Há uma semana do Copom, fala de Campos Neto reforça aposta em alta de 1 pp da Selic

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

A uma semana do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da nova taxa básica de juros, Selic, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que não vai “alterar o plano de voo” a cada número novo de alta da inflação, dando a entender que manterá a possível alta de 1 ponto porcentual na definição da quarta-feira da semana que vem (22).

Na ata da reunião de agosto, o Copom confirmou a elevação da Selic de 4,25% para 5,25%, já adiantando que ela deveria alcançar 6,25% em setembro.

Se confirmada, a alta de 1 ponto porcentual será a segunda desta magnitude, após três elevações de 0,75 ponto porcentual. Antes disso, a Selic permaneceu sete meses mantida em 2%, seu piso histórico.

Campos Neto participou do BTG Macroday, último evento em que poderia falar antes do período de silêncio pré-Copom.

Segundo o presidente do Banco Central, a taxa Selic será levada até o patamar necessário para alcançar a meta da inflação. “Vamos levar a Selic aonde precisar, mas não vamos reagir sempre a dados de alta frequência”, disse. “Essa é uma mensagem importante”, frisou.

Outras projeções para a taxa de juros

Na segunda-feira (13), o Boletim Focus trouxe estimativa de taxa de juros a 8% até dezembro, ante 7,63% da semana passada.

A alta na projeção veio após o IPCA de agosto, que subiu 0,87%, acima da projeção de 0,71% do mercado. O IPCA já acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses.

Para o BTG Pactual (BPAC11), a Selic deve chegar a 8% ao ano até dezembro de 2021 e a 8,5% em 2022.

Selic e IPCA de acordo com Focus

Reprodução/Focus e BTG