FII Summit: crédito e juros baixos impulsionam setor imobiliário

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: FII Summit Reprodução

Este ano é o momento atual é o ideal para comprar imóveis. Esse foi a conclusão do debate Incorporação e Construção, no segundo dia do FII Summit.

O que ajuda no cenário são os juros historicamente baixos, que no ano passado chegaram a 2% ao ano, e o crédito imobiliário em maior volume, concedido pelos bancos. Com isso, o momento é de otimismo para o investimento no mercado imobiliário em 2021.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

Emílio Fugazza, diretor Financeiro e de Relação com Investidores da EzTec, ressaltou que o brasileiro, historicamente, tem resiliência do ponto de vista do investimento. Além de prover proteção patrimonial.

“O imóvel no Brasil é um lugar de resiliência e proteção patrimonial. As pessoas que não perderam emprego e renda passaram a comprar para os imóveis prontos, aproveitando o crédito maior”, disse, no FII Summit.

“As pessoas olham o dinheiro aplicado, veem que com a inflação alta perdem poder de compra e passam a investir no imóvel”, acrescentou.

O executivo explicou, entretanto, que a pandemia causou um impacto transitório sobre a dinâmica do setor, mas que foi revertida.

De acordo com ele, no início de 2020, a EzTec vendia R$ 40 milhões por semana em imóveis. Entre março e abril, de 2020, houve uma queda de 90% – para R$ 4 milhões semanais.

Mas, em agosto, o patamar de vendas já retornou a R$ 40 milhões por semana.

FII Summit: 2020 foi o melhor ano da história

Gustavo Cambaúva, sócio responsável pela área imobiliária do BTG Pactual, disse que a demanda segue forte. Citou que as empresas estão com boas margens de vendas e ressaltou que a expectativa é por um retorno à normalidade, com a vacinação, o que ajudará a tornar a dinâmica do mercado ainda melhor.

Porém, lembrou que no Brasil tudo precisa ser observado com cautela. Daí, toda e qualquer mudança precisa ser monitorada pelos investidores. Mas aponta que as empresas estão robustas e a prestação da compra ficou bastante acessível.

“2020 foi um ano de surpresas positivas. No inicio, vimos que as vendas travaram (com a pandemia), e com os estander parados. Mas as vendas seguiram forte, por que a demanda seguiu aquecida. Houve uma recuperação em ‘V'”, avaliou.

Segundo ele, por conta deste cenário, houve espaço, inclusive, para a recuperação dos preços dos imóveis, “que estavam defasados e não acompanhavam nem a inflação”. Adicionalmente, isso incentivou a ampliação dos lançamentos.

Preocupação com custos

Ricardo Almendra, CEO da RBR Asset Management, concordou que o momento atual é favorável. Porém, externou preocupação com os custos. De acordo com ele, a elevação pode apertar as margens.

Além disso, lembrou ainda que 2020 o mercado chegou com pouca oferta de imóveis. Isso porque não há como produzir muito em tempos de crise.

No entanto, a combinação de juros baixos com créditos disponíveis, amplia as oportunidades para os investidores.

Segundo ele, por conta da crise econômica, entre os anos de 2014 e 2018, chegou-se em 2020 com pouca oferta, exatamente o que contribuiu para o aumento dos preços.

Quer saber mais sobre o tema, clique aqui e se inscreva no FII Summit. O evento, totalmente online e gratuito, segue até quinta-feira, 15 de abril.

Estude e compare seus investimentos em FIIs

Acesse esse material especial para avaliar resultados, performance e dividendos dos melhores FIIs no mercado

Mais FII Summit