Money Week: 4º dia traz oportunidades de diversificação para o investidor

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Foto: Reprodução Money Week

Em seu quarto dia, a 4ª edição da Money Week trouxe assuntos voltados a investidores de perfil moderados e arriscados, que buscam alternativas além do tradicional.

Referência no Brasil em Riqueza Pessoal e Antifragilidade, Luiz Fernando Roxo foi o responsável pelo painel “Investindo com Opções para Gerar Renda e Proteger a Carteira”. Roxo é gestor da Polyface Invest, sócio-fundador da Zen Economics, e autor do livro “Comprando e Vendendo Opções”, além de apresentador do “A Hora das Opções”.

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Para acessar as palestras e saber tudo que foi dito no quarto dia da Money Week é só clicar neste link!

“Sou educador financeiro há mais de 25 anos e dou aula sobre Opções. Não vou apenas falar sobre Opções. Vou mostrar como a gente usa as Opções para ganhar dinheiro no portfólio. Um portfólio de ações, de renda fixa ou de câmbio. Vamos usar todos os instrumentos do mercado financeiro além das Opções. Elas vão dar uma potencializada e uma protegida na carteira”, resumiu.

Outro destaque foi o lançamento do Fundo Mentor SA pelos empreendedores Carlos Wizard, que fundou a Wizard Idiomas, e Ricardo Bellino, da Elite Models,

O novo projeto surgiu após um convite de Bellino para Wizard de fazerem uma live juntos. Depois o número de reuniões foi aumentando e de uma live eles partiram para um projeto onde falavam de empreendedorismo na internet ao longo de seis dias consecutivos, sempre às 7h.

Levou dois meses para empreendedores começarem a entrar em contato com eles reclamando que não tinham recursos para tocar seus negócios e sentiam falta de mentores. Wizard e Bellino lançaram então a Fundo Mentor SA, ao lado de outros 14 grandes empresários com tradição e sucesso nos negócios, que estão investindo capital intelectual e financeiro para essas pessoas que precisam de recursos.

Investir no Exterior

Um dos principais painéis desta quinta-feira foi sobre como o investidor brasileiro pode aproveitar a recuperação econômica dos EUA para investir no exterior.

Segundo o sócio e diretor de distribuição da Geo Capital, Gustavo Aranha, o momento de estímulo fiscal vem desde a crise financeira de 2008, mas se acelerou – e muito – com a crise da pandemia, com trilhões de dólares injetados.

“Esses recursos fazem não só que a economia cresça, como aumente a competitividade das empresas e faça com que o PIB se recupere. Isso é muito bom para as empresas, pois as pessoas ficam com mais recursos para consumir”, disse Aranha.

Em meio a isso, como destacou o CEO da Avenue Securities, Roberto Lee, se amplia o interesse de se investir no exterior, com mais produtos disponíveis, que antes eram restritos aos investidores institucionais.

“Antes o brasileiro não era impactado por este tipo de oferta de produto internacional”, acrescentou Lee.

Mesmo assim, num primeiro momento, os investidores ficam mais atentos a ações ou BDRs de empresas com marcas conhecidas, como as de tecnologia, Apple, Amazon ou Facebook, ou de consumo, como Nike e Coca-Cola.

“Mas no mundo existem mais de 70 mil companhias listadas. Este número deixa claro o quão vasto é universos de companhias abertas no mundo”, reforçou Aranha.

“Esse é nosso trabalho, explorar as oportunidades no mundo de empresas que teham modelo de negócios vencedores”, destacou, citando não só empresas americanas como europeias e chinesas.

Fundos multimercados

Especialistas destacaram oportunidades de investimentos no Brasil. “Com a taxa de juros de longo prazo quase chegando a dois dígitos de novo, vemos um prêmio exagerado. O país volta a ser um lugar atrativo para alocar recursos”, avaliou Ettore Marchetti, CIO e Portfolio Manager da EQI Investimentos.

“Dentro do Brasil, mesmo com todas as dificuldades vemos oportunidades para gerar valor. Globalmente, preferimos bolsa, hoje dois terços da carteiras, juros commodities”, disse Carlos Eduardo Rocha, CIO e head de gestão de recursos da Occam Brasil.

Marcio Fontes, diretor da ASA Investments e chefe de Gestão do ASA Hedge, afirmou que também vê com bons olhos o mercado local atrelado a commodities. Segundo ele, mesmo que os preços recuem, as empresa ainda “tem gordura” para pagar dividendos e crescer. “Localmente, também alocamos recursos em commodities, em empresas como Vale, Suzano, entre outras”, afirmou.

Marchetti ainda lembrou sobre a importância de fazer hedge em parte da carteira. “Temos hedge em bancos regionais americanos, que podem ir mal a depender do movimento de juros americanos, e carregamos posições mais negativas na moeda europeia”, afirmou.

“Sempre é importante pensar em ativos que façam hedge no portfolio. A principal aposta é o aumento da taxa de juros, em particular nos EUA”, disse Fontes.

Rocha apontou a importância da gestão profissional no controle de risco, muitas vezes subestimado. “No Brasil, a única coisa que se sabe é que haverá uma crise. As pessoas precisam estar posicionadas para se proteger de riscos”, afirmou.

Money Week: outras atrações

Participaram do quarto dia de Money Week:

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo

  • Eventos com ações: o que são?, com Brenda Peixoto
  • O que tem na sua bolsa? Onde as mulheres investem, com Carolina Cavenaghi
  • Conheça as principais criptomoedas do mercado, com Luiz Oliveira
  • Pax Americana e sua influência na economia global, com José Rocha
  • Suitability: como definir seu perfil de investidor, com Pedro Moreira
  • Bem-vindo à Nova Economia: uma infraestrutura para o mercado financeiro baseada na tecnologia blockchain, com Fabricio Tota
  • Private equity e venture capital para pessoa física: fundos cada vez mais acessíveis, com Oscar Decotelli