Small caps de varejo reúnem empresas conhecidas do pequeno investidor

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Freepik

Entre as empresas do setor de varejo integrantes do Índice Small Cap (SMLL) da B3 (B3SA3) estão marcas conhecidas do grande público. Algumas small caps são Arezzo (ARZZ3), Vivara (VIVA3), Grendene (GRND3) e Centauro (CNTO3). 

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As small caps podem ser boas opções de investimentos, trazendo companhias de grande porte, consolidadas em seus segmentos, mas que não se encontram entre as maiores do Ibovespa. 

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Assim, por estarem fora de parte da estratégia de grandes fundos estrangeiros, podem ser uma aposta aos pequenos investidores. Sobretudo para quem busca retornos a médio prazo mais vantajosos, caso se proponha a aceitar um pouco mais de risco. 

Conheça as small caps de varejo do SMLL

Arezzo (ARZZ3)

O principal ramo de atividade da Arezzo é a industrialização e comercialização de artigos de couro e de plástico em geral, como sapatos, bolsas e acessórios. Possui lojas espalhadas por diversos estados do país

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Os principais acionistas individuais da empresa são Anderson Lemos Birman, que possui 31,14% das ações e Alexandre Café Birman, que detém 14,70%. A maior fatia, de 54,16%, está diluída em demais acionistas, tendo um total de 45 milhões de ações negociadas. 

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No terceiro trimestre de 2020, a companhia obteve lucro líquido de R$ 27,9 milhões, contra R$ 35,5% do mesmo período do ano anterior, uma queda de 21,3%. 

Vivara (VIVA3)

A Vivara (VIVA3) também está entre as small caps do índice. Ela atua no ramo de joias, relógios e demais acessórios femininos, como cordão, brincos e outros. Além disso, também possui participação em outras sociedades, na qualidade de quotistas ou acionistas; participa ainda de holdins de instituições não-financeiras. É também agente de propriedade intelectual.

A família Kaufman detém a maior parte das ações individuais da empresa, sendo 21,91% nas mãos de Márcio Monteiro Kaufman, que é o CEO; 19,79% com Nelson Kaufman; e 14,08% com Marina Kaufman Bueno Netto, totalizando 55,78% dos papéis em circulação. Há ainda Paulo Kruglensky, com 4,69%, e o fundo Verde Asset Management, com 5,21%. Os demais acionistas somam 34,32% e tem 93,3 milhões de ações no mercado.

O lucro líquido da companhia caiu 8,7% no terceiro trimestre de 2020, ao passar de R$ 39,5 milhões, em igual período de 2019, para R$ 36,1 milhões. 

Quero-Quero (LJQQ3)

A Quero-Quero (LJQQ3) atua no comércio varejista especializado em material de construção, eletrodomésticos e móveis, com lojas pelo país. 

Os principais investidores da rede de lojas são bancos e fundos como Safra Asset Managment, que detém 8,41% das ações; Genesis Investment Managemen, também com 8,41%; Itaú-Unibanco com 6,33%; Bradesco Asset Management, com 5,82%; Absoluto Partners Gestão de Recursos, com 5,29%; e Capital World Investors, com 5,33%. Os demais acionistas somam 60,42%. Possui 177,7 milhões de papéis em circulação.

Novata na bolsa de valores, a loja conseguiu um avanço de 125,6% em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2020, alcançando R$ 30,1 milhões contra R$ 13,3 milhões, em igual período no ano anterior.  

Centauro (CNTO3)

Entre as small caps selecionadas, está a Centauro, uma rede de lojas que trabalha no comércio de roupas e produtos esportivos. Além disso, atua como sócia e acionista em outra grandes empresas, de acordo com a B3.

O fundo Pacipar Participações é o principal acionista, com 39,66% das ações, seguida por Nefele Investments, com 22,25%. O Gpcp5 I – Fundo de Investimento em Participações Multi estratégia, detém 0,54% dos papéis. Os demais acionistas somam 37,55% e tem 88,7 de ações no mercado.

Com relação ao resultado varejista, registrou prejuízo líquido de R$ 33,2 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo o lucro líquido de R$ 38,4 milhões em igual período no ano anterior.

Grendene (GRND3)

A Grendende (GRND3), fabricante de marcas como sandálias Havaianas, atua na fabricação de calçados em geral.

O controle das ações individual está com a família Grendene. Alexandre Grendene Bartelle possui 41,20% do total dos papéis; ao passo que Pedro Grendene Bartelle tem 13,89%; Giovana Bartelle Velloso possui 4,12%; Pedro Bartelle, 3,94%; e Gabriella de Camargo Bartelle, 3,20%. O fundo 3g Radar Gestora de Recursos possui 6,97%. Já a fatia de 23,37%, estão nas mãos dos demais acionistas.

A Grendene (GRND3) registrou lucro de R$ 110,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, retração de 33,6% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 166,8 milhões. A Grendene possui 268,6 milhões de ações em circulação.

Cia. Hering (HGTX3) 

A Cia. Hering (HGTX3) atua no ramo de fabricação de artigos do vestuário e acessórios, como camisas, calças e outros acessórios. 

Os fundos de investimento são os principais acionistas como Atmos Capital Gestão de Recursos, que possui 10,28% dos papéis e Inv. E Part. Inpasa S/a, com 6,84%. O maior acionista individual é Ivo Hering, com 7,24%. Distribuído entre os demais acionistas estão 62,12% dos papéis. Possui 126,1 milhões de ações no mercado.

No terceiro trimestre a companhia reportou lucro líquido de R$ 155,5 milhões contra R$ 64,1 milhões em igual período do ano passado, com um avanço de 142,5%. 

CEA Modas (CEAB3)

Mais uma rede varejista de roupas, a CEA Modas (CEAB3), dona da marca C&A, atua nos setores de vestuário, acessórios, calçados, higiene, eletrônicos, dentre outros.

O fundo Incas S/A possui 32,75% dos papéis, sendo o maior acionista individual, seguido por Cofra Investments, com 32,56%, além da Verde Asset Management (5,15%) e Cofra Latin America (0,01%). Os demais acionistas detém 29,54% das ações. 

A empresa divulgou prejuízo líquido de R$ 28,2 milhões no terceiro trimestre do ano passado, contra um lucro líquido de R$ 19,1 milhões no terceiro trimestre do ano anterior. A CEA tem 106,3 milhões de ações em circulação.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, possui a marca Riachuelo e atua em produção de roupas e tecidos em geral.

A família Gurgel Rocha domina o quadro de acionistas: Lisiane Gurgel Rocha possui 27,90% dos papéis, enquanto Élvio Gurgel Rocha e Flávio Gurgel Rocha, têm 27,51% e 27,35%, respectivamente. Os demais acionistas somam 17,25%. Estão em circulação, total de 81,9 milhões de papéis. 

A Guararapes (GUAR3) registrou prejuízo de R$ 51,43 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo o lucro líquido de R$ 67,87 milhões no mesmo período de 2019.

Lojas Marisa (AMAR3)

As lojas Marisa (AMAR3), conhecida do público feminino atua no ramo de comércio varejista de roupas e ainda na prestação de serviços de correspondente bancário, intermediação de negócios e congêneres, além de atuação como Representante de seguros.

A composição acionária está diluída entre representantes da família Goldfarb, como Ricardo Goldfarb, que possui individualmente a maior parte das ações, com 5,10%. Os demais acionistas somam 37,53% das ações. Estão em circulação, 111,4 milhões de ações.  

A rede varejista registrou, no terceiro trimestre do ano, prejuízo líquido de R$ 124,5 milhões no terceiro trimestre de 2020. Ou seja, foi um aumento de 64% em relação ao mesmo período de 2019. 

Vulcabrás (VULC3)

A Vulcabrás (VULC3) atua no ramo de representantes comerciais e agentes do comércio de têxteis, vestuário, calçados e artigos de viagem. É dona de marcas como Olympikus e Mizuno. 

O fundo Gianpega Negócios e Participações, com 31,83%, é o principal acionista individual da empresa. Também em seu quadro de acionistas estão alguns membros da família Grendene como Giovana Bartelle Velloso, com 2,95% de participação. Os demais acionistas somam 19,98% e o total de papéis em circulação chega a 74,6 milhões.

O lucro líquido da empresa cresceu 3,8%. Assim, passou de R$ 41,8 milhões de terceiro trimestre de 2019 para R$ 43,4 milhões no mesmo período de 2020.

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