Em ata, Copom reafirma mais um reajuste para Selic em setembro, chegando a 6,25%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (10) a ata de sua última reunião, na qual promoveu a alta da Selic de 4,25% para 5,25%.

No documento, o Copom justifica o avanço mais agressivo da taxa de juros – de 1 ponto porcentual, ante 0,75 dos três aumentos anteriores -, como uma medida para assegurar as metas de inflação para 2022 e 2023 (em menor medida).

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“As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”, afirma o Copom. As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 6,8%, 3,8% e 3,25%, respectivamente.

Para o comitê, a inflação ao consumidor continua se revelando persistente. “Os últimos indicadores divulgados mostram composição mais desfavorável”, afirma. Destacam-se a surpresa com o componente subjacente da inflação de serviços e a continuidade da pressão sobre bens industriais, causando elevação dos núcleos. Além disso, há novas pressões em componentes voláteis, como a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos, ambos decorrentes de condições climáticas adversas.

Para a próxima reunião, que acontece dias 21 e 22 de setembro, o comitê já adianta mais um ajuste de 1 ponto porcentual, salientando que as altas de juros serão promovidas, sem interrupção, para além do nível neutro de estímulo econômico.

A ata reforça que o cenário para o país é positivo no segundo semestre, graças ao avanço da vacinação e consequente reabertura da economia. A variante delta do coronavírus ameaça o crescimento dos países desenvolvidos. Mas, ainda assim, o ambiente para países emergentes segue favorável com os estímulos monetários de longa duração, os programas fiscais e a reabertura das principais economias.

O risco fiscal também segue no radar do Copom, especialmente no que diz respeito aos programas de auxílio durante a pandemia. “Apesar da melhora recente nos indicadores de sustentabilidade da dívida pública, o risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos”, diz o comunicado.

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