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Petrobras (PETR4) pede à CVM registro para oferta de ações da BR (BRDT3)

Petrobras (PETR4) pede à CVM registro para oferta de ações da BR (BRDT3)

A Petrobras (PETR4) protocolou à CVM pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da BR (BRDT3)

A Petrobras (PETR4) protocolou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da BR Distribuidora (BRDT3) e de titularidade da Petrobras.

O pedido de registro da oferta está sob a análise da CVM. O percentual das ações a serem ofertadas pela Petrobras será de 37,5% do capital social da BR, que corresponde à totalidade da participação atualmente detida pela petroleira.

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A Petrobras informou, no prospecto preliminar enviado à CVM, que a oferta de ações da BR Distribuidora pode chegar a R$ 11,5 bilhões.

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História

A BR foi criada em 12 de novembro de 1971.

O objetivo era “exercer a atividade de distribuição de derivados de petróleo e álcool carburante, em caráter competitivo e em igualdade de condições com as demais empresas distribuidoras em funcionamento no Brasil”.

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Na época, a rede de postos contava com 840 unidades.

A empresa tem vários símbolos, como os lubrificantes Lubrax e a bomba de combustível em “T”.

As marcas da Petrobras e da BR se fundiram em 1994, com a adoção do símbolo BR por todas as empresas do Sistema Petrobras.

A abertura de capital aconteceu em 2017. O IPO foi de 28,75% das ações.

Por fim, em 2019, por meio da oferta pública subsequente de ações (Follow on), a BR tornou-se efetivamente uma empresa privada com capital pulverizado na B3 (B3SA3).

BTG: relatório vê empresa mais enxuta e ágil

O processo de venda da BR Distribuidora está se movendo rápido agora e sugere que é uma indicação muito bem-vinda de que nenhuma mudança abrupta para a estratégia de alocação de capital da Petrobras está em andamento, destacou o BTG Pactual em relatório no último dia 14,

“Desde nosso downgrade, argumentamos que esta é a chave para restaurar a confiança de que a Petrobras continuaria a se mover no sentido de se tornar uma empresa mais enxuta e ágil, e que seu caminho de desalavancagem não estava em risco”, diz o BTG.

Aliado à forte geração de FCF subjacente da Petrobras com base nos preços de mercado atuais, a alavancagem da Petrobras chegará alguns passos mais perto de sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões. Com base no primeiro trimestre, os dois anúncios devem significar uma dívida líquida de US$ 52 bilhões, ou US$ 43 bilhões ao final deste ano, o que sugere que a Petrobras poderia desencadear pagamentos de dividendos mais fortes já dentro dos próximos 6-12 meses, supondo que use fluxos de caixa para manter sua posição de caixa bruto no nível do primeiro trimestre ou abaixo de US$ 12 bilhões.

“Acreditamos que os investidores devem agora prestar atenção nas vendas de refinarias, que continuam a ser cruciais para reduzir ‘estruturalmente’ os riscos do caso de investimento, e que acreditamos deve acontecer antes que a cena política volte as suas atenções para as eleições dos próximos anos”, diz o BTG.

Dose de alívio às ações da BR Distribuidora

A oferta da BR Distribuidora, segundo o BTG, deve significar o último capítulo antes que as empresas possam ser consideradas totalmente independentes. Além disso, o tamanho da venda (estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões com base no preço das ações da última sexta-feira) provavelmente tem impedido os investidores de comprar totalmente a história de crescimento da BR Distribuidora e reclassificar o potencial.

Para a Petrobras, o BTG concorda que a ação ainda está uma pechincha em 2,7x 2022 EV / EBITDA.

Mas a principal preocupação é que o tempo está mais escasso do que nunca. E se a venda da principais refinarias não forem concluídas a tempo, o risco é que o ruído político durante o próximo ano eleitoral pode ser um obstáculo.

Assim, o BTG permanece neutro à medida que continua a ver um risco-recompensa binário e espera que as ações continuem sendo negociadas a níveis de avaliação descontados.