Vendas no varejo avançam 1,8% em abril, bem acima da projeção do mercado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

As vendas no varejo do país subiram 1,8% em abril, aponta a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE nesta terça-feira.

A projeção do mercado era por avanço bem inferior, de 0,1%. Esta é a maior alta para o mês de abril desde 2000. Em março, a queda foi de 1,1%.

Na comparação com abril de 2020, as vendas cresceram 23,8%.

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explica que o resultado, apesar de bastante positivo, ainda está muito abaixo do patamar de antes da pandemia. “Abril de 2020 foi o maior tombo do índice na série histórica. Então, quando olhamos para essas grandes variações, precisamos lembrar que muitas dessas lojas declararam uma perda muito grande de receita. Por exemplo, se uma loja tinha um faturamento de R$ 100 mil e em abril ela só vendeu 10%, depois, se ela crescer 100%, ela passa de R$ 10 mil para R$ 20 mil. Ou seja, o patamar ainda está muito baixo”, exemplifica.

vendas no varejo

Entre os grupos pesquisados, apenas o de supermercados apresentou recuo:

  • Móveis e eletrodomésticos: 24,8%,
  • Tecidos, vestuário e calçados: 13,8%,
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 10,2%,
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 6,7%,
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 3,8%,
  • Combustíveis e lubrificantes: 3,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 0,9%,
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,7%

No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 3,8% na comparação mensal e 41% na comparação anual.

Para a equipe do BTG Pactual (BPAC11), o resultado acima do esperado se deve a uma influência menor do que a projetada das medidas de distanciamento social devido à pandemia e à nova rodada do auxílio emergencial, somado aos programas de manutenção do emprego, o que tende a ajudar na retomada do varejo.