Confira três investimentos que estão superando a inflação

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Pixabay

Com a alta dos preços, encontrar investimentos que estão superando a inflação tem sido um dos principais objetivos de quem está preocupado com a preservação do patrimônio.

Em agosto, o IPCA, índice da inflação oficial do Brasil, teve alta de 0,87%, o maior aumento para o mês em 21 anos. Isso representa uma alta acumulada do índice de 9,68% nos últimos 12 meses. E, com o agravamento da crise hídrica e da situação das contas do governo, as perspectivas para a inflação podem piorar bastante para os próximos meses.

Se você procura por investimentos que possam preservar o poder de compra do seu capital, continue a leitura e confira três modalidades interessantes para esse momento.

Títulos públicos

Entre os títulos públicos, o Tesouro IPCA+ é a modalidade mais indicada para períodos de alta da inflação, como o que vivemos hoje. Isso porque parte da remuneração desse investimento é formada por uma taxa fixa e a outra parte acompanha o IPCA.

Além de proteger o patrimônio da inflação, o Tesouro IPCA+ também oferece ao investidor a opção de recebimento de juros semestrais. Por isso, é indicado também para quem busca uma renda passiva com investimentos.

No link abaixo, saiba mais sobre o Tesouro IPCA+.

Tesouro IPCA+: entenda como funciona o título público atrelado à inflação (euqueroinvestir.com)

ETFs de renda fixa

Os ETFs (Exchange Traded Funds) também são conhecidos como “fundos de índices”. Esses investimentos que buscam replicar a carteira teórica de determinado índice do mercado financeiro.

No caso do ETF de renda fixa, o fundo acompanhará algum índice dessa categoria de investimentos que seja reconhecido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Nesse sentido, alguns exemplos são os ETFs baseados em índices que seguem títulos públicos e privados referenciados na inflação.

Um dos ETFs de renda fixa mais conhecidos é o IMAB11, que tem como referência o IMA-B (Índice de Mercado Anbima). O IMA-B acompanha o desempenho do Tesouro IPCA+. Dessa forma, consegue replicar o comportamento de todos os títulos do Tesouro Direto vinculados à inflação que estão em negociação no mercado.

Para investir no IMAB11, é cobrada uma taxa de administração de 0,25%. Ou seja, a mesma que o investidor para pela custódia dos títulos públicos na B3.

Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários que possuem ativos voltados à geração de renda, como imóveis para aluguel, podem se beneficiar de períodos de alta da inflação. Isso porque, normalmente, os contratos de aluguel são indexados ao IGP-M ou IPCA. Ou seja, em condições ideais de mercado, se esses índices aumentam, a renda dos FIIs também sofre o mesmo reflexo.

No entanto, é importante considerar que, muitas vezes, o mercado não responde da melhor forma em períodos inflacionários. Nesse sentido, um bom exemplo foi a quantidade de contratos de aluguel renegociados desde o início desse ano. Isso aconteceu depois que o IGP-M disparou 23,4% no acumulado de 2020.

Para evitarem a inadimplência, ou mesmo a vacância dos imóveis, vários proprietários renegociaram seus contratos. Ou seja, reduziram os valores de acordo com a capacidade financeira dos inquilinos. Logo, o aumento desses índices não garante, por si só, a rentabilidade dos Fundos Imobiliários.

No link abaixo, saiba mais sobre como a inflação e a alta da Selic afetam os Fundos Imobiliários.

Como a alta da Selic afeta o mercado de fundos imobiliários? Veja aqui!

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