BDRs têm recorde na B3; Google (GOGL34) é o mais procurado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Desde 22 de outubro todo investidor brasileiro tem acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts. Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras.

O maior número de negócios com BDRs na B3 até agora aconteceu na última segunda-feira, dia 9. Foram 41,5 mil negociações em um único dia. O recorde anterior havia sido na própria estreia dos BDRs para investidor pessoa física, em 22 de outubro. Em 2020, a média diária de movimentações antes da liberação para o varejo era de 1,4 mil transações.

Em volume financeiro, foram R$ 447,8 milhões negociados no último dia 9. A média do ano até 22 de outubro era de R$ 84 milhões.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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De acordo com relatório da B3 que apresenta os resultados de 22 de outubro a 5 de novembro, os dez BDRs mais negociados no período foram os seguintes:

  • Alphabet/Google (GOGL34): 5,432 milhões de ativos
  • Mercado Livre (MELI34): 5,369 milhões
  • Apple (AAPL34): 4,985 milhões
  • Tesla (TSLA34): 4,408 milhões
  • Alibaba (BABA34): 4,323 milhões
  • Microsoft (MSFT24): 3,372 milhões
  • Facebook (FBOK34): 3,023 milhões
  • Splunk (S1PL34): 1,539 milhões
  • Transocean (RIGG34): 1,086 milhões
  • General Motors (GMCO34): 724 mil

Apesar de as pessoas físicas estarem liderando o número de negócios, chama a atenção o fato de que os investidores não-residentes no Brasil vêm movimentando os maiores valores.

Por exemplo, em 3 de novembro, foram R$ 336,11 milhões movimentados por não-residentes, ao passo que R$ 238,89 milhões vieram de investidores institucionais e R$ 71,411 mil de pessoas físicas. Isto pode ser explicado pela alta do dólar ante o real, que incentivaria o investidor de fora ir à B3.

Como investir em BDRs?

Até outubro deste ano, os BDRs eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos – os chamados investidores qualificados. Agora, estão acessíveis a qualquer pessoa física.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

Para adquirir BDRs, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Quer saber mais sobre como investir em BDRs ou outros ativos correlacionados ao mercado exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos irá entrar em contato!