Money Week: Wizard e Bellino debatem Investimento em StartUps

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

Os empreendedores Carlos Wizard, que fundou a Wizard Idiomas, e Ricardo Bellino, da Elite Models, se uniram e lançaram o Fundo Mentor SA.

Ambos participaram na tarde desta quinta-feira (27) da 4ª Money Week, o maior evento online de de investimentos do Brasil.

Para acessar as palestras e saber tudo que foi dito no quarto dia da Money Week é só clicar neste link!

O novo projeto surgiu após um convite de Bellino para Wizard de fazerem uma live juntos.

Depois o número de reuniões foi aumentando e de uma live eles partiram para um projeto onde falavam de empreendedorismo na internet ao longo de seis dias consecutivos, sempre às 7h.

Levou dois meses para empreendedores começarem a entrar em contato com eles reclamando que não tinham recursos para tocar seus negócios e sentiam falta de mentores.

Wizard e Bellino lançaram então a Fundo Mentor SA, ao lado de outros 14 grandes empresários com tradição e sucesso nos negócios, que estão investindo capital intelectual e financeiro para essas pessoas que precisam de recursos.

São eles: Caito Maia, da Chilli Beans; Janguiê Diniz, da Ser Educacional; Chaim Zaher, CEO do grupo SEB; Pablo Marçal, conhecido pelos desbloqueios cerebrais; Nathália Arcuri, jornalista e escritora financeira; Carol Paiffer, CEO da Atom Investimentos; João Kepler, da Bossa Nova Investimentos e Antônio Carbonari, CEO da Anhanguera Educacional.

Tempo é dinheiro

O Fundo Mentor SA recebeu a inscrição de mais de 700 projetos, e a ideia é selecionar 10 projetos de startups e 10 já existentes e com capacidade de crescimento. Em junho, os 20 nomes serão anunciados.

Bellino explica que empreendedores como os citados e que estão juntos na parceria, vão percebendo as oportunidades e agarrando elas ao notarem principalmente que seu tempo era dinheiro.

“Trouxemos amigos muito qualificados na arte de orientar e apoiar nessa mudança de visão de paradigma. São 14 grandes empresários e visionários que já dedicaram tempo para transformar as pessoas e continuam dedicando”, afirma.

Durante a palestra na Money Week, Bellini brincou que na mentoria, primeiro dão o choque no empreendedor, e se ele estiver preparado para isso, ele pode sair com um cheque para transformar o seu negócio e depois ele pode ficar “chique”.

Acelerar negócios e as pessoas

Wizard afirmou que quando eu resolveu empreender, tinha 30 anos, estava sem dinheiro, sem equipe, sem estrutura, conhecimento e auxílio, e precisou errar muito até acertar o caminho do sucesso.

“O propósito deste fundo é justamente encurtar a distância entre o ponto que ele está hoje e onde deseja chegar”, diz.

Cada um dos 14 empresários vai estar analisando os negócios inscritos de acordo com sua visão, experiência e previsão de retorno da proposta e acompanhar o desenvolvimento.

“É óbvio que precisamos ter um trabalho constante, uma vez que estamos colocando nosso nome e know how dentro daquele negócio. Por isso, só vamos aceitar os negócios que entendemos que tem capacidade de expandir 10x mais. Isso é um pré-requisito”, explica Wizard.

Negócio x casamento

Para o empreendedor de idiomas, esse paralelo entre o empreendedor e o negócio é um casamento que não se separa.

Por isso, ele pontuou os critérios básicos para ser um dos selecionados do Fundo Mentor SA:

Empresas já existentes

  • Analisamos o histórico do negócio já existente nos seus últimos três anos; vemos como está a margem de lucro, pois qualquer oscilação de mercado pode fazer a conta não fechar;
  • Projetamos qual é o crescimento ou a previsão dos próximos meses;
  • Analisamos o cenário nacional e internacional do negócio, se é moda ou uma tendência de consumo, e aí tomamos a decisão.

Para startups

  • Somos mais cautelosos, pois o conceito é disruptivo, revolucionário, e aí temos um olhar mais apurado para identificar, e acreditamos no empreendedor, em novas propostas;
  • Acreditamos que um novo negócio sempre tem que solucionar uma falta do mercado.

Empreendedor ou administrador financeiro?

Wizard diz que teve que descobrir na prática que ou a pessoa é um excelente administrador financeiro ou é um ótimo empreendedor que não se identifica com gestão financeira.

“Raramente encontramos as duas competências no mesmo executivo”, afirma.

Após notar que não fazia uma reserva financeira em sua conta pessoal com 10 anos de escola de idiomas, notou seu grande erro.

“Em uma viagem, li um artigo que dizia que todo empreendedor pequeno deve predeterminar qual é a margem de lucro que espera ter do seu negócio, e depois, quando receber o movimento financeiro, deve retirar aquela parte e colocar numa conta separada para formação do seu patrimônio futuro. Mas eu comecei a pensar que se eu tirasse isso, não saberia como pagar minhas contas, mas isso não importava, “o resto é o resto”. É importante você guardar a sua parte”, contou ele, que passou a guardar 10% do seu faturamento no início até chegar em 30%.

Ele afirma que isso o fez receber um cheque bilionário dos britânicos para comprar sua franquia de escola de idiomas.

Como começar

Bellino finaliza afirmando que quem não quer fazer algo costuma encontrar um sequência de desculpas e obstáculos, que devem ser superados e não lamentados.

“É preciso tentar fazer. O Brasil tem que tomar cuidado com o “coitadismo”, que destrói o sonho das pessoas. Nós [empresários no Fundo Mentor SA] não acertamos sempre, mas somos perseverantes, otimistas e entusiasmados, e isso faz a diferença. Existe solução para tudo”, enfatiza ele.

(Por Karin Barros)