Benjamin Graham: o investidor “pai” do Value Investing

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução

O britânico Benjamin Graham, nascido em 1894, é conhecido no mercado financeiro como o grande influenciador de uma geração inteira de investidores de sucesso.

É o pai do value investing, uma estratégia de investimento baseada no potencial de valor das empresas no longo prazo. Também conhecido como inventor do buy and hold, modelo seguido à risca por aquele que, hoje, é apontado como o maior investidor de todos os tempos: Warren Buffett.

Outros nomes que alcançaram o sucesso graças aos ensinamentos de Graham na área são Jean-Marie Eveillard, William J. Ruane, Irving Kahn e Walter Schloss.

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Primeiros passos de Benjamin Graham

Graham é britânico de nascimento, mas, com apenas um ano de vida, mudou-se para Nova York.

Usou as dificuldades enfrentadas na infância como motivação para os estudos. Após se formar em economia pela Universidade de Columbia, deu início à trajetória de sucesso no mundo dos investimentos.

Benjamin Graham recusou convites para lecionar filosofia, matemática e Inglês para aceitar o primeiro emprego em Wall Street. Começou a trabalhar como estagiário na Newburger, Henderson and Loeb.

Seu talento o fez crescer e se tornar sócio da empresa até conhecer Jerry Newman e, em 1926, formar sua própria companhia, a Graham-Newman.

Enfim, professor de Columbia… E escritor

Benjamin Graham

Em 1928,  Graham aceitou o convite de Columbia para lecionar na universidade sobre investimentos.

Durante a vida acadêmica, conheceu David Dodd, que viria a se tornar um dos grandes parceiros, e com quem lançou um de seus livros de maior sucesso: Security Analysis.

Graham escreveu mais cinco obras que influenciaram o mercado:

  • Storage and Stability: A Modern Ever-normal Granary
  • The Interpretation of Financial Statements
  • World Commodities and World Currency
  • Benjamin Graham, the memoirs of the dean of Wall Street
  • The Intelligent Investor

O “nascimento” do Value Investing

 Essa última obra apresentou ao mundo o método de Investimento em Valor (Value Investing). O livro foi revolucionário no mercado financeiro e marcante para um de seus alunos de Columbia – Warren Buffett.

O Value Investing, de uma maneira bem simples, consiste em dois pontos principais. O primeiro é reconhecer uma ação como parte da empresa.  Isso significa dizer que, para entender uma ação (empresa), tem que se olhar muito mais do que o simples movimento de alta e baixa para comprar ou vender.

O segundo ponto trata de desenvolver uma margem de segurança. É por meio deste ponto que o investidor “aprende” a observar quando vale à pena comprar uma ação por um preço menor do que ela vale.

“Susto” também ajudou Benjamin Graham

A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, foi o grande susto da carreira, ainda iniciante, de Benjamin Graham. Mas acabou sendo benéfica ao investidor.

Foi após ter prejuízo na crise que ele aprendeu a observar o mercado e comprar ações com desconto sobre o real valor da empresa.

Com apenas 25 anos, Graham viu sua empresa de investimentos obter um retorno anual próximo a meio milhão de dólares.

As ações da companhia saltaram de US$ 99 para US$ 245 em uma década, com retorno médio anual de 17,6%, bem superior aos 10,1% registrados pelo índice da Standard Statistics Poor’s Index no mesmo período.

Em 1958, ano em que houve a liquidação da Graham-Newman, as ações foram distribuídas por US$ 840,62 cada uma. Com isso, os investidores tiveram um retorno de 750% sobre o aporte inicial em 30 anos.

As 4 lições de Graham

Se você quer ter sucesso como investidor, deve conhecer algumas das principais lições de Benjamin Graham.

  1. Diferenciar investidores de especuladores

O livro “O Investidor Inteligente” ensina exatamente isso. Graham insiste na tecla de que um investimento só é válido “quando há proteção e retorno adequado”, e que “todas as operações que não atendem a esse requisito são especulativas”.

“O principal interesse do especulador é antecipar e lucrar com as flutuações do mercado. Já o principal interesse do investidor é comprar e manter empresas certas a preços adequados”.

  1. Ações não são simples códigos

Tratar as ações como simples códigos é um erro primário, mas que é cometido por muitos iniciantes no mercado de ações.

“Uma ação não é apenas um símbolo, é uma participação acionária em um negócio real, com um valor que não depende do preço da ação.”

  1. Sem margem de segurança, sem investimentos…

O tão falado Value Investing. Segundo Graham, o investidor precisa, sempre, descobrir qual o preço justo de uma ação e compará-lo com o que o mercado está pagando.

“Se houver uma diferença considerável, que garanta uma margem de segurança, ele investe.”

  1. Longo prazo é o melhor prazo

Segundo Graham, quando uma ação é avaliada em curto prazo, ela é influenciada pelos “votos” dos investidores.

Por conta disso, segundo o especialista, o mercado em longo prazo é o ideal, pois funciona como uma balança, influenciada pelo peso e pelo valor das empresas.

Essa tese de investimentos a longo prazo, amplamente defendida e difundida por Graham, ficou conhecida como buy and hold.

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