explica Varaschin.

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No minicurso da Money Week, eles explicam os três tipos de empréstimos que podem ser feitos na renda fixa:

  • Para o governo, por meio dos títulos públicos. Em troca do empréstimo do dinheiro, o governo dá um rendimento. A garantia mais forte de crédito são os governos. Entram aqui todos os tipos de Tesouro Direto;
  • Para tomadores de crédito, como os bancos. CDBs, LCIs e LCAs entram nesta categoria. Depois do governo, os bancos são os mais seguros. Os investimentos são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito);
  • Para as grandes empresas. Ou seja, emprestar dinheiro para companhias que emitem debêntures, CRIs ou CRAs. Empresas como Vale, Petrobras, entre outras. Aqui não há garantidas do governo nem do FGC. Por isso, é preciso ter mais cuidado, pois a garantia é somente da própria empresa. Agências de rating podem ajudar a certificar o risco da operação.

O FGC é um fundo privado que garante ao investidor seu dinheiro de volta em caso de quebra da instituição. “Quando ocorre a quebra de um desses bancos menores, que pagam taxas altas para os investidores, é muito tranquilo para resgatar esses valores pelo FGC. E os valores aplicados são devolvidos com os juros”, explica Wiese.

Money Week: Denys Wiese e Roberto Varaschin

Money Week: Denys Wiese e Roberto Varaschin

Entendendo a remuneração da renda fixa

No curso da Money Week, Roberto Varaschin e Denys Wiese explicaram os três tipos de rendimentos que a renda fixa apresenta. Confira:

  • Pós-fixados: quando o título é atrelado a um indexador, como a taxa Selic ou CDI. Eles vão acompanhar a taxa de juros;
  • Pré-fixados: quando já se sabe de antemão o quanto se vai ter de rentabilidade de forma fixa até o vencimento. Por exemplo, um CDI de 11% ao ano;
  • Híbridos: uma junção de pré e pós-fixados, como os títulos IPCA+ do Tesouro Direto. Eles pagam a inflação (valor indefinido previamente) + uma taxa de juros pré-fixada.

Neste momento, por exemplo, a taxa de juros está baixa (2% ao ano), mas temos pré-fixados altíssimos. Não é uma ciência exata, por isso é bom ter um assessor de investimentos ajudando”, explica Varaschin.

Onde está a oportunidade na renda fixa?

Mas para encontrar a oportunidade certa na renda fixa os especialistas dão a dica: é preciso entender os conceitos de juros futuros e marcação a mercado.

Juros futuros é o que define as taxas das rendas fixas longas e curtas. O DI futuro é a expectativa dos investidores do mercado para a taxa Selic (básica de juros) para daqui a 7 anos, por exemplo. É uma negociação livre, o DI é negociado na Bolsa, e nessa negociação, chega-se a um preço que o mercado espera naquele momento”, ensina Varaschin. E é esse juro que vai balizar o que o investidor vai receber na renda fixa.

Já a marcação a mercado permite que o investidor saiba o valor que receberia hoje se vendesse um título. Ou seja, é o valor real do título, que oscila conforme vários fatores diariamente. “Se o juros sobe, o preço do título cai, e vice versa. Isso ocorre com títulos pré-fixados e indexados ao IPCA”, afirma Wiese.

A marcação a mercado é importante para fazer a venda antecipada de um título ou se o investidor precisar resgatar este título de forma antecipada.

Assim, é possível usar a renda fixa como uma espécie de renda variável.

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