Money Week: Luiz Fernando Roxo fala sobre Opções e proteção à carteira

Paulo Amaral
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Referência no Brasil em Riqueza Pessoal e Antifragilidade, Luiz Fernando Roxo foi um dos convidados do penúltimo dia da 4ª edição da Money Week.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

Gestor da Polyface Invest, sócio-fundador da Zen Economics, e autor do livro “Comprando e Vendendo Opções”, além de apresentador do “A Hora das Opções”, Luiz Fernando Roxo foi o responsável pelo painel “Investindo com Opções para Gerar Renda e Proteger a Carteira”.

Para acessar as palestras e saber tudo que foi dito no quarto dia da Money Week é só clicar neste link!

Logo pelo título da palestra, que uniu as palavras “investindo”, “renda” e “proteger” em uma única frase, o especialista já deixou clara a importância do assunto para quem já está, ou quer entrar mais a fundo no mercado financeiro.

“Sou educador financeiro há mais de 25 anos e dou aula sobre Opções. Não vou apenas falar sobre Opções. Vou mostrar como a gente usa as Opções para ganhar dinheiro no portfólio. Um portfólio de ações, de renda fixa ou de câmbio. Vamos usar todos os instrumentos do mercado financeiro além das Opções. Elas vão dar uma potencializada e uma protegida na carteira”, adiantou.

Confira a seguir os principais pontos da palestra de Luiz Fernando Roxo e inscreva-se na Money Week. Aproveite, pois ainda dá tempo de acompanhar os últimos painéis da 4ª edição do maior evento online e totalmente gratuito sobre investimentos da América Latina.

O que são Opções?

Antes de conhecer mais a fundo a estratégia de Luiz Fernando Roxo, que revelou em seu painel na Money Week ter alcançado uma rentabilidade superior a 600% em sua carteira nos últimos 18 meses, é importante explicar, afinal, o que são Opções?

“Opções são contratos de direitos e obrigações. Significa que se você comprar, terá o direito, mas não a obrigação. Pode ou não exercer. É livre. Se você vende, recebe o dinheiro antes, mas, dali pra frente, se obriga a alguma coisa”, resumiu.

Em um exemplo mais prático e simplista, para quem ainda não está acostumado com os jargões do mundo do mercado financeiro, Roxo fez um comparativo com a contratação de um seguro para automóvel.

“Se você tem um carro e é prudente, todo ano compra uma opção. Você paga para ter o direito de vender seu automóvel para a seguradora no caso de um sinistro. Um seguro de carro nada mais é que uma opção. São as mesmas características. Se roubarem o seu carro, você aciona a seguradora, dá o documento e pega o dinheiro. Com o mercado de Opções é a mesma coisa”.

Tipos de Opções

De acordo com Luiz Fernando Roxo, que revelou ter no currículo passagens por Bradesco, Safra e outras instituições de respeito, mas também a experiência nada agradável de ter “quebrado” três vezes, sendo obrigado a recomeçar do zero, as Opções, para ele, foram a salvação da lavoura.

“Consegui, nos últimos 20 anos, criar um método para melhorar não só a minha conta corrente, mas também minha riqueza pessoal”, comentou.

Roxo revelou que existem três tipos de Opções, mas que ele trabalha somente com um deles. “Opções são um tipo de alavancagem, mas alavancagem não é tudo igual”, alertou.

“O primeiro tipo é alavancagem suja, e isso eu não faço jamais. Quando usa para fazer vendas descobertas, corre risco de colapso, de ruína. O segundo tipo é alavancagem tóxica, que é pegar dinheiro emprestado para investir. Eu jamais faço isso. A gente só usa a alavancagem limpa, que é quando a gente usa as opções para ter opcionalidade, convexidade”, complementou.

O investidor ressaltou que o importante é utilizar as Opções a favor, mas sempre respeitando os pontos colocados acima. “Uso as Opções compradas ao meu favor. Se eu vendo, sempre coberta. Por isso acredito enormemente. São as ferramentas mais poderosas do mercado financeiro, desde que usadas de maneira limpa”.

Convexidade, a chave para se dar bem

Uma outra palavra bastante utilizada por Luiz Fernando Roxo em sua participação na Money Week foi “convexidade”. Para ele, esse é um dos pontos que melhor casam com investimentos em Opções.

“Uso as Opções para criar convexidade. Grande variações tanto de queda quanto de alta eu tenho ganhos. É assim que eu uso as Opções. Quando o mercado fizer grandes variações ou tiver um grande deslocamento, eu tenho ganhos assimétricos, ganhos convexos”, comentou.

“É perder de canequinha para ganhar de balde. Assim que você consegue ter grandes ganhos a longo prazo. O mais importante é manter a convexidade e ganhar nas grandes variações”.

O “pozinho” mágico

Um outro segredo revelado por Luiz Fernando Roxo foi chamado por ele de “pozinho”. Mas calma, que não se trata de nada ilícito ou estimulante. “A estratégia do pozinho nada mais é do que comprar contratos de Opções desacreditados, contratos que estão tão fora do preço do mercado atualmente que ninguém acredita que vá dar exercício”, comentou.

“Eu comecei essa minha carteira em janeiro de 2020 comprando pozinhos de Opções. Isso que me ajudou e foi uma das contribuições. O corona crash em fevereiro, a queda de mais de 50% do mercado financeiro, fez com que o tal do pozinho se multiplicasse. Eu ganhei, em um único vencimento, em um único pozinho, 55 mil reais, após ter investido 500 reais”, lembrou, sem esconder a satisfação pelo tiro certo.

Outro exemplo, também recente, rendeu alto para o palestrante da Money Week no chamado pozinho de opção de venda. “Você paga alguns centavos para poder vender sua carteira de ações no caso de uma grande queda (opção de put). É isso o que você faz. Comprei a BOVA096, paguei por elas 12 centavos. Gastei 494 reais e comprei 3800 opções. As opções foram para 27 reais. Meu capital multiplicou 112 vezes”.

Risco x Exposição: lição na Money Week

Luiz Fernando Roxo admitiu, na parte final de sua participação na Money Week, que corre riscos – e altos – em seus investimentos, mas nem por isso deixa de lado seu pezinho conservador. Tudo por conta do chamado “seguro de carteira”.

“Corro muito risco, mas estou pouco exposto, pois tenho a maior parte do meu dinheiro em caixa. Ganho quando o mercado sobe, mas perco muito pouco quando o mercado cai”, comentou.

“Primeiro eu uso o critério de Kelly para fazer a alocação. Uso seguro de carteira. Esse pozinho é isso. Uso efeito Lindy, ou seja, empresas que se comprovaram com o tempo. Divido minha carteira em ativos extremamente conservadores (50% em caixa) e outra parte menor eu corro muito risco”, completou.

Roxo fechou sua palestra revelando que se inspira em um dos maiores investidores de todos os tempos, e que usa a metodologia inspirada em Benjamin Graham para seguir acumulando ganhos no mercado financeiro.

“Faço o balanceamento dinâmico. O ativo que valorizou demais eu diluo um pouco e entro naquilo que não andou e está atrasado. É um método baseado no Benjamim Graham, que é um dos pais dos investimentos. Além disso, uso a convexidade. A união de tudo isso gera essa carteira antifrágil convexa”.

O fundador da Zen Economics fechou sua participação com chave de ouro com um conselho para quem se interessou em investir por meio de Opções: “Fuja do risco médio. Esse é um dos principais conselhos e conceitos que eu sempre dou”, concluiu.

(Por Paulo Amaral)