Regressão de Fibonacci ajuda a identificar momentos de alta e baixa das ações

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Divulgação

Fazer análises no mercado financeiro pode parecer algo bem complexo. No entanto, dominando boas ferramentas é possível obter destaque nessa área. Um exemplo disso é um indicador conhecido como regressão de Fibonacci. Trata-se de um apetrecho indispensável para ter sucesso nas análises gráficas.

Neste artigo, você encontrará informações a respeito desse indicador cuja origem remonta a uma data muito antiga, quando foi sugerida uma sequência numérica de mesmo nome. Além disso, você entenderá como suas zonas de alerta favorecem o investidor. Ao dominar seu uso, você poderá ter bastante êxito em suas operações.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

Então, siga em frente, leia agora mesmo!

Como surgiu a sequência de Fibonacci?

Existe uma informação muito importante sobre a sequência de Fibonacci que várias pessoas não sabem, até mesmo aquelas que usam seu conceito: ela é muito antiga. Seu surgimento data do século XII. Isso mesmo, ela vem de muito tempo atrás. Mas até hoje possui um campo de aplicação muito vasto, que vai desde construções até a natureza, passando pelos mercados financeiros.

A invenção dessa fantástica sequência é atribuída ao matemática italiano Leonardo Pisano Bigollo. Como ele também era muito conhecido como Leonardo Fibonacci, a série de números acabou herdando o segundo nome pelo qual ele era chamado.

Assim, a contribuição que levou seu nome nada mais é do que uma sucessão de números. No entanto, apesar de simples, ela é capaz de revelar comportamentos sobre os quais pode-se ter alguma previsão. Esse é o caso do mercado financeiro. A sequência inicia-se pelos números 0 e 1, e cada novo número é alcançado pela soma dos dois anteriores.

Sendo assim, os dez primeiros números da série seriam: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21 e 34. No entanto, seu caráter mais fascinante reside em um ponto chamado de proporção áurea.

Se dividirmos qualquer número dessa sequência por seu antecessor, o valor encontrado será sempre muito próximo de 1,16. A essa razão dá-se o nome da letra grega “phi”.

Qual é a relação entre a sequência de Fibonacci e a retração de Fibonacci?

A retração de Fibonacci é um indicador gráfico para uso em estudo de ativos considerando a análise técnica. Ele deriva da série que leva o mesmo nome e quando aplicada a um gráfico, pode revelar pontos esperados de suporte e resistência na movimentação de um papel.

Essa ferramenta pode ser aplicada tanto em movimentos ascendentes quanto em cursos de queda. Os pontos sugeridos de suporte e resistência são aplicados em níveis percentuais que são originários da própria sequência de Fibonacci. Esses pontos são 0%, 23,6%, 38,2%, 61,8% e finalmente os 100% que indicam o final de movimento em estudo.

Como utilizar a retração de Fibonacci na análise técnica?

Esses níveis encontrados a partir da série devem ser aplicados a uma análise considerando o ponto 0% como o início do movimento e o ponto de 100% projetando seu final. Assim, os pontos de retração podem ser identificados como sendo equivalentes aos outros percentuais (23,6%, 38,2%, 61,8%) demonstrados pelo indicador.

Esses níveis em percentual representam áreas que podem ser analisadas como sendo de suporte ou de resistência, a depender se o movimento é de alta ou de baixa. No primeiro nível é identificado um ponto de correção leve (23,6%), sendo seguido por um ponto moderado (38,2%).

No entanto, é muito provável (quase 100% de certeza) que existam correções durante o movimento. É aí que podem surgir grandes oportunidades, pois se as retrações de Fibonacci se confirmarem, a retração mais forte ocorrerá em 61,8% e dará continuidade a movimentação de preços. Toda essa projeção decorre dos sinais emitidos pelas zonas de alerta.

Qual é o significado das zonas de alerta?

As zonas de alerta nada mais são do que as próprios níveis percentuais de uma retração de Fibonacci. A razão para que elas tenham recebido esse nome deriva do fato que são pontos em que o investidor precisa prestar muita atenção e ajustar a sua estratégia.

Isso decorre do fato de que é nessas regiões que podem ocorrer movimentações significativas nos preços. E isso é justificável em parte por conta dos rompimentos, principalmente os mais fortes como a retração de ouro (nível correspondente ao patamar de 61,8% da retração mostrada pelo indicador).

Outro ponto de destaque são as reversões. Quando uma tendência não é forte o suficiente para romper uma retração (em especial a de 61,8%), o mercado pode impor ao investidor um forte movimento de reversão. Assim, a depender de seu posicionamento e alavancagem, uma “mão errada” pode causar prejuízos consideráveis.

Somando-se todos esses fatores, é perfeitamente possível perceber a utilidade dessa ferramenta. Quando bem usada, pode-se traçar as linhas de regressão de forma a ter nítidas áreas de ação, conhecidas como zona de alerta. O bom uso do indicador derivado da sequência de Fibonacci pode ajudar investidores a terem bons lucros em suas negociações no médio e longo prazo.

Estude e compare seus investimentos em FIIs

Acesse esse material especial para avaliar resultados, performance e dividendos dos melhores FIIs no mercado