S&P 500: o que é e como funciona esse índice das bolsas norte-americanas

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Pixabay

De abril a julho deste ano, o S&P 500 já registrou três recordes, sendo que o maior deles (até agora) foi em 9 de julho, quando atingiu mais de 4.300 pontos.

A última máxima intradiária foi motivada pelo bom desempenho de dez setores dos onze que compõem o índice, com destaque para os serviços financeiros. E, com o início da temporada de balanços dos bancos nos EUA (que promete bons números), as perspectivas para o índice continuam favoráveis.

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Mas afinal, o que é o S&P 500 e qual a sua importância para a economia norte-americana e para o mercado financeiro? Então, é sobre isso que falaremos nesse artigo. A seguir, confira todas as informações!

O que é o S&P 500?

Mesmo que você não saiba o que o índice significa, certamente conhece a maioria das empresas que o compõem. Alguns exemplos são Apple, Facebook, Coca-Cola, Amazon, Disney, Microsoft, Berkshire Hathaway, Mastercard, JPMorgan, e várias outras gigantes mundiais.

O S&P 500 é um dos principais índices do mercado financeiro mundial. Isso porque ele reúne ações das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, dos setores financeiro, tecnológico, saúde, entretenimento, mídia, entre outros.

As empresas que o S&P 500 representa pertencem às duas bolsas norte-americanas: a NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) e a NASDSAQ (bolsa que reúne as maiores empresas de tecnologia).

Basicamente, o objetivo do índice é representar as companhias líderes globais nos seus setores de atuação. A capitalização de mercado do S&P é de 70% a 80% do total do mercado de ações norte-americano. Por isso, o mercado financeiro o utiliza como medida padrão das bolsas dos Estados Unidos.

Como funciona o indicador?

Da mesma forma que o Ibovespa, o S&P 500 representa uma carteira teórica de ações. Ou seja, assim como analisamos o Ibovespa para avaliar o desempenho da B3, o S&P 500 é utilizado para mensurar a performance do mercado acionário dos EUA.

Como o nome indica, o S&P 500 possui na carteira 500 empresas. Ou seja, acompanha a capitalização de mercado das 500 maiores empresas da economia norte-americana. Por sua vez, a capitalização de mercado é obtida ao multiplicarmos o número de ações de uma empresa pelo preço atual de cada título.

A cada três meses, a lista de companhias que formam o S&P 500 é atualizada por uma empresa do grupo Standard & Poor’s. Nesse sentido, existem critérios que levam em consideração o seu tamanho, liquidez e setor de atuação.

De forma geral, para que possa fazer parte do índice, a companhia deve cumprir requisitos como:

  • pelo menos, 50% de seus ativos e receitas devem estar nos Estados Unidos;
  • ter valor de mercado mínimo de US$ 8,2 bilhões;
  • seu preço mínimo deve ser de US$ 1 por ação;
  • ter resultados positivos por, no mínimo, quatro trimestres consecutivos;
  • ter, ao menos, 50% de suas ações disponíveis ao público.

A seguir, veja as 10 maiores empresas que formam o índice:

EmpresaCódigoPeso no índice
AppleAAPL6,32766
MicrosoftMSFT5,754623
AmazonAMZN4,268697
FacebookFB2,25274
Alphabet (Class A)GOOGL2,086047
Alphabet (Class C)GOOG2,034452
Berkshire HathawayBRK.B1,42665
TeslaTSLA1,361845
NVIDIANVDA1,337266
JPMorgan ChaseJPM1,269952

(Fonte: slickcharts.com)

S&P 500 e Dow Jones: qual a diferença?

Ambos são os indicadores mais conhecidos do mercado de capitais norte-americano. No entanto, a sua composição e representatividade são bem distintas, conforme veremos a seguir.

Um dos principais motivos que fazem com que o Dow Jones ainda seja tão lembrado é justamente a sua idade. Isso porque o índice foi criado em 1896 pelo The Wall Street Journal, para representar as 30 empresas norte-americanas líderes de mercado.

Diferentemente do S&P 500, não há outros critérios bem definidos para a formação do Dow Jones. Além disso, a sua análise fica restrita a somente 30 companhias, o que faz com que o S&P 500 seja efetivamente o índice mais utilizado pelos investidores no mercado norte-americano.

Dá para investir no S&P 500?

Como vimos, devido à sua abrangência, o índice funciona como um termômetro da economia norte-americana. Logo, as suas oscilações acabam afetando todo o mercado, uma vez que ele é formado pelas principais empresas da maior economia mundial.

Por isso, o S&P 500 é um benchmark para quem deseja investir no mercado internacional. E existem diferentes ativos atrelados ao índice, nos quais é possível investir sem precisar abrir uma conta no exterior.

Um desses investimentos é o Fundo BTG Pactual SP 500 BRL FIM, destinado a investidores em geral. Trata-se de um fundo multimercado, que busca replicar a variação em reais do S&P 500, por meio de alguns instrumentos de derivativos. Nesse sentido, entre outros fatores, a exposição do fundo dependerá da liquidez e da volatilidade do índice norte-americano.

Atualmente, o patrimônio líquido do fundo é de R$ 112,2 bilhões. Quanto à alocação de ativos, o gestor pode aplicar:

  • em crédito privado: até 50% do PL;
  • em ativos no exterior: até 20% do PL;
  • em um só fundo: até 10% do PL.

O investimento inicial mínimo é de R$ 500, com movimentações mínimas de R$ 100 e saldo de permanência também de R$ 100. Em relação aos custos, a taxa de administração é de 0,20% e não há cobrança de taxa de performance.

A seguir, confira a rentabilidade do BTG Pactual SP 500 BRL FIM:

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