BDR do Facebook (FBOK34): como investir na maior rede social do mundo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

O Facebook é a maior rede social do mundo e seu faturamento vem, basicamente, de publicidade. Nesse quesito, a empresa vai muito bem.

Em seu último balanço divulgado, que corresponde ao terceiro trimestre brasileiro, o Facebook teve lucro líquido de US$ 7,85 bilhões ante US$ 6,09 bilhões do mesmo período no ano passado. O lucro por ação diluído ficou em US$ 2,71, ante US$ 2,12 anteriores.

Hoje, qualquer investidor pessoa física pode investir nesta gigante da tecnologia a partir da bolsa de valores brasileira. Isso é possível via Brazilian Depositary Receipts (BDRs), você sabia?

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

Na B3, os investidores brasileiros podem negociar BDRs do Facebook sob o código FBOK34.

Até o mês de outubro, esses papéis eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos (os chamados investidores qualificados).

Números do Facebook

As ações do Facebook, listadas na Nasdaq, valorizaram mais de 40% no ano, indo de US$ 209,78 em 2 de janeiro, a US$ 296,46 em 5 de novembro. O valor da companhia é de US$ 704,55 bilhões.

Facebook

Reprodução/Google

Último balanço

Em seu último balanço, o Facebook reportou aumento de 29% no lucro líquido, indo de US$ 6,091 bilhões para US$ 7,846 bilhões.

O resultado foi positivamente recebido pelos analistas. Mas com a ressalva de que o número de usuários do aplicativo teve queda nos EUA e no Canadá.

Nos dois países, a base caiu para 196 milhões de usuários ativos diários, em comparação com os 198 milhões um trimestre antes.

Entretanto, vale ressaltar que a queda no período se deve, em grande parte, à pandemia de coronavírus.

No segundo trimestre, que englobou os meses de medidas restritivas mais severas, o acesso dos usuários ao Facebook cresceu consideravelmente, levando em conta que as pessoas ficaram mais tempo em casa, podendo acessar o aplicativo.

“Olhando para 2021, continuamos enfrentando uma quantidade significativa de incertezas”, ponderou a empresa em comunicado. Mas acrescentou que aguarda resultado ainda melhor em anúncios no próximo balanço. “Acreditamos que a pandemia tenha contribuído para aceleração na mudança do comércio offline para o online e tivemos uma demanda crescente por publicidade como resultado dessa aceleração.”

Desempenho dos BDRs do Facebook

Os BDRs do Facebook já registraram uma valorização de 95% no ano, indo de R$ 30,09 em 2 de janeiro a R$ 58,88 em 5 de novembro.

No dia 22 de outubro, houve uma depreciação, quando o BDR foi desmembrado.

Facebook BDR

Reprodução/Google

Como investir no Facebook?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – do Facebook.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir no Facebook?

Para adquirir BDRs do Facebook, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

História do Facebook

A história da maior rede social que já existiu acompanha a trajetória de seu principal fundador, Mark Zuckerberg. Mas também tem um brasileiro no enredo.

O paulistano Eduardo Saverin fez parte do grupo de estudantes de Harvard que se uniu para dar forma ao aplicativo que revolucionaria a maneira como as relações sociais são firmadas e mantidas.

Zuckerberg, Saverin e mais

Foi no dormitório de uma fraternidade de Harvard que Zuckerberg, um geniozinho da computação, e sua turma lançaram o site Thefacebook. Compunham o grupo, além dos dois, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A rede social só funcionava, até então, no campus e era restrita aos estudantes da universidade. Mas a repercussão foi tamanha que, em um mês, Stanford, Columbia e Yale também já integravam a rede.

Foi do bolso de Saverin que saíram os primeiros mil dólares para sustentar o projeto. E o primeiro endereço da empresa foi o endereço de seus pais, em Miami.

Logo, o Thefacebook ganharia importância e se mudaria para o Vale do Silício. A partir deste momento, Saverin, que permaneceu na universidade, começa a se distanciar do grupo e da empresa.

Em 2005, Mark Zuckerberg contrata Sean Parker, co-fundador da Napster, para assumir o setor financeiro do site. Foi dele a ideia de mudar o nome de Thefacebook para Facebook.

Hoje, Zuckerberg está na lista da Forbes como o terceiro mais rico do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 100 bilhões. Ele fica atrás apenas de Bill Gates e Jeff Bezos no ranking.

O Facebook também é dono de outros dois aplicativos de muito sucesso: Whatsapp e Instagram.

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