DY: Aprenda o que é e como calcular o Dividend Yield

Ronaldo Araújo
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O Dividend Yield (DY) é um indicador importante para quem investe no mercado financeiro. Por isso, você deve saber o que ele significa e como é calculado. 

Todo investidor que mira ter renda passiva na bolsa se depara com esse indicador. Então, vamos entendê-lo!

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O que é DY?

O Dividend Yield é uma das formas de medir o desempenho de uma empresa de capital aberto. Em português, o nome seria  equivalente a “Rendimento de Dividendos”.

Para simplificar, ele mede o desempenho da empresa de acordo com os dividendos pagos aos seus acionistas. O DY mostra qual é a relação entre os dividendos distribuídos e o preço atual da ação.

Quanto maior for a distribuição de dividendos, mais elevado será o percentual de DY. Para quem quer comprar ações de empresas boas pagadoras de dividendos, um DY elevado é um ótimo sinal.

Estamos falando aqui de dividendos de empresas, mas vale dizer que o DY também pode ser usado para avaliar outros ativos que distribuem proventos. 

Um exemplo são os fundos de investimentos imobiliários. A diferença é que nos FII a distribuição de lucros costuma ser chamada de rendimentos, e sua distribuição geralmente é mensal. 

Dividendos são uma parte do lucro

Antes de mais nada, é preciso entender que valorização do preço da ação não é a única forma de ganhar dinheiro no mercado acionário. 

Muitas pessoas ganham também com a distribuição periódica dos lucros, que é chamada de distribuição de dividendos. 

Este é o foco principalmente dos investidores de longo prazo, que ficam com o papel durante um tempo maior. Existem até pessoas que conseguem viver dos dividendos que recebem.

Para ter uma ideia, a maioria das empresas paga 25% do lucro do exercício como dividendo obrigatório. Os detalhes sobre a política de distribuição são descritos no Estatuto Social de cada companhia.

Vale destacar que a distribuição é feita de acordo com o número de ações que o investidor possui. Quanto maior a quantidade de ações, maior a parcela dos dividendos a ser recebida.

No entanto, vale lembrar que surpresas podem ocorrer. 

Por exemplo, quando uma crise muito grave ocorre — como a do coronavírus — as empresas podem revisar suas políticas para proteger seu caixa, suspendendo ou adiando o pagamento.

Como o DY é calculado?

Apesar do nome ser complicado, o DY é fácil de calcular. 

Em primeiro lugar, você deve saber qual foi o valor dos dividendos pagos nos últimos 12 meses e também o preço atual da ação da companhia que está sendo avaliada.

Em seguida, você deve dividir o valor dos dividendos pagos por ação pelo valor unitário de uma ação, e multiplicar este resultado por 100. 

Agora vamos dar um exemplo fictício, para você compreender melhor.

Suponha que um investidor tenha ações da Vale (VALE3) e que a empresa pagou R$ 1,00 de proventos por cada ação durante o ano.

Imagine que o preço da ação fosse R$ 50,00. Neste exemplo, o DY seria de 2%.

R$ 1,00 dividido por R$ 50,00 = 0,02 x 100 = 2%

Isso significa que cada ação teve um retorno de 2% em dividendos da Vale neste intervalo de tempo. 

Como analisar os DY?

Antes de comprar uma ação, é importante que o investidor observe qual é o DY e escolha aquela que oferece valores mais altos.

No entanto, é importante destacar que alguns fatores podem distorcer o DY.

Por exemplo, quanto o preço da ação estiver muito depreciado. Neste caso, o DY pode parecer maior do que é. 

Em contrapartida, o pagamento de dividendos extraordinários também pode influenciar o DY.

Para não cometer enganos, o segredo é não usar a informação sobre o DY isoladamente, mas em conjunto com outros dados sobre a empresa. A rentabilidade e as margens também são fundamentais.

Onde posso conseguir os dados?

A melhor forma de obter informações sobre os dividendos distribuídos é na área de Relação com Investidores do site da companhia. 

Vale destacar que não existe um valor ideal para o DY de uma empresa. O que importa é ficar sempre atento aos indicadores apresentados pela organização em seus relatórios trimestrais.

Eles são de divulgação obrigatória para toda empresa listada em bolsa. Em outras palavras, uma distribuição elevada nem sempre é um indicador de boa saúde financeira. 

Da mesma forma, a distribuição reduzida nem sempre significa que há problemas com a empresa.

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