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Como se proteger da inflação?

Débora Duarte e Bernardo Pascowitch, do Yubb

Como se proteger da inflação?
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A inflação é vista como uma inimiga das pessoas. Enquanto você está lá, batalhando para ganhar o seu dinheiro e comprar as coisas que necessita, a inflação está trabalhando no sentido contrário para diminuir o seu poder de compra e dificultar a sua vida.

Mas e se nós te dissermos que dá para usar a inflação a seu favor e ainda ganhar mais? Esse é um dos princípios em ser um bom investidor e em tomar boas escolhas na sua vida financeira.

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Resumidamente, inflação é o aumento geral de preços que implica na redução do poder de compra. Sabe quando você vai ao mercado e compra quatro tomates com R$ 10,00 e, no dia seguinte, o tomate aumentou de preço e só é possível comprar três? É a mágica da inflação.

Vale dizer que a inflação é um conceito e não uma taxa. O indicador oficial do governo brasileiro que mede a taxa de inflação é o IPCA (publicado pelo IBGE), mas existem outros indicadores que também medem a inflação como o IGP-M (publicado pela Fundação Getúlio Vargas).

Se a função da inflação é diminuir o seu poder de compra, você precisa fugir dela, certo? Infelizmente, todas as pessoas são afetadas pela inflação: ela está desde o seu salário até o cafezinho que você comprou no bar da esquina. O que dá para fazer é tentar passar por cima da inflação e ganhar mais dinheiro.

Se você já investe, provavelmente já está acostumado com alguns investimentos que estão atrelados ao IPCA, mas neste post vamos mostrar algumas opções diferenciadas que podem te ajudar a ganhar ainda mais. Se você ainda não investe, essa é a hora de você parar de temer a inflação e usá-la a seu favor.

É a hora de transformá-la de inimiga das pessoas comuns para amiga dos investidores inteligentes!

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Poupança versus inflação

Se você é daqueles que têm medo da inflação e não querem perder poder de compra, fuja da poupança! A poupança é o “investimento” queridinho dos brasileiros, mas é uma péssima opção para quem quer ganhar mais e ter uma vida financeira tranquila. Nós colocamos a palavra investimento entre aspas porque a poupança nem pode ser considerada um investimento.

Qual é o objetivo dos investidores? Ganhar mais dinheiro! Qual é o MÍNIMO que uma aplicação financeira pode fazer por você? Manter o seu poder de compra. Ou seja, estar igual ou acima da inflação. E se eu disser que a poupança não faz nem isso?

Para começar, a rentabilidade da poupança é baixíssima. Se a Selic for menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial). Já se a Selic for superior a 8,5% ao ano, ela tem rentabilidade fixa: 0,5% mais a TR.

Ela pode render tão pouco que pode ficar ABAIXO da inflação, ou seja, parece que você está ganhando dinheiro, mas, na realidade, você está perdendo o seu poder de compra. E isso ninguém quer, certo?

Para ficar um pouco mais visual: você guardou R$ 1.500,00 para comprar uma televisão, mas desistiu e resolveu comprar só no próximo ano. Em um ano, seu dinheiro, na poupança, “rendeu” R$ 65,00, ou seja, você ficou com R$ 1.565,00. Ao ir na loja para comprar a televisão, você descobre que, por causa da inflação, a televisão agora custa R$ 1.800,00.

O que aconteceu? Parecia que o seu dinheiro estava rendendo, mas ele não servia para nada: nem para ultrapassar a inflação. Você perdeu poder de compra, perdeu dinheiro e perdeu a chance de comprar uma televisão com seus rendimentos.

Como dissemos, o objetivo do investimento é, no mínimo, manter o seu poder de compra. Não precisa ter medo da inflação! Existem diversos tipos de investimento que podem te ajudar a aumentar seu poder de compra e ainda ganhar mais dinheiro. Confira as opções:

Tesouro Direto

Você provavelmente já ouviu falar no programa de investimentos do Tesouro Nacional (governo federal): o Tesouro Direto. Ele está sendo cada vez mais procurado pelos brasileiros por serem títulos simples, seguros e que rendem mais que a poupança. E o melhor, dá para investir com a partir de R$ 30,00!

A segurança dos títulos públicos está nas mãos do próprio Tesouro Nacional. Eles não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mesmo porque não há essa necessidade. Afinal, é praticamente impossível que o governo deixe de pagar os investidores. Mesmo com uma situação econômica muito ruim, os bancos quebrariam antes do Tesouro Nacional. Ou seja, investir no Tesouro Direto é a opção mais segura do Brasil!

Além disso, é um tipo de investimento rentável. A rentabilidade do Tesouro Direto depende do tipo de título que você escolheu. Ao entrar na plataforma de investimentos do governo, existem cinco tipos de títulos públicos: Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com juros semestrais, Tesouro Prefixado, Tesouro Prefixado com juros semestrais e Tesouro SELIC.

Focando no assunto do post, vamos falar sobre os títulos públicos que vão te manter sempre acima da inflação, ganhando poder de compra. São eles:

  • Tesouro IPCA+: é pós-fixado, ou seja, indexado a um indicador. O indicador é o IPCA, o índice oficial que mede a inflação no Brasil. Em outras palavras, você vai receber a taxa definida no dia da compra do título + a variação do IPCA do período. Isso significa que o seu rendimento SEMPRE estará acima da taxa da inflação!
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais: é exatamente a mesma coisa que o Tesouro IPCA+, mas, ao invés de você receber toda a rentabilidade no prazo de vencimento, você receberá em parcelas semestrais.

Resumindo: aplicando seu dinheiro no Tesouro IPCA+ (seja com juros semestrais ou não), você sempre estará acima da inflação. Se quiser ver os títulos do Tesouro Direto disponíveis no dia de hoje, clique aqui.

LCI/LCA

Os títulos de renda fixa privada também podem ser boas opções para se manter acima da inflação. Dentre todas as opções que existem em bancos, corretoras e financeiras, duas se destacam: a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Ambas são emitidas por bancos e são muito seguras, já que a garantia se dá pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Caso a instituição financeira quebre, você vai receber o seu dinheiro de volta! Isso, é claro, se você estiver dentro das regras do FGC: investimentos de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira sob o teto de R$ 1 milhão.

LCI e LCA são dois títulos praticamente idênticos, mas com exceção de um detalhe. Na LCI, o seu dinheiro vai para o setor imobiliário diretamente – não pode ir para outras áreas! Na LCA, vai direto para o agronegócio.

Vale lembrar que esses títulos são isentos de Imposto de Renda e que a liquidez só pode ser no vencimento. Isto é, nada de resgatar o dinheiro a qualquer momento. O seu investimento fica “preso” até o prazo de vencimento. Dá para investir em LCI e LCA com a partir de R$ 1.000,00.

Estamos citando esse tipo de investimento para você fugir da inflação pelo simples fato de que existem LCIs e LCAs que são pós-fixadas e atreladas ao IPCA ou IGP-M. Não são tão fáceis de encontrar, mas é uma ótima opção para quem quer sempre ganhar poder de compra.

A maioria dos títulos são atrelados ao CDI (uma taxa bem próxima à SELIC), mas isso também não é um problema. Basta fazer uma pequena projeção para ver se a rentabilidade estará acima da inflação e pronto, é só investir! Se interessou por esse tipo de investimento? Dê uma olhada nas opções em LCI ou LCA.

Fundos de inflação

Os fundos de investimento são opções diferenciadas para aplicar o seu dinheiro. Eles são um serviço e não um produto e isto faz com que o investidor possa ter menos trabalho e mais rentabilidade. O ponto negativo é que eles não são garantidos pelo FGC: mais risco significa mais rendimento.

Em um fundo, os cotistas (investidores) deixam o seu dinheiro com o gestor do fundo e ele fará a distribuição desse valor de acordo com a característica daquele fundo em especial. Existem centenas de tipos de fundo de investimento, mas, como o foco aqui é a inflação, vamos falar sobre os fundos de inflação.

Os fundos de inflação têm o objetivo de superar o índice de inflação. O dinheiro do cotista vai para, principalmente, títulos do Tesouro Direto atrelados ao IPCA. O gestor do fundo tem a função de comprar diversos títulos com diferentes taxas e prazos de vencimento para criar uma carteira que esteja sempre acima da inflação brasileira.

A grande desvantagem é que os fundos de inflação têm a fama de não ter uma boa rentabilidade. Como ele fica restrito aos títulos que dependem dos índices de inflação, sua carteira não é muito diversificada e isso pode diminuir o rendimento final.

Por isso, vale a pena ficar ligado para ver se esse tipo de investimento é uma boa opção para o seu perfil investidor e o seu objetivo financeiro.

Outro ponto é entender a taxa de administração daquele fundo. Como o seu dinheiro só será aplicado em títulos de renda fixa que são atrelados ao IPCA ou ao IGP-M, não faz sentido que o fundo cobre uma taxa muito alta. Afinal, é um trabalho que você poderia fazer sozinho. Fique esperto!

Uma solução interessante para ter uma rentabilidade maior, mas não depender só do IPCA ou IGP-M, é aplicar nos fundos DI (fundos de renda fixa). O seu dinheiro irá só para renda fixa e o gestor do fundo vai diversificar a sua carteira em diferentes tipos de investimento em renda fixa. Mas atenção: olho nas taxas de administração para não ser explorado pelos fundos!

Se a sua principal preocupação é aumentar o poder de compra, basta escolher um fundo que tenha essa característica e te prometa um rendimento sempre acima da inflação. Existem diversos fundos no mercado e, com certeza, um vai se encaixar nos seus objetivos. Quer ver os fundos de investimento disponíveis hoje? É só clicar aqui.

Resumindo: não precisa ter medo da inflação! É só usá-la a seu favor =) Ficou com alguma dúvida ou quer fazer um comentário? Deixe aqui embaixo!

 

Filipe Teixeira

Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.

É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.

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