Carteira de dividendos x carteira de crescimento: qual vale mais a pena?

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pexels

Uma carteira de ações é o conjunto de ativos no qual uma pessoa pode investir pensando no curto, médio ou longo prazo.

Para formá-la, é preciso levar em conta uma série de elementos alinhados com o objetivo do investidor.

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Nesse sentido, uma carteira focada no pagamento de dividendos pode ser interessante para quem busca um dinheiro pingando em sua conta de forma recorrente.

Já para quem acredita que pode potencializar os lucros no longo prazo, adquirindo papéis de empresas em expansão, uma boa opção pode ser direcionar os esforços para construir uma carteira de crescimento.

Diante das possibilidades, o investidor pode ficar confuso e se perguntar: afinal, qual a opção mais interessante?

Para esclarecer essas e outras dúvidas e descobrir qual a melhor opção para você, apresentamos a diferença entre as duas carteiras e qual vale mais a pena.

Carteira de dividendos: o que é?

A carteira de dividendos é aquela que dá prioridade a ações de companhias com bom histórico de pagamento de dividendos.

Além disso, nesse tipo de carteira o dividend yield costuma ter um papel de destaque na hora da escolha do melhor ativo para compor o portfólio.

Para encontrar o dividend yield, basta dividir o valor pago de dividendos pela cotação das ações antes da distribuição dos lucros.

Sendo assim, quanto maior o dividend yield de uma ação mais atraente ele é para o investidor que deseja construir uma carteira de renda passiva.

Geralmente, empresas estáveis e consolidadas no mercado são as que costumam pagar bons dividendos, dado que já não fazem mais tantos investimentos no próprio negócio.

Uma carteira construída com foco em dividendos dá ao investidor a oportunidade de reinvestir os proventos recebidos.

Com isso, ele tem a chance de adquirir novos papéis e aumentar seu patrimônio ao longo do tempo.

Outra vantagem desse tipo de carteira é que ela costuma oferecer menos riscos quando comparadas a outras modalidades. Isso porque, empresas mais sólidas costumam ser mais estáveis, com fluxo de caixa mais robusto e regular.

Carteira de crescimento: O que é?

Carteira de crescimento é aquela que concentra os investimentos em papéis de empresas que possuem alto potencial de crescimento, principalmente para o longo prazo.

Nesse sentido, empresas de crescimento são aquelas que estão sempre aumentando a receita e sua participação no mercado, o que leva a maiores expectativas de valorização.

Vale destacar que empresas de crescimento possuem prioridades diferentes das empresas consolidadas. Sendo assim, é muito comum que empresas em crescimento não apresentem lucros consistentes, tendo em vista que estão mais preocupadas em investir na expansão do negócio.

Ou seja, essas companhias preferem reter boa parte dos seus lucros para reinvesti-los na empresa, o que faz com que elas sejam mais imprevisíveis do que as demais.

Diante disso, os papéis dessas empresas costumam ser mais voláteis do que os de ações de companhias consolidadas.

No geral, empresas de crescimento costumam ter um menor valor de mercado na Bolsa, de forma que ações small caps costumam representar bem essas companhias.

Vale destacar, no entanto, que as small caps tendem a ter uma liquidez mais baixa, o que pode levar o investidor a ter dificuldades para se desfazer dos ativos.

A principal diferença entre a carteira de dividendos e a de crescimento é derivada da forma como é feito o gerenciamento dos lucros da empresa.

Isso porque, quando uma empresa gera lucros, ela pode optar por investir nela mesmo ou distribuir aos acionistas.

Então, as classificações não são engessadas, de modo que uma empresa de crescimento ou de dividendos corresponde somente a um estágio da empresa, e não uma definição imutável.

Logo, o fato de uma empresa estar na carteira de dividendos não significa que ela não possa crescer.

Uma desvantagem desse tipo de carteira é dada pela imprevisibilidade e variabilidade nos resultados financeiros que tornam as ações mais expostas ao risco de mercado e à volatilidade.

Qual carteira de ações é a melhor?

Essa é uma dúvida muito comum entre os investidores, afinal de contas ambas as carteiras possuem vantagens.

A verdade é que a opção por uma carteira não exclui a possibilidade de investir também na outra, ou seja, o investidor pode optar pelas duas, buscando obter bons rendimentos por meio de diferentes estratégias.

Se o foco for construir exclusivamente uma carteira voltada para dividendos, o investidor pode perder a oportunidade de lucrar com empresas com forte potencial de crescimento.

Por outro lado, ao optar por investir somente em ações de crescimento, o investidor pode ter prejuízos caso a empresa não se desenvolva de acordo com as expectativas.

Vale lembrar também que antes de fazer os aportes o investidor deve pontuar o grau de risco que ele está disposto a correr.

Isso porque, empresas de crescimento costumam ser mais voláteis, de forma que os investidores precisam aceitar correr uma certa dose de risco.

Em contrapartida, empresas de dividendos não oferecem tantos riscos assim mas também não oferecem boas perspectivas de crescimento.

Diante disso, destinar uma parte dos recursos para uma carteira dividida entre ações de crescimento e ações de dividendos pode ser uma boa estratégia para potencializar os resultados.

Assim, é possível se beneficiar tanto com a valorização das ações quanto com o pagamento de dividendos ao longo do tempo.

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