Radar traz GPA (PCAR3), Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3) e BTG (BPAC11)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Os destaques desta quarta-feira (02) do Radar Corporativo são Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3), JBS (BSS3), BTG Pactual (BPAC11), Vivara (VIVA3), Cosan (CSAN3), Eletrobras (ELET6) e Rede D’or (RDOR3).

A Marfrig (MRFG3) pediu formalmente ao Cade autorização para comprar participação de 24% na BRF (BRFS3), de acordo com reportagem do Valor.

A JBS (JBSS3) confirmou, em nota, que sofreu ataque de hackers nos EUA. A companhia esclarece que foi informada pela JBS USA e pela Pilgrim’s que as empresas tiveram avanços significativos na solução do ataque cibernético que impactou as operações da empresa na América do Norte e na Austrália.

O GPA (PCAR3) comunica que a Cnova, empresa de e-commerce europeia na qual o GPA detém 34,17% do capital social, pretende realizar, até o final do ano, oferta primária de ações emitidas no valor de, aproximadamente, 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,88 bi).

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O BTG Pactual (BPAC11) ultrapassa a concorrente XP em valor de mercado. O banco vale R$ 147,4 bilhões, e a XP, R$ 115,8 bilhões, aponta o Estadão.

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A Vivara (VIVA3) estaria negociando a compra da H.Stern, aponta a Exame. A empresa nega.

A Raízen Combustíveis, do grupo Cosan (CSAN3), passa a deter 100% do capital da Raízen Energia.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), vice-líder do governo no Congresso, foi designado ontem como relator da medida provisória (MP) de privatização da Eletrobras (ELET3).

Por fim, o Fleury (FLRY3) comunicou que sua subsidiária integral, Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados, adquiriu 100% das quotas do Laboratório Pretti  e do Laboratório Bioclínico.

Veja a cobertura completa do Radar Corporativo.

O que você verá neste artigo:

CIAS 

GPA (PCAR3): Cnova fará oferta primária no total de 300 milhões de euros

O GPA (PCAR3) comunica que a Cnova, empresa de e-commerce europeia na qual o GPA detém 34,17% do capital social, pretende realizar, até o final do ano, oferta primária de ações emitidas no valor de, aproximadamente, 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,88 bi).

O varejista francês Casino, único controlador do GPA desde 2012, tem 64,8% na Cnova. A empresa de comércio eletrônico é o braço do Casinno no setor de e-commerce.

O objetivo da oferta da Cnova, segundo o GPA, é acelerar seu crescimento A transação pode incluir, potencialmente, uma oferta secundária por alguns de seus acionistas.

Marfrig (MRFG3) pede autorização do Cade para adquirir fatia na BRF (BRFS3)

A Marfrig (MRFG3) pediu formalmente ao Cade autorização para comprar participação de 24% na BRF (BRFS3), de acordo com reportagem do Valor.

A Marfrig, que gastou cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) para construir a posição na BRF ao longo de alguns dias, disse que não possui planos imediatos de buscar representação no conselho da companhia.

BTG (BPAC11) ultrapassa XP em valor de mercado

Na segunda-feira, o BTG tinha valor de mercado de R$ 147,4 bilhões, e a XP, R$ 115,8 bilhões. Desde o dia 17, o banco está à frente em termos de valor de mercado, o que se explica pela baixa do dólar, que reduz o total da XP em reais, mas também pela perda de ímpeto da ação da corretora, segundo reportagem do Estadão.

Em múltiplos entre preço e lucro do negócio, porém, a ação da XP está mais cara: é equivalente 42,1 vezes, ante 21,4 vezes do BTG.

BB Seguridade (BBSE3) nega ter recebido comunicado sobre indicação de novo presidente

A BB Seguridade (BBSE3) comunicou em nota que não recebeu qualquer comunicação formal por parte do acionista controlador a respeito da matéria intitulada “Amauri Aguiar de Vasconcelos deve presidir BB Seguridade”, veiculada em 31 de maio no Estadão.

A BB Seguridade informa ainda que desconhece as fontes da referida notícia e reforça o seu compromisso com a ampla e imediata divulgação de qualquer informação oficial.

Vivara (VIVA3) não comenta sobre rumores de aquisição da joalheria H.Stern

A Vivara (VIVA3) estaria negociando a compra da H.Stern, fundada em 1945, no Rio de Janeiro, por Hans Stern. A informação foi divulgada pela revista Exame. Apesar da negociação ter sido mantida no sigilo, o assunto já circulava no mercado desde a última segunda-feira (31).

Em relação à aquisição, ao ser consultada pela Exame, a Vivara disse que “não comenta rumores de mercado”.

Em outubro de 2019, a Vivara fez sua oferta pública (IPO, na sigla em inglês) de R$ 2,2 bilhões e captou R$ 450 milhões. No prospecto, não havia planos de aquisição e a companhia afirmou que o montante seria destinado à abertura de lojas e a criação de nova marca.

Petrorecôncavo (RECV3) assina aditivo para mudança de operadora

A Petrorecôncavo (RECV3) informou que a sua subsidiária, Potiguar E&P, a Sonangol  e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) assinaram, em 31 de maio, o termo aditivo para a mudança da operadora, da Sonangol para a Potiguar E&P.

O referido contrato de concessão busca a exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural nos campos Sabiá da Mata e Sabiá-Bico-de-Osso.

Com isso, a Potiguar E&P passa a operar 32 das 34 concessões em que é concessionária.

OceanPact (OPCT3) conclui operação com sociedades do Grupo UP

A OceanPact (OPCT3) e sua subsidiária, OceanPact Netherlands, comunicaram a conclusão do fechamento (closing) da operação com sociedades do Grupo UP.

As Partes optaram por simplificar a estrutura da aquisição para que, em vez de adquirir o veículo uruguaio UP Offshore, a Companhia passasse a adquirir diretamente a totalidade das quotas de emissão das sociedades por ela então controladas.

A companhia informou que a simplificação da estrutura da operação não alterou o preço total da Operação – US$ 29 milhões.

Banpará (BPAR3) aumenta capital para R$ 1,47 bilhão

O Banpará (BPAR3) aprovou aumento de capital no valor de R$ 172.457.443,44, sem alteração do número de ações.

Desse modo, o novo capital da companhia passa a ser de R$ 1.473.121.569,74.

Equatorial (EQTL3): entrada em operação da SPE 03

A Equatorial (EQTL3) anunciou a entrada em operação comercial da SPE 03, com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 116,5 mi, conforme autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS).

Segundo a Equatorial, o Contrato de Concessão da SPE 03 foi assinado em 10 de fevereiro de 2017, e a antecipação de sua receita representa 10 meses de antecedência em relação ao prazo regulatório.

JBS (JBSS3) sofre ataque cibernético no EUA e “avança para solucionar problemas”

A JBS (JBSS3) confirmou, em nota, que sofreu ataque de hackers nos EUA. A companhia esclarece que foi informada pela JBS USA e pela Pilgrim’s que as empresas tiveram avanços significativos na solução do ataque cibernético que impactou as operações da empresa na América do Norte e na Austrália.

As operações do México e do Reino Unido não foram impactadas e estão funcionando normalmente, diz a JBS.

A nota da companhia explica: “Hoje, JBS USA e a Pilgrim’s conseguiram enviar produtos para clientes a partir de quase todas as suas unidades. A empresa também continua a progredir na retomada das operações das fábricas nos EUA e na Austrália. Várias fábricas de suínos e aves da empresa operaram hoje e suas instalações de carne bovina no Canadá retomaram a produção.”

Cosan (CSAN3): Raízen Combustíveis passa a deter 100% do capital da Raízen Energia

A Raízen Combustíveis (RCSA) se tornou a titular de ações representativas de 100% do capital social da Raízen Energia.

Em decorrência da Reorganização, Cosan e Shell rescindiram o acordo de acionistas de Raízen Energia e aditaram o acordo de acionistas da Raízen Combustíveis a fim de adaptar os seus termos e condições à nova situação societária da RCSA.

Azevedo & Travassos (AZEV4) tem novo diretor presidente

A Azevedo & Travassos (AZEV4) informou que elegeu Gustavo Nunes da Silva Rocha para assumir o cargo de Diretor Presidente da Companhia, bem como a eleição do Leonardo Martins para assumir o cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores.

Fertilizantes Heringer (FHER3) vai reabrir fábrica no Sergipe

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedet) de Sergipe comunicou que a Heringer deve voltar a produzir fertilizantes na unidade instalada há 16 anos no município de Rosário do Catete.

Bradesco (BBDC4): Next atinge 5 milhões de clientes

O Next, banco digital do Bradesco, atingiu a marca de 5 milhões de clientes, conforme informou o jornal Valor.

A base, que cresceu 100% em 2020, deve dobrar de tamanho de novo este ano. A meta oficial é chegar a 7 milhões de usuários, mas no ritmo atual esse número pode ser superado.

Manutenção em plataforma da Petrobras (PETR4) faz sistema perder 3,5 mil megawatts

O sistema elétrico deve perder até 3,5 mil megawatts (MW) em oferta de usinas térmicas a gás natural, por causa de uma parada para manutenção em plataforma e rede de escoamento do insumo da Petrobras, de acordo com reportagem do Valor.

Relator da MP da Eletrobras (ELET3) é escolhido

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), vice-líder do governo no Congresso, foi designado ontem como relator da medida provisória (MP) de privatização da Eletrobras (ELET3). Rogério terá a tarefa de aprovar a matéria antes de 22 de junho, data na qual a proposta irá caducar. As informações são do Valor.

O obstáculo principal é o agravamento da crise hídrica, que tem preocupado os parlamentares e pode contaminar as discussões.

Algar pede proibição da venda da Oi Móvel para Telefônica, TIM e Claro

A Algar Telecom acusou o consórcio formado pelas rivais Telefônica, TIM e Claro de infringir a lei, ao assinar a compra da Oi Móvel, conforme informou o jornal Estadão.

A operação de R$ 16,5 bilhões foi selada por meio de leilão, realizado em dezembro. Na visão dos advogados da Algar, o trio teria queimado a largada ao fechar uma transação desse porte sem obter, antes, o aval dos órgãos competentes.

A venda da Oi Móvel aguarda sinal verde da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída. Na manifestação enviada ao Cade, a Algar pede a proibição do negócio e a aplicação da multa, no valor de R$ 60 milhões.

Aquisições

Fleury (FLRY3) fecha aquisições por R$ 315 milhões de laboratórios no ES

A Fleury (FLRY3) comunicou que sua subsidiária integral, Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados, adquiriu 100% das quotas do Laboratório Pretti  e do Laboratório Bioclínico.

A companhia informou que a conclusão de ambas transações está condicionada à satisfação ou renúncia de determinadas condições precedentes, conforme previstas em cada um dos respectivos contratos.

“As duas aquisições marcam a entrada do Grupo Fleury no Estado do Espírito Santo, e representam mais um movimento estratégico da Companhia, expandindo sua capilaridade nacional e complementando ainda mais sua oferta na região sudeste do País”, destacou a empresa.

Com as aquisições, a Fleury superou o patamar de R$ 1 bilhão investidos em aquisições nos últimos 5 anos.

Ambipar (AMBP3) adquire 70% da Centro Oeste Resíduos

A Ambipar (AMBP3) comunicou a aquisição de 70% da Centro Oeste Resíduos, através de sua controlada direta, Environmental Participações.

A Centro Oeste atua há 14 anos no gerenciamento e tratamento de resíduos perigosos, não perigosos, recicláveis e compostagem e faturou R$ 18 milhões em 2020.

A Ambipar informou que este movimento estratégico amplia a presença da Companhia na região centro oeste e fortalece sua posição de liderança tecnológica na oferta de soluções para gerenciamento total de resíduos.

Dasa (DASA3) anuncia aquisição

A Dasa (DASA3), Diagnósticos da América, informa que sua subsidiária Ímpar celebrou contrato de compra e venda para adquirir indiretamente ações representativas de 100% do capital social da HBA. A sociedade detém e explora os negócios de atendimento médico hospitalar, ambulatorial, serviços clínicos e diagnósticos por imagem do complexo hospitalar do Hospital da Bahia, localizado em Salvador (BA).

A Ímpar assumiu a obrigação de pagar em dinheiro o valor de R$ 850 milhões, incluindo a parcela atribuída a determinados imóveis onde é conduzido o negócio e que serão, segundo comunicado da Dasa,  “oportunamente transferidos para a HBA”.

O preço está sujeito a ajuste com base na variação de dívida líquida e capital de giro consolidados das sociedades, e será verificado na data de fechamento.

Rede D’Or (DOR3) conclui aquisição

A Rede D’Or (DOR3) concluiu a aquisição de 100% do capital social do Hospital Serra Mayor (SP), incluindo seus imóveis.

O valor de firma (firm value) do Hospital Serra Mayor é R$ 130 milhões. Deste valor, segundo a Rede D’Or, será deduzido o endividamento líquido.

A previsão de EBITDA para o Hospital Serra Mayor é de R$ 17 milhões em 2022, com parte das sinergias incorporadas.

EMISSÕES/DÍVIDAS

GPA (PCAR3) aprova aumento de capital de R$ 5,78 mi

O GPA informou nesta terça (1º) que aprovou aumento de capital no total de R$ 5.788.757,48. Após o aumento, o capital social da passará a ser de R$ 5.855.655.343,17.

O aumento teve a emissão de 544.106 ações ordinárias. “As ações ordinárias emitidas terão as mesmas características e condições de forma integral dos mesmos direitos, benefícios e vantagens das ações ordinárias existentes, inclusive dividendos e eventuais remunerações de capital que vierem a ser declarados”, acrescenta o GPA, em comunicado.

PROVENTOS

Banrisul (BRSR6) retifica data de ex-direito ao JCP

O Banrisul informou que alterou a data ex-direito de 3 para 4 de junho no comunicado sobre pagamento de JCP (Juros sobre Capital Próprio). É que na quinta (3) não haverá pregão. Isso implica na mudança da data de apresentação de comprovação da condição de imunes ou isentos, modificada de 7 para 8 de junho.

O pagamento, divulgado em nota ao mercado no último dia 28 de maio, refere-se ao 2º trimestre de 2021, e se mantém no total de R$ 99.081.252,79, assim como os valores anunciados naquela data sobre valores por ações.

O comunicado do banco confirma o valor bruto unitário por tipo e classe de ação será de R$ 0,24226757 por ação ON, R$ 0,24226757 por ação PNA e R$ 0,24226757 por ação PNB.

MUDANÇA ACIONÁRIA

Valid (VLID3) informa redução acionária relevante

A Valid (VLID3) informou que a acionista Cape Ann Asset Management Limited reduziu a quantidade de ações ordinárias detidas pelo conjunto de fundos de investimentos e carteiras administradas sob a sua gestão a menos de 10% do total de ações da da Companhia.

A acionista declarou que a redução da sua participação na Companhia é estritamente para fins de investimento e não há intenção de alterar o controle da Valid nem a composição de sua estrutura administrativa

Mitre (MTRE3) tem alteração acionária

A Mitre (MTRE3) informou que nesta terça (1) recebeu comunicação da Capital Research Global Investors informando que reduziu sua participação na Companhia para nível inferior a 5% do total de ações ordinárias emitidas.

CCP (CCPR3) comunica mudança acionária

A CCP (CCPR3) comunicou o recebimento de correspondência do acionista Cingucap Fundo de Investimento Multimercado informando que houve aumento de sua participação nas ações da Companhia.

Dessa forma, o Fundo Cingucap passa a deter 7.782.900 ações ordinárias, representando aproximadamente 5,098% do total de ações ordinárias emitidas pela CCP.

Eternit (ETER3) informa redução de participação acionária

A Eternit (ETER3) recebeu correspondência do acionista Luiz Barsi Filho comunicando que no pregão de 27 de maio alienou parte de suas ações na Companhia.

Dessa forma, a participação do referido acionista no capital da Eternit foi reduzida para 4,79%.

Sulamérica (SULA11): BlackRock passa a deter 2,51% de ações preferenciais

A Sulamérica (SULA11) informou que a BlackRock, na qualidade de administradora de fundos de investimentos, alcançou, de forma agregada, 16.053.250 ações preferenciais, representando aproximadamente 2,51% do total de ações emitidas pela companhia.

IPO

Banco Modal (MODL11) levanta R$ 1,064 bilhão com oferta pública

O Banco Modal conclui IPO com a emissão de 53,1 milhões de units da empresa, perfazendo um montante R$ 1,064 bilhão.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.