Money Week: 3º dia traz palestras sobre ESG, fundos e cases de empresas

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Foto: Reprodução Money Week

Em seu terceiro dia, a 4ª edição da Money Week trouxe assuntos muito buscados por investidores em suas decisões de carteira. O dia começou com um painel sobre fundos de ações.

“Existe uma gama muito grande de fundos, com estilos diferentes, mas não existe um fundo correto, mas sim um para cada apetite do investidor. Há um super cardápio, e o investidor tem que estudar ou recorrer aos profissionais que o ajudem a escolher o melhor produto”, comentou Roberto Chagas, Head da EQI Asset, dando a primeira pitada sobre tudo o que foi discutido no painel.

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ESG, sigla que significa práticas ambientas, sociais e de governança, também entrou na grade com uma palestra de Fabio Alperowitch,  cofundador e gestor da Fama Investimentos.

Para acessar as palestras e saber tudo que foi dito no primeiro dia da Money Week é só clicar neste link!

Alperowitch afirma que é preciso descontruir essa fama do ESG e mostrar que fundos europeus já praticam essas questões desde a década de 1960, e a Fama, desde 1993.

O segundo dia ainda trouxe painéis de cases de empresas, como Espaçolaser e B3.Confira os destaques abaixo!

IPO da Espaçolaser

Paulo Morais, CoCEO da Espaçolaser (ESPA3), explicou sobre a atuação da companhia e o espaço de crescimento. “Apenas 5% das depilações no Brasil são feitas com laser. Há muito espaço pra expandir”, avaliou.

A empresa fez o IPO na B3 em fevereiro de 2021. As novidades continuam: após começar a operar na Argentina e Colômbia, ontem (25 de maio) foi a vez de a empresa chegar no Chile por meio da aquisição de uma empresa local.

Durante a pandemia, o executivo lembra que se manteve em atividade em conversas com clientes e ofertando novos pacotes. “Com esse movimento, mantemos o faturamento da empresa e as pessoas aquecidas”, disse.

Morais lembrou que a empresa também atende o público masculino: quase 10% dos clientes são homens.

“O Espaçolaser é uma empresa focada no que faz, em busca de eficiência e qualidade. Acreditamos que ainda tem muito a ser feito”, finalizou.

Bolsa e ciclo de juros

Money Week trouxe ainda o presidente da B3 (B3SA3), Gilson Finkelsztain, que destacou o momento positivo vivido atualmente pelo mercado de capitais – com um grande volume de ofertas e empresas ingressando na bolsa.

“É um ciclo positivo que, obviamente, foi ajudado pelos juros que chegaram aos 2%, mas que trouxe empresas menores para bolsa”, disse, reforçando que, junto, há um processo de educação financeira, com mais pessoas investindo cada vez mais cedo.

Segundo Finkelsztain, mesmo com a alta dos juros, que poderá vir, entre outros motivos, por uma expectativa de aquecimento ou problemas de ordem fiscal, não será algo “que vá acabar com esse ciclo de alta da bolsa.”

Juros em alta e renda fixa

O juro alto deve ser uma realidade no Brasil por um bom tempo, segundo especialistas que participaram dos debates do terceira dia do evento. “Em meados de 2022, já teremos Selic a 6% ao ano, se não em 2021”, avaliou Álvaro Frasson, economista do BTG Pactual.

Para Marilia Fontes, sócia fundadora da Nord Research, há uma preocupação com o ano eleitoral. “Temos tido ao menos uma tentativa de política liberal, mas em um ano eleitoral tudo pode mudar, disse.

Por conta deste receio, Marilia afirmou estar conservadora apostando sobretudo em títulos pós-fixados curtos.

Já Alan Ghani, analista de renda fixa da Exame Invest, avalia que corrigir o investimento pela inflação pode ser uma opção. “No atual momento, é interessante buscar títulos com proteção inflacionária, geralmente títulos mais longos.”

Ghani também lembrou que para quem não quer aplicar diretamente, os fundos são uma boa opção por oferecerem o trabalho profissional do gestor. “A grande vantagem é que conta com a técnica de um gestor, que sabe a hora certa de comprar e de vender”, resumiu.

Na composição da carteira, Marilia destacou a importância da renda fixa. “A renda fixa entra como controle de risco. Dificilmente a pessoa terá 100% da carteira em ações.”

Estatais

Para falar sobre as estatais, a Money Week trouxe o CEO e Fundador da Arko Advice, Murillo de Aragão, que destacou que essas empresas foram criadas com um objetivo estratégico, de ocupação de espaço, não necessariamente para o lucro.

“Quando se cria a Petrobras, não se pensava no lucro que iria gerar, mas sim na capacidade dela em dar autonomia energética ao Brasil. Com a Eletrobras, a mesma coisa, e assim vai”, disse.

Por outro lado, Aragão reforça que essas companhias também não nasceram para dar prejuízo, já que é o contribuinte que paga por isso, por meio do Tesouro.

“Essas empresas ficam submetidas a uma dupla pressão: a dos interesses políticos do governo e aos interesses do mercado.”

De toda forma, conforme Aragão, as estatais podem ser bons negócios e investimentos, “por isso que algumas delas têm participação relevante na bolsa de valores”.

Money Week: outras atrações

Participaram do terceiro dia de Money Week:

  • Valuation: fundamentando suas análises para investir melhor, com Heloisa Cruz
  • Tipos de ações: ON, PN e UNITs – qual a diferença entre elas?, com João Cabral
  • O que tem na sua bolsa? Onde as mulheres investem, com Nina Silva
  • Passeio pelo passado: a história da bolsa brasileira antes da B3, com Pablo Spyer
  • Erros mais comuns dos investidores, com Elias Wiggers
  • DeFi, a nova tendência do mercado financeiro, com Bernardo Quintão
  • Investindo em fundos quantitativos, com Rodrigo Maranhão

Para ver todos esses conteúdos em detalhes é só acessar o link de acesso gratuito ao evento, clicando aqui!

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo