Renda passiva: como construir seu caminho para a liberdade financeira?

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Muitas pessoas buscam ter o domínio completo sobre sua renda, para que não haja impeditivos na realização dos seus sonhos.

Entre os obstáculos nesse caminho rumo à liberdade financeira, muitos costumam encontrar dívidas, gastos excessivos,  falta de reserva de emergência, entre outros temas comuns a quem pretende se tornar investidor.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Para resolver esse problema e conseguir visualizar uma estrada mais próspera financeiramente, novas fontes de renda precisam ser criadas.

Nesse sentido, uma forma de aumentar seus rendimentos pode ser feita por meio da renda passiva, que nada mais é do que obter um determinado retorno sem ter que trabalhar para isso.

Então, para quem deseja viver de renda passiva, investir em empresas pagadoras de dividendos pode ser um bom caminho.

O que são dividendos?

Os dividendos correspondem à parcela do lucro que a companhia distribui a seus acionistas.

A legislação brasileira estabelece que empresas listadas na Bolsa são obrigadas a distribuir ao menos 25% do lucro na forma de proventos.

Vale destacar que o valor dos dividendos distribuídos leva em conta a quantidade de ações que você possui.

Além disso, a periodicidade de pagamento varia de acordo com a empresa. Então, os dividendos podem ser pagos uma, duas, três vezes, ou, até em todos os meses do ano. Além disso, os valores recebidos em um ano não necessariamente se repetirão no ano seguinte, já que depende do desempenho da empresa.

Dividendos de FIIs

No caso dos Fundos Imobiliários (FIIs), a dinâmica é diferente. A maioria dos FIIs distribui seus rendimentos de forma mensal e constante ao longo do tempo.

Mas, seja qual for a forma de receber os dividendos, a dica é sempre reinvesti-los, já que dessa maneira você acelerará o crescimento do seu patrimônio.

Renda passiva via dividendos de ações

Para receber dividendos de ações é necessário, em primeiro lugar, ser acionista em alguma empresa que pague dividendos, já que não são todas que o fazem.

Geralmente, empresas estáveis e consolidadas no mercado são as que costumam pagar bons dividendos, visto que não fazem mais tantos investimentos no próprio negócio.

Uma carteira construída com foco em dividendos é aquela que dá prioridade a ações de companhias com bom histórico de pagamento de dividendos.

Os dividendos normalmente são calculados como um valor por ação, onde cada investidor recebe conforme a quantidade de ações que possui em carteira.

Se um investidor possui 200 ações da Vale, por exemplo, que paga R$ 2 por ação, ele vai receber de dividendos o montante de R$ 400.

Além disso, nesse tipo de carteira o dividend yield costuma ter um papel de destaque na hora da escolha do melhor ativo para compor o portfólio.

Para encontrar o dividend yield, basta dividir o valor pago de dividendos pela cotação das ações antes da distribuição dos lucros.

Sendo assim, quanto maior o dividend yield de uma ação mais atraente ele é para o investidor que deseja construir uma carteira de renda passiva.

Renda passiva via dividendos de FIIs

Na maior parte dos Fundos Imobiliários, os investidores se agrupam em uma sociedade que é dona de um empreendimento. Seja ele um prédio comercial, um shopping, um hospital, etc.

Como o fundo é lastreado em imóveis ou em papéis que financiam outros imóveis, quando você compra um fundo imobiliário, você está comprando uma pequena parte de um prédio.

Trata-se de uma forma mais fácil e acessível de investir em imóveis e que oferece mais liquidez do que os ativos físicos.

A distribuição dos proventos se dá por meio dos dividendos, que nos caso dos FIIs vêm dos aluguéis e de outras operações que possam dar lucro para o fundo.

Essa renda recorrente acaba sendo um forte atrativo para os investidores apostarem nessa categoria de investimentos.

Por lei, um FII deve distribuir 95% dos lucros semestrais aos cotistas. No entanto, a maioria dos fundos faz isso de forma mensal, o que torna ainda mais vantajoso a entrada regular de caixa para o investidor.

Apesar de a rentabilidade dos FIIs não ser padronizada, pode-se fazer uma média geral no mercado. Atualmente, essa média está em 7,5% ao ano, mais do que o dobro da média de renda com aluguéis, que está em 3,5% ao ano.

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