Fundos de investimento: ainda vale a pena ter um na carteira?

Fabiana Panachao
Após 15 anos de experiência em grandes emissoras de TV, a jornalista Fabiana Panachão criou o Dinheiro em Foco (BandNews TV) em 2019. Deu tão certo que se tornou âncora e curadora do evento digital MoneyWeek e hoje trabalha exclusivamente com conteúdos ligados a investimentos.Saiba mais em https://moneyweek.com.br
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Foto: Fundos de investimento são opção para diversificar carteira

Há quem pense que fundos de investimentos são opções para quem está começando no mercado financeiro, justamente por disponibilizarem gestão ativa profissional. Mas, na verdade, os fundos também servem para diversificar e complementar a carteira de investidores mais experientes.

As principais vantagens de escolher aplicar via fundos são contar um profissional para escolher as aplicações, diversificar a carteira com valores acessíveis e acessar alguns mercados, como ativos estrangeiros.

Os fundos são regidos pela instrução 555 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o jeito mais prático de entender o funcionamento de um fundo é pensando na estrutura de um prédio com vários apartamentos.

Cada morador detêm uma cota do prédio e paga uma taxa de manutenção do condomínio. Há, porém, apartamentos menores, unidades na cobertura e as intermediárias. Assim, alguns moradores acabam tendo uma cota um pouco maior.

No fundo não é diferente, os cotistas (condôminos) possuem partes do fundo, a depender de quanto investiram. A taxa de administração cobrada serve para pagar o serviço do gestor e de outros profissionais envolvidos no fundo.

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Fundos de renda fixa

Você pode estar se perguntando,  por que devo comprar um fundo de renda fixa se posso investir diretamente em um CDB ou no Tesouro Direto? Eventualmente, investir via fundo pode sair mais barato.

Isso porque quando você compra um título público utiliza a estrutura da B3 para guardar o ativo. Para isso, paga uma taxa de custódia. A taxa só é isenta se você tiver menos de R$ 10 mil aplicados no Tesouro Direto.

No fundo se paga pela taxa de administração, mas hoje em dia é possível encontrar fundos com valores bem baixos. Colocar tudo isso na ponta do lápis é um exercício que vale a pena.

Outro aspecto positivo é o acesso a mercados. No Brasil, diversas debêntures são oferecidas a custos altos, que começam em R$ 10 mil. Via fundos é possível encontrar aplicações em crédito privado com bem menos, a partir de R$ 100.

Além disso, os fundos de renda fixa classificados como simples são opções para quem está na etapa de formar a reserva de emergência. Tais fundos possuem liquidez diária e estruturas que permitem ganho de capital no curto prazo.

Multimercados

Já os fundos de investimento multimercados (FIM) são interessantes para quem pensa em diversificar a carteira. Podem ter mais produtos que aproximem a aplicação de uma renda fixa até ser super agressivo com boa parte do investimento em ações e derivativos.

Como é possível ter de tudo um pouco, é importante olhar a lâmina do fundo para entender a estratégia. Os fundos multimercados potencializam os ganhos, mas também as perdas no caso de operarem alavancados (isso só em casos extremos). Além disso, se o fundo possui em sua carteira muita renda variável não faz sentido, por exemplo, ter como meta superar o CDI. Entender a estratégia se torna importante para saber se o custo cobrado está sendo justo.

Fundos de ações

Os FIAs ou fundos de investimento em ações permitem que você aproveite janelas de oportunidades no mercado já que há uma equipe de profissionais olhando o movimento das ações a todo momento.

Também são interessantes por permitirem o investimento em um grupo de ações, sem que a pessoa se exponha muito a apenas um papel. Tudo isso, novamente, a um custo baixo, a partir de R$ 100.

Em resumo, no mercado financeiro, concentrar a aplicação em poucos ativos é o pior caminho. Os fundos permitem justamente unir diversificação com gestão profissional a serviço do seu bolso.  E aí, você tem fundos na carteira?