Cases da Bolsa: saiba mais sobre o GPA (PCAR3) e se vale a pena investir

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O Pão de Açúcar (PCAR3) é um grupo composto por mais de 800 lojas espalhadas pelo Brasil. Ele utiliza a sigla GPA e seu ramo de atuação é o varejista com foco no mercado alimentício. Entre as empresas que compõem o grupo existem diversas marcas reconhecidas, como Extra, Qualitá, Compre Bem, entre outras.

Vamos conhecer melhor a empresa? Ela é uma das que estará presente no evento Cases da Bolsa, online e gratuito, que acontece dia 28 de setembro. Nele, você vai aprender a fazer análise fundamentalista na prática.

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Apresentação da Pão de Açúcar (PCAR3)

A estrutura faz parte do maior grupo varejista alimentar da América do Sul. Assim, é o dono de grandes marcas conhecidas em todo o Brasil. Mas sua presença se aplica a vários outros países do continente.

Para ampliar seu alcance de vendas nos últimos anos, o Pão de Açúcar (PCAR3) investiu no e-commerce. Além disso, investiu na startup James Delivery, que oferece diversos serviços de entrega de mercadorias a seus clientes.

Em agosto de 2012, o Grupo Casino assumiu sua gestão e tornou-se o único controlador das ações do GPA. Por fim, em 2021 ele fez a aquisição da marca Assaí e ampliou ainda mais seu leque de atuações.

História da empresa Pão de Açúcar (PCAR3)

Hoje em dia a marca é um vasto grupo composto por muitas empresas. Assim, pode atender diferentes públicos em diferentes regiões de todo o país.

O negócio teve início no ano de 1948 com a Doceria Pão de Açúcar no estado de São Paulo. Seu primeiro mercado só foi aberto em 1959 pelo fundador, o português Valentim dos Santos Diniz.

Em 1971 a marca criou o supermercado Jumbo e ele se tornou famoso na região. A década foi marcada pela abertura de vários comércios que hoje pertencem ao Pão de Açúcar (PCAR3).

Nos anos 90 a empresa se destacou com sua forma de vendas com e-commerce. Além disso, nessa época fez a estreia na bolsa, em 1995. Foi também uma década marcada por várias aquisições.

História recente

O novo milênio chegou com a instituição se reinventando e investindo em inovações tecnológicas. Fora isso, pensando no futuro da gestão e em sua imagem, o grupo investiu em ações sustentáveis.

Após fazer a separação de seus negócios do Assaí, o GPA ou Companhia Brasileira de Distribuição, passou a ingressar no SMLL. Assim manteve como principal atividade o comércio varejista, de consumo não cíclico, de comércio e distribuição, de alimentos.

O grupo Pão de Açúcar (PCAR3) é o maior varejista do Brasil de acordo com o ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Comércio de 2018. Hoje em dia possui 874 lojas. Incluindo Grupo Éxito, braço internacional da companhia, com operações na Colômbia, Uruguai e Argentina, o grupo chega a 1.4587 lojas até o fim de segundo trimestre.

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Grupo Pão de Acúçar (PCAR3)

Estratégias do Pão de Açúcar (PCAR3)

A gestão do grupo é uma potência e possui inúmeros investimentos atualmente. Até 2012 foi coordenada pelo filho do fundador, o empresário Abílio Diniz. A partir daí, a equipe francesa Casino assumiu o negócio e começou a organizá-lo.

Algumas das estratégias adotadas pela organização visam à ampliação de sua rede. Já outras se preocupam com o bem estar social e ambiental do planeta.

Investimento em diferentes ramos

Uma das técnicas adotadas pelo Pão de Açúcar (PCAR3) foi uma forte atuação no ramo imobiliário. Ou seja, é dono da GPA Malls e da Multibenefícios, empresa que oferece soluções em cartões de benefícios e premiações para instituições.

Outro ponto forte do negócio foi o de aplicar sua renda em algumas startups tecnológicas. Por exemplo, a Rentbrella, para aluguel de guarda-chuvas, e a Pet Parker, casinhas para pets. Ambas têm atuações bem diferentes, mas alto potencial de crescimento futuro.

Todos esses pontos demonstram o quanto a empresa tem investido em tecnologia e diversidade. Ou seja, busca ampliar seu mercado e com isso tornar suas ações atrativas para mais acionistas.

Ampliar a rede de atendimento premium

O grupo informou que pretende expandir para mais 150 lojas nos próximos três anos. Dentro dessa expansão, 50 são as tradicionais do Pão de Açúcar (PCAR3). Já outras 100 serão do Minuto Pão de Açúcar, outro tipo de lojas.

A projeção é que o sistema de atendimento premium seja responsável por 40% dos rendimentos futuros. Sendo que hoje em dia, sua porcentagem fica entre cerca de 26% a 30%.

Integrante do Ibovespa

No mercado financeiro, o grupo pertence ao Ibovespa com ações do tipo ordinárias ON (PCAR3). Elas possibilitam o direito ao voto em assembleia, logo, quanto mais ações você possui, maior o controle sobre a empresa.

A quantidade de ações PCAR3 (ON), no dia 19 de setembro de 2021, era em 156.946.474. Sua participação na carteira teórica Ibovespa é de 0,189%.

O Pão de Açúcar (PCAR3) também faz parte do Índice Brasil 100 (IBrX 100B3). Em 19 de setembro a participação neste índice representava cerca de 0,172%.

Está presente também no Índice Brasil Amplo BM&FBOVESPA (IBrA B3) com 0,158% de participação.

Atualmente faz parte do Novo Mercado, da B3, comprovando altos níveis de gestão e transparência.

A empresa faz parte ainda de outros índices, como ICO2, IVBX, IGC-NM, IGCT, IGC, ITAG, ICON e IBRA.

Segmento da bolsa

O setor do grupo que coordena o Pão de Açúcar (PCAR3) é o de consumo e varejo. Suas principais afiliadas são redes de supermercado, mas o negócio também atua em outros segmentos.

Todos eles são relacionados com comércio e muitos deles estão presentes em e-commerce. Pois esse é um setor no qual a gestão tem investido cada vez mais, principalmente após o início da pandemia.

Desempenho no último balanço da Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) registrou R$ 4 milhões de lucro líquido a seus controladores no segundo trimestre de 2021. Ou seja, recuo de 95,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O desempenho foi impacto, em parte, pelas restrições impostas para conter novos casos de covid-19.

A receita líquida do GPA no período foi de R$ 11,8 bilhões, queda de 5,3% na base anual.

As vendas totais regrediram em todas as principais bandeiras do grupo no Brasil: no Extra Hiper, a queda foi de 24,1%, no Pão de Açúcar, de 13,9% e no Mercado Extra e Compre Bem, de 2,7%.

O Ebitda do GPA consolidado foi de R$ 899 milhões, caindo 10,5% na base anual, com uma margem de 7,6%, regredindo 0,2%.

Oscilação das ações

No último mês, considerando-se até o dia 19 de setembro, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) apresentavam queda de 9,15%. Estavam cotadas a R$ 29,17 em 19 de agosto contra R$ 26,50 em 19 de setembro.

Grupo Pão de Acúçar (PCAR3)

Considerando-se os últimos seis meses a queda é menor: 6,39%. Em 19 de março as ações estavam cotadas a R$ 28,31.

Grupo Pão de Acúçar (PCAR3)

Na virada do mês de fevereiro para março de 2021 as ações do Pão de Acúçar tiveram uma queda brusca. Passaram de R$ 83 em 26 de fevereiro para uma cotação de R$ 23,33 em 1º de março. Uma queda de mais de 65%!

Mas esse movimento é explicado pela estreia dos papéis do braço de atacarejo da companhia, a Assaí (ASAI3), após a cisão entre as companhias.

Os acionistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e de sua subsidiária Sendas aprovaram no fim do ano passado a proposta de reorganização societária para cindir a unidade Assaí.

 Grupo Pão de Acúçar (PCAR3)

Maiores acionistas do Pão de Açúcar (PCAR3)

A organização conta com um vasto grupo de acionistas. Em 19 de setembro deste ano contava com 58,49% delas em circulação, sendo seus principais acionistas:

  • Wilkes Participações S.A. – 34,91%;
  • Geant International Bv – 3,50%;
  • BTG Pactual – 5,27%;
  • Segisor – 2,08%.

Em setembro o Pão de Açúcar (PCAR3) contava com 60.012 investidores pessoa física, 425 jurídica e 902 institucionais.

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