Petrobras (PETR4) pede à CVM registro para oferta de ações da BR (BRDT3)

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação / Petrobras

A Petrobras (PETR4) protocolou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da BR Distribuidora (BRDT3) e de titularidade da Petrobras.

O pedido de registro da oferta está sob a análise da CVM. O percentual das ações a serem ofertadas pela Petrobras será de 37,5% do capital social da BR, que corresponde à totalidade da participação atualmente detida pela petroleira.

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A Petrobras informou, no prospecto preliminar enviado à CVM, que a oferta de ações da BR Distribuidora pode chegar a R$ 11,5 bilhões.

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História

A BR foi criada em 12 de novembro de 1971.

O objetivo era “exercer a atividade de distribuição de derivados de petróleo e álcool carburante, em caráter competitivo e em igualdade de condições com as demais empresas distribuidoras em funcionamento no Brasil”.

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Na época, a rede de postos contava com 840 unidades.

A empresa tem vários símbolos, como os lubrificantes Lubrax e a bomba de combustível em “T”.

As marcas da Petrobras e da BR se fundiram em 1994, com a adoção do símbolo BR por todas as empresas do Sistema Petrobras.

A abertura de capital aconteceu em 2017. O IPO foi de 28,75% das ações.

Por fim, em 2019, por meio da oferta pública subsequente de ações (Follow on), a BR tornou-se efetivamente uma empresa privada com capital pulverizado na B3 (B3SA3).

BTG: relatório vê empresa mais enxuta e ágil

O processo de venda da BR Distribuidora está se movendo rápido agora e sugere que é uma indicação muito bem-vinda de que nenhuma mudança abrupta para a estratégia de alocação de capital da Petrobras está em andamento, destacou o BTG Pactual em relatório no último dia 14,

“Desde nosso downgrade, argumentamos que esta é a chave para restaurar a confiança de que a Petrobras continuaria a se mover no sentido de se tornar uma empresa mais enxuta e ágil, e que seu caminho de desalavancagem não estava em risco”, diz o BTG.

Aliado à forte geração de FCF subjacente da Petrobras com base nos preços de mercado atuais, a alavancagem da Petrobras chegará alguns passos mais perto de sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões. Com base no primeiro trimestre, os dois anúncios devem significar uma dívida líquida de US$ 52 bilhões, ou US$ 43 bilhões ao final deste ano, o que sugere que a Petrobras poderia desencadear pagamentos de dividendos mais fortes já dentro dos próximos 6-12 meses, supondo que use fluxos de caixa para manter sua posição de caixa bruto no nível do primeiro trimestre ou abaixo de US$ 12 bilhões.

“Acreditamos que os investidores devem agora prestar atenção nas vendas de refinarias, que continuam a ser cruciais para reduzir ‘estruturalmente’ os riscos do caso de investimento, e que acreditamos deve acontecer antes que a cena política volte as suas atenções para as eleições dos próximos anos”, diz o BTG.

Dose de alívio às ações da BR Distribuidora

A oferta da BR Distribuidora, segundo o BTG, deve significar o último capítulo antes que as empresas possam ser consideradas totalmente independentes. Além disso, o tamanho da venda (estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões com base no preço das ações da última sexta-feira) provavelmente tem impedido os investidores de comprar totalmente a história de crescimento da BR Distribuidora e reclassificar o potencial.

Para a Petrobras, o BTG concorda que a ação ainda está uma pechincha em 2,7x 2022 EV / EBITDA.

Mas a principal preocupação é que o tempo está mais escasso do que nunca. E se a venda da principais refinarias não forem concluídas a tempo, o risco é que o ruído político durante o próximo ano eleitoral pode ser um obstáculo.

Assim, o BTG permanece neutro à medida que continua a ver um risco-recompensa binário e espera que as ações continuem sendo negociadas a níveis de avaliação descontados.

 

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