IPCA tem alta de 0,87%, acima da projeção; gasolina puxa o índice

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/ANS

O destaque do dia fica por cota do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação divulgado nesta quinta (9) pelo IBGE, que teve alta de 0,87% em agosto, acima da projeção de 0,71% do mercado, mas abaixo do 0,96% de julho. Esta é a maior alta para o mês desde 2000.

Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a variação foi de 0,24%.

Em agosto, a gasolina foi o maior impacto no índice. Os dados são (IPCA), divulgado hoje (9) pelo IBGE.

IPCA

Reprodução/IBGE

Gasolina puxa alta do IPCA

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em agosto, com destaque para os transportes, que teve a maior alta de preços.

Puxado pelos combustíveis, o grupo registrou a maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 p.p.) no índice geral. A gasolina subiu 2,80% e teve o maior impacto individual (0,17 p.p.). Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias, de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol 40,75% e o diesel 28,02%”, explica o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

Variação por grupo de produtos ou serviços

IPCA

Reprodução/IBGE