Quais são as melhores alternativas à poupança: conheça

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores

Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995, nunca antes os brasileiros haviam depositado tanto as suas economias na poupança, como aconteceu no ano passado, mesmo com melhores alternativas de aplicação.

Foram R$ 166,310 bilhões que ingressaram, de forma líquida, na poupança ao longo de 2020.

Isso ocorreu mesmo com a rentabilidade da aplicação não ultrapassando 1,4% ao ano, valor menor que a inflação.

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Se eu pudesse dizer algo para esses investidores que aplicaram na poupança seria “vocês estão perdendo dinheiro e oportunidades”.

O dado divulgado pelo Banco Central mostra que como assessores de investimentos e profissionais que trabalham com o mercado financeiro, nós precisamos fazer mais. Isso porque ainda há um volume de R$ 1,036 trilhão na poupança.

Poupança: quais são as alternativas

Há inúmeras opções de investimentos tão seguras quanto a caderneta e que ainda entregam uma rentabilidade melhor.

Hoje, ter dinheiro aplicado na poupança é ver sua reserva sendo corroída pela inflação ao longo dos anos.

Se 2020 mostrou que é importante ter um valor aplicado com segurança para uma eventual emergência, 2021 está aí para dizer que há alternativas que cumprem esse papel e, ainda por cima, com rentabilidade acima da inflação.

Veja abaixo algumas opções de investimentos consideras conversadoras, que cumprem o papel de garantir maior segurança a quem investe e evitam uma rentabilidade negativa como a caderneta.

Tesouro Selic

A Selic é a taxa básica de juros e passou por seguidos cortes. A Selic afeta diretamente a poupança, mas enquanto a caderneta tem uma rentabilidade de 70% do valor da Selic, o Tesouro Selic segue a taxa básica de juros.

O Tesouro Selic nada mais é que um título de dívida emitido pelo Governo Federal.

Ou seja, na prática, é como se o investidor emprestasse dinheiro ao governo, o investimento é considerado seguro.

Certificado de Depósito Bancário

Também conhecido como CDB, o certificado é parecido com o Tesouro Selic – e está entre as melhores alternativas à poupança.

Nesta modalidade, ao invés de emprestar dinheiro para o governo, o investidor empresta o valor a uma instituição financeira.

Você pode até questionar, mas e se o banco falir?

Neste caso, você estará protegido, porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assegura que o investidor receba de volta o valor de até R$ 250 mil em caso de falência do banco emitiu o certificado.

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Indexados ao IPCA

Com uma Selic na casa dos 2% ao ano, uma saída é investir em ativos indexados a índices como o IPCA.

Isso porque o investidor garante uma rentabilidade melhor, já que o IPCA é maior que a atual taxa básica de juros.

As opções de renda fixa que garantem segurança e uma boa rentabilidade estão ficando cada mais escassas, mesmo assim é importante que uma parte das aplicações de qualquer investidor tenham uma parcela em renda fixa.

Poupança: por que ainda se investe?

Mesmo diante de melhores opções, a poupança ainda é considerada uma aplicação simples, com baixo custo de entrada, sem incidência de impostos e com influência familiar.

Cabe lembrar que ainda existe no imaginário popular aquele passado do confisco da poupança, como ocorreu no governo Collor, mas que há anos não se justifica.

Existe ainda o medo de “perder dinheiro” em aplicações que têm por exemplo, incidência do Imposto de Renda, o que acaba dando uma sensação ainda maior de segurança à velha poupança – o que é justificado, em parte, pela falta de educação financeira.

Portanto, precisamos desmistificar, de uma vez por todas, essa ideia de que só a poupança é um investimento seguro. Pode até ser, mas que não rende mais como antes – e há tempos.