André Jakurski: saiba mais sobre o fundador da JGP e do Pactual

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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André Jakurski é, sem dúvida, um dos principais nomes entre os maiores gestores do país.

Ele tem no currículo o posto de cofundador do Pactual (atual BTG Pactual – BPAC11), ao lado de, ninguém menos, do que Paulo Guedes, Ministro da Economia do governo Bolsonaro.

Além disso, André Jakurski já trabalhou com o megainvestidor George Soros. E, há 22 anos, é o principal gestor da JGP Asset Management. A gestora tem quase R$ 40 bilhões sob custódia atualmente.

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Início tardio

Quem hoje vê o sucesso alcançado por André Jakurski, certamente pensa que, como outros gestores de destaque, ele começou cedo no ramo. Ledo engano.

Jakurski, na verdade, demorou para enveredar para a carreira em que hoje é referência. Depois de cursar engenharia mecânica na PUC, do Rio de Janeiro, e até estagiar na Esso, resolveu partir para um curso de pós-graduação em administração fora do Brasil.

O encontro com o setor

Aos 23 anos, foi para os Estados Unidos e, lá, cursou por dois anos MBA em Harvard. De volta ao país, finalmente encontrou sua verdadeira vocação. Primeiro, foi estagiário do Unibanco. Na sequência, passou por outras áreas do banco, desde crédito e leasing até a área comercial.

Dez anos depois de ingressar no Unibanco como estagiário, veio a oportunidade de ouro, o grande “pulo do gato” em sua carreira: o Pactual.

André Jakurski, Guedes e o Pactual

Ao lado do hoje ministro Paulo Guedes, mas que à época era professor do Ibmec, e do também colega Luiz Cezar Fernandes, que trabalhava então no Banco Garantia (do bilionário Jorge Paulo Lemann), André Jakurski fundou o Pactual.

O início do banco foi modesto, com capital inicial girando em torno de US$ 200 mil no ano em que foi criado – 1983. A capacidade do trio, no entanto, fez o Pactual “explodir”, no bom sentido, e ter US$ 600 milhões em patrimônio sob sua gestão apenas 10 anos após a fundação.

A JGP

Depois de 15 anos fazendo o Pactual crescer, André Jakurski criou, em 1998, a JGP. Em pouco mais de 20 anos, a gestora ampliou e diversificou as linhas de atuação.

Entre os principais destaques da JGP podemos citar a divisão Wealth Management. Ela foi criada em 2007 para prestar consultoria aos clientes com maior poder aquisitivo. E o JGP Max Fim, fundo multimercado para investidores moderados.

Além dos dois, em 2014 surgiu outro braço forte na gestora comandada por André Jakuski: A JGP Gestão de Crédito. Ela era direcionada para gerir títulos de dívidas corporativas – CDBs, debêntures, FIDCs e notas promissórias.

Jakurski e o bitcoin

Criptomoeda mais valorizada do mundo, e defendida por bilionários como Elon Musk, CEO da Tesla, que investiu recentemente US$ 1,5 bilhão no ativo e elevou o preço às alturas, o bitcoin não tem a simpatia de André Jakurski.

Em entrevista para o Valor Investe, o sócio da JGP foi categórico quando questionado se a criptomoeda pode ser usada como fundo de reserva.

“Isso não é reserva de valor, é uma brincadeira. Não é reserva de valor, isso que é importante as pessoas entenderem. Quer brincar, brinca, mas não é reserva de valor. As pessoas dizem: vai ter inflação no mundo, então vou me proteger com o bitcoin. Errado. Porque você pode perder 90% ou mais de seu investimento de um dia para o outro”, alertou.

Segundo o gestor, é preciso ficar atento. Em sua opinião, “as grandes oportunidades são quando as coisas degringolam e não quando todo mundo está eufórico”. “Tem grandes oportunidades para perder dinheiro todo dia”, avisou.

Diz o jargão que se conselho fosse bom, ninguém dava, mas, no caso de Jakuski, parece sábio ao menos levar em conta o que ele diz, não é?