Money Week: influenciadores ensinam como começar a investir

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Money Week

Três milhões de investidores pessoas físicas fazem parte da bolsa de valores brasileira atualmente. Com a evolução da renda variável no País, as redes sociais se tornam grandes aliadas do conhecimento. São muitos os profissionais que ajudam os brasileiros a entender e tomar melhores decisões na vida financeira.

A Money Week recebeu três desses influenciadores no primeiro painel desta quinta-feira (26): “Beabá da educação financeira: organização, aporte e controle”.

Foram eles: Mirna Borges, educadora financeira e fundadora do canal “Economirna”; o investidor profissional Hulisses Dias, mais conhecido como “Tio Huli”; e Alice Porto, fundadora do canal @contadoradabolsa. Confira como foi o debate.

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A Money Week, evento da EQI Investimentos, totalmente online e gratuito, segue até amanhã (27).

Confira o vídeo do evento na íntegra.

Educação financeira: investimento não é sofrimento

Ponto em comum entre os três convidados do painel está o reconhecimento de que seus trabalhos minimizam o sofrimento do investidor.

São muitas as historias de pessoas endividadas que, graças aos seus ensinamentos, passaram a ter uma vida financeira mais saudável. E muitas acabam se tornando investidoras.

O conhecimento é o que rende os melhores juros. Sabendo o que fazer com o seu dinheiro, você vai tomar uma decisão muito mais assertiva”, diz Mirna.

Reprodução/Money Week

A grande evolução, hoje, no mercado é o nível de consciência do investidor. Ele entende o que é ‘furada’, o que é investimento mesmo e a relevância dos assessores de investimento, da importância de se valorizar esse profissional”, complementa Huli.

E alerta: “Vemos muita promessa de enriquecimento, de ‘largue o trabalho e viva de renda’, uma proliferação de pirâmides. Não se pode ficar falando ‘compre isso, compre aquilo’. A gente não investe para parar de trabalhar. O investimento é um complemento, ninguém vai ter rendimento de 10% todo dia”.

Sem angústia com tributação

Mirna, Huli e Alice acabam por se complementar. Mirna fala mais com o público iniciante, que ainda está se educando financeiramente. Huli já aborda temas mais avançados. E Alice ajuda a desmistificar e tirar o pavor que muitos têm quando o assunto é tributação.

As pessoas chegavam muito angustiadas com impostos, tributação. Agora, com mais acesso à informação, estão chegando menos tensas. Porque já estão mais conscientes sobre esta parte que é obrigatória”, diz Alice.

Para ela, o investidor que tiver imposto alto para pagar tem sim é que aprender a ficar feliz. Afinal, só os lucros são tributáveis, o que indica que a pessoa fez o investimento certo e obteve bastante retorno.

Reprodução/Money Week

Educação financeira: investir requer organização

Para quem investe fugindo dos ativos que precisam ser declarados no Imposto de Renda, Alice afirma que este é um erro.

Nunca fique preso à contabilidade para montar uma estratégia. Só tem imposto para pagar na bolsa quem performa bem. Então tem que mudar mentalidade e ficar feliz com seu DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)”, ela brinca.

Outra dica: fazer contabilidade mensal para checar se a carteira está correta. “Se você não parar todo mês para analisar aportes, dividendos, lucros e prejuízos, como vai saber se está o caminho certo? Os cálculos são fundamentais para você avaliar e rever estratégias”, orienta.

Fiscalização e imposto são palavras que realmente travam. Mas eu garanto que é simples. Depois de entender, você voa, só precisa manter organização e disciplina”, complementa.

Educação financeira: meta é melhorar vida, não enriquecer

Outro ponto levantado é que investir é algo a ser feito com objetivos que tragam felicidade genuína e não um falso sonho de enriquecimento.

O que muita gente me conta nas redes sociais é que quer ter mais dinheiro para ter menos sufoco e, assim, ter mais tempo para os filhos. Não vejo ninguém querendo Ferrari”, revela Huli.

Reprodução/Money Week

Fundos Imobiliários são destaque

Uma dica aos novatos no mercado é que os Fundos Imobiliários vêm se destacando como uma das melhores opções, pela segurança, mesmo em renda variável, e pelo retorno.

Fundo imobiliário tem dividendos, é algo mais simples e mais concreto e tem isenção de imposto de renda. Então, para quem está começando, ele é até um incentivo a permanecer se aperfeiçoando e aprendendo cada dia mais”, recomenda.

Às vezes, a pessoa tem um imóvel parado, pagando IPTU e condomínio. Ela pode vender e comprar fundo imobiliário. É o mesmo tipo de ativo, mas o retorno vai ser melhor”, sugere.

ETFs para diversificar e proteger

Outra orientação para os iniciantes é a de primeiro montar reserva de emergência com ativos brasileiros. E, depois, em um segundo passo, diversificar, observando também as oportunidades de investimento no exterior.

A principal recomendação são os ETFs, Exchange Traded Funds, fundos que espelham índices do mercado.

Ao investir no exterior, o investidor se protege do risco Brasil e das oscilações que acontecem por instabilidade política interna.

Mas, atenção, a tributação na bolsa americana é diferente. Tudo será declarado no Brasil, mas há diferenças quanto isenções e compensação de prejuízos.

Necessidade de aportes regulares

Por fim, os aportes regulares são fundamentais para manter o crescimento do investimento. “Tem que ter regularidade. Você se alimenta todo dia. Tem que fazer aportes regulares também”, orienta Huli.

Mirna segue na mesma linha. “O que te enriquece é o seu trabalho. É preciso ter disciplina para pagar contas e fazer aportes. Isto porque dinheiro sem destino é dinheiro perdido, a gente sempre acaba gastando com coisas que não fazem sentido, na verdade”, afirma.

Trace objetivos para o dinheiro. Não existe o melhor investimento, mas existem os investimentos mais adequados de acordo com os teus projetos”, complementa.

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