Radar traz Carrefour (CRFB3), Smiles (SMLS3) e Dasa (DASA3)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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No Radar Corporativo desta quarta-feira (24) destaque para o acordo envolvendo o Carrefour Brasil (CRFB3) com a Advent International e o Walmart para a aquisição do Grupo BIG Brasil.

Para hoje, está prevista ainda a assembleia de acionistas da Smiles (SMLS3) para votar a incorporação da companhia pela Gol (GOLL4).

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

Também movimenta o mercado a Dasa (DASA3), que aprovou a realização de oferta restrita de ações e pode movimentar até 5,74 bilhões.

Veja agora todos os destaques do Radar Corporativo:

O que você verá neste artigo:

Fusões e Aquisições

Atacadão (CRFB3) adquire Grupo BIG Brasil

O Atacadão (CRFB3) celebrou acordo para aquisição da totalidade do Grupo BIG Brasil pelo montante total de R$ 7,5 bilhões.

De acordo com o Atacadão, a aquisição do Grupo BIG expandirá a presença do Carrefour Brasil em regiões onde tem penetração limitada, como o Nordeste e Sul do país, e que oferecem forte potencial de crescimento.

A combinação criará um grupo com vendas brutas de cerca de R$ 100 bilhões e aproximadamente 137.000 funcionários atuando em todos os formatos.

A transação avalia o Grupo BIG, que possui 387 lojas, 41 mil funcionários, presença em 19 estados brasileiros e registrou R﹩ 24,9 bilhões em vendas brutas em 2020, a um valor (enterprise value) de R$ 7,0 bilhões.

O Carrefour Brasil identificou potencial de sinergia significativo desde o primeiro ano, aumentando gradualmente para representar uma contribuição adicional líquida ao EBITDA de R$ 1,7 bilhão anualmente, três anos após a conclusão da operação.

O pagamento da transação será realizado 70% em dinheiro e 30% por meio de emissão de novas ações do Grupo Carrefour.

Assim que concluída a operação, o Grupo Carrefour irá deter 67,7% de participação do Carrefour Brasil (vs. 71,6% hoje) e a Península Participações 7,2%, enquanto a Advent e o Walmart terão, juntos, 5,6% de participação.

A transação permanece sujeita à aprovação pelo órgão regulador (Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE), à aprovação dos acionistas do Grupo Carrefour Brasil, bem como a outras condições habituais de fechamento. A conclusão da transação está prevista para 2022.

Acionistas da Smiles (SMLS3) decidem sobre incorporação à Gol (GOLL4)

Os acionistas da Smiles (SMLS3) votam hoje sobre a incorporação da companhia pela Gol.

A Gol anunciou que chegou a um acordo preliminar com cerca de 25% dos acionistas minoritários da Smiles. E aumentou sua oferta em 17,1%, que aumenta a relação de troca proposta implícita de 0,825 para 0,966. Tal alteração implica em uma oferta para os acionistas da Smiles com o preço implícito de R$26,14 por ação de Smiles, baseado no preço não afetado das ações da GOL em 7 de dezembro de 2020 de R$27,05. Anteriormente ao anúncio da Reorganização, o preço não afetado da Smiles era de R$21,73.

Do outro lado, a Esh Capital, acionista minoritária da Smiles, divulgou uma carta convidando os investidores a votarem contra a proposta e disse que o valor justo a ser pago por ação seria de R$ 44,94, encontrado pela consultoria levou em consideração o critério de fluxo de caixa descontado, enquanto a proposta da Gol usou o valor de mercado. Com informações do Valor.

União Química adquire fábrica da Bayer

A União Química adquiriu fábrica da farmacêutica alemã Bayer na zona sul de São Paulo, segundo reportagem do Valor.

Além da unidade, a companhia nacional comprou portfólio com nove hormônios femininos. A intenção de venda da fábrica e da linha de medicamentos.

A operação está avaliada entre R$ 400 milhões a R$ 600 milhões, tomando como base a relação de 2 vezes a 3 vezes o faturamento da unidade. Em 2020, somente a venda dos medicamentos somou R$ 201 milhões.

Emissões e dívidas  

Dasa (DASA3) aprova oferta de ações que pode levantar até R$ 5,74 bilhões

A Dasa (DASA3) aprovou a realização de oferta restrita de ações. Com a operação, a empresa pode movimentar até 5,74 bilhões.

Os recursos captados serão destinados para crescimento orgânico e inorgânico (aquisições oportunísticas), pagamento referente à aquisição do Grupo Leforte (Biodínamo Empreendimentos
e Participações), capital de giro para os negócios da companhia, incluindo investimento em novos
produtos e pesquisas.

Banco ABC Brasil (ABCB4) homologa aumento de capital

O Conselho de Administração do Banco ABC Brasil (ABCB4) homologou o aumento de capital social da Companhia para R$ 2.657.155.896,89, representado por 226.090.118 de ações, sendo 113.445.475 ações ordinárias e 112.644.643 ações preferenciais.

Light (LIGT3) fará emissão de debêntures

A Light (LIGT3) submeteu nesta terça-feira (23) à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) pedido de análise prévia para registro de oferta pública de debêntures, em série única. É a 22ª emissão de sua subsidiária Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light SESA).

Serão ofertadas, inicialmente, 850 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 mil na data de emissão Assim, o montante é de R$ 850 milhões.

Sequoia (SEQL3) avalia realizar uma nova oferta de ações

A Sequoia (SEQL3) comunicou hoje que está avaliando realizar uma potencial oferta pública primária e secundária de suas ações ordinárias.

A empresa engajou como coordenadores o Banco BTG Pactual (BPAC11), o Santander (SANB11), o Morgan Stanley, o ABC Brasil (ABCB4) e o Itaú BBA, “bem como determinadas afiliadas internacionais dessas instituições para prestação de serviços de assessoria financeira.

AES Tietê (TIET11): pedido de registro da AES Brasil e sua listagem no Novo Mercado é aprovado

A AES Tietê (TIET11) comunicou ao mercado que foi deferido o pedido de registro de companhia aberta da AES Brasil perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e sua listagem e admissão à negociação no Novo Mercado, administrado pela B3 (B3SA3).

“Dessa forma, os acionistas que forem titulares de ações de emissão da AES Tietê no encerramento do pregão de 26 de março de 2021, receberão ações de emissão da AES Brasil, na proporção de 0,2 ações de emissão da AES Brasil para cada ação da AES Tietê, e os detentores de Units de emissão da AES Tietê receberão ações de emissão da AES Brasil na proporção de 1 ação para cada Unit, consequentemente, a partir de 29/03/2021, as ações de emissão da AES Tietê deixam de ser negociadas e iniciam os negócios com as ações de AES Brasil no Novo Mercado da B3.

Duratex (DTEX3) aprova financiamento

A Duratex (DTEX3) aprovou contrato de abertura de crédito, com Cédula de Crédito Bancário (CCB), com a Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME).

A concessão de financiamento foi aprovada no valor de R$ 697 milhões, pelo prazo de utilização até 24 meses, a contar de sua emissão, podendo ser estendido por até 12 meses.

IPO

Corsan se prepara para abrir capital

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) se prepara para abrir seu capital neste ano, conforme informou o Estadão.

Para isso, a companhia planeja concluir reestruturações internas, fazer aditivos nos contratos atuais e validar a nova precificação de sua base de ativos junto à agência reguladora, conforme o presidente, Roberto Barbuti.

Cias Abertas 

Petrobras (PETR4) diz que venda da RLAM segue padrão de plano estratégico

A Petrobras (PETR4) divulgou nota nesta terça (23) sobre o processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM),  localizada no município de São Francisco do Conde (BA), e seus ativos logísticos associados.

A estatal diz que processo de venda da RLAM segue padrão definido em plano estratégico.

A Petrobras (PETR4) concluiu em fevereiro último as negociações para vender a refinaria baiana.

De acordo com o Broadcast, o presidente Roberto Castello Branco — que deve deixar o cargo em abril — vai tentar fazer com que conselho aprove, nesta quarta, a privatização da RLAM, última de sua gestão.

Petrobras: revisão

Em 25 de novembro de 2020, lembra a estatal, ocorreu a revisão mais recente das principais premissas de planejamento para o quinquênio 2021-2025. Entre elas estão as projeções anuais do preço do petróleo tipo Brent, das margens de refino (crack-spreads internacionais) e da taxa de câmbio (Real/Dólar).

Além disso, no caso da RLAM, a Petrobras contratou pareceres externos de instituições especializadas que avaliaram premissas utilizadas nas avaliações da refinaria, e opiniões independentes de instituições financeiras especializadas que atestaram o valor justo da transação.

A venda da RLAM atende ao termo de compromisso (TCC) firmado com o Conselho Administrativo de

Vale (VALE3) arquiva relatório anual na SEC

A Vale comunicou que o relatório anual Form 20-F, referente ao ano fiscal de 2020, se encontra disponível no website da SEC, no da Vale.

Segundo a empresa, os investidores podem receber uma cópia impressa do relatório em inglês, gratuitamente, ligando para o depositário das ADR, Citibank N.A.

EDP (ENBR3) conclui etapas para energização e integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de trecho do Lote 07

A EDP Energias do Brasil (ENBR3) concluiu as etapas necessárias para a energização e integração ao Sistema Interligado Nacional de um dos dois trechos do Lote 07.

Nesta primeira etapa estão contempladas a linha que conecta as subestações São Luís IV e São Luís II, bem como as subestações de São Luís II e São Luís IV.

BB (BBAS3) nega venda envolvendo subsidiária

O Banco do Brasil (BBAS3) respondeu solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícia veiculada na mídia, em 22 e 23 de março, a respeito de eventual venda envolvendo a sua subsidiária integral BB Gestão de Recursos, a BB DTVM.

O banco “reafirma o divulgado em comunicados anteriores, que até o momento não há formalização de decisão materializando qualquer negociação envolvendo o segmento de asset management no âmbito da governança do BB”

Rating do BB

Além disso, a agência de análise S&P Global divulgou o rating do banco.

“A perspectiva estável dos nossos ratings de crédito de emissor de longo prazo do Banco do Brasil para os próximos 12 meses é a mesma que atribuímos aos nossos ratings de crédito soberano do Brasil (BB-/Estável/B e brAAA/Estável/–)”, diz o relatório da agência.

Por fim, a S&P avisa que pode “rebaixar nossos ratings do Banco do Brasil se realizarmos ação similar nos ratings do governo soberano brasileiro”.

CCR (CCRO3), concessionária da Linha 4 do Metrô de SP, assina aditivos de R$ 798,457 milhões

A CCR (CCRO3) informou nesta terça-feira (23) que foram celebrados os Termos Aditivos, entre sua controlada direta, a Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo, chamada de ViaQuatro, e o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Transportes Metropolitanos, cujo extrato será publicado no Diário Oficial do Estado.

O aditivo ao contrato de concessão estabeleceu o valor bruto devido à ViaQuatro, a título de “reequilíbrio econômico-financeiro”, de R$ 705,378 milhões.

JBS (JBSS3) anuncia compromisso com emissões zero de gases do efeito estufa

A JBS (JBSS3) informou que se compromete a zerar o balanço de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, reduzindo a intensidade de emissões diretas e indiretas e compensando toda a emissão residual.

A meta Net Zero da JBS inclui as operações globais da empresa, assim como sua diversificada cadeia de valor, que engloba produtores agrícolas e demais fornecedores, além de clientes, em seus esforços para chegar a emissões líquidas iguais a zero em 2040. “A JBS é a primeira grande empresa global do setor de proteína a estabelecer uma meta Net Zero”, destacou a companhia.

B3 (B3SA3) lança protocolo eletrônico para listagem de FIIs

Um protocolo eletrônico será disponibilizado pela B3 (B3SA3) a partir do dia 5 de abril. O novo canal de comunicação será para listagem de ofertas públicas de fundos de investimento imobiliários (FII) para negociação em Bolsa.

Segundo o Broadcast, a expectativa da B3 é que o mercado e os gestores dos fundos se adaptem ao protocolo eletrônico até o início de abril.

Hoje as entregas de documentos relacionados aos FIIs são feitas de forma física.

B3 (B3AS3) aprova distribuição de JCP no valor total de R$ 232,5 milhões

O conselho de administração da B3 (B3AS3) aprovou o pagamento de JCP no valor total de R$ 232,5 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,11431680 por ação.

O pagamento dos referidos proventos será realizado em 08 de abril e tomará como base de cálculo a posição acionária de 24 de março.

Desse modo, as ações da Companhia serão negociadas na condição “com” até o dia 24 de março, inclusive, e na condição “ex” juros sobre capital próprio e dividendos a partir do dia 25 de março.

Cotas do FII ALIANZFF começam a ser negociadas na B3

O fundo de investimento imobiliário Alianza FOF Fundo de Investimento Imobiliário começou a ser negociado nesta terça-feira (23) na B3.

Com nome de pregão FII ALIANZFF, o código de negociação é AFOF11. O lote-padrão é de uma cota e a cotação será em R$ por unidade.

Serão admitidas 367.124 cotas à negociação, ao preço de R$ 100 por cota, com o valor total de R$ 36.712.400,00.

BR Malls (BRML3): acionistas tentam emplaca venda de ativos

A acionista e gestora de private equity Aurora Capital e o grupo Suno estão se articulando para tentar emplacar uma estratégia baseada na venda dos shoppings da BR Malls (BRML3) para fundos de investimentos imobiliários (FIIs). As informações são do Valor.

Nesse modelo, a BRMalls seria cotista do fundo e administradora dos estabelecimentos, o que
poderia valorizar os ativos entre 50% e 70%, frente ao valor de mercado atual, de acordo com estimativa das proponentes.

O conselho de administração da BRMalls recusou o modelo. A administração da empresa diz que a transferência dos ativos geraria custos elevados com impostos, além de limitar a tomada de dívida e reduzir a liquidez para investidores, já que as cotas têm giro menor que ações.

Track & Field (TFCO4) planeja expansão em cidades de pequeno e médio porte

A Track & Field (TFCO4) pretende manter neste ano o ritmo forte de aberturas. O foco serão cidades de pequeno e médio portes e pontos de vendas na rua, segundo reportagem do Estadão.

Essas lojas mais pulverizadas pelo País vão apoiar a estratégia de digitalização da varejista que também planeja um novo centro de distribuição na capital paulista.

Proventos

Hypera (HYPE3) aprova distribuição de JCP

A Hypera (HYPE3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP), de R$ 0,30881 por ação ordinária, equivalente ao montante total bruto de R$ 194,77 milhões.

O pagamento dos JCP será realizado até o final do exercício social de 2022, em data a ser definida pela Companhia.

Farão jus aos proventos os acionistas com posição acionária ao final de 26 de março, de modo que as ações da Companhia serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 29 de março, inclusive.

BR Properties (BRPR3) aprova pagamento de R$ 23,7 milhões em dividendos

A BR Properties (BRPR3) comunicou a aprovação da distribuição de dividendos no valor total de R$ 23,68 milhões.

Os dividendos correspondem a R$ 0,04916 por ação e serão creditados aos acionistas com base na posição acionária de 26 de março, sem incidência de correção monetária.

Weg (WEGE3) aprova pagamento de JCP no valor de R$ 70,960 mi

O Conselho de Administração da Weg (WEGE3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 70,960 milhões, correspondente a R$ 0,033823529 por ação.

Farão jus aos proventos os titulares de ações em 26 de março, de modo que a partir de 29 de março em diante, as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”.

O pagamento de JCP ocorrerá em 11 de agosto de 2021 e será feito pelo valor líquido, de R$ 0,028750000 por ação, já deduzido o imposto de renda na fonte de 15%.

Mudança Acionária 

Copel (CPLE6) tem mudança acionária

A Companhia Paranaense de Energia, a COPEL (CPLE3 CPLE5 CPLE6) comunicou hoje que recebeu da BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de recursos de terceiros, a informação de que aumentou sua participação para 70.545.641 ações preferenciais classe B (CPLE6) e 154.411.988 American Depositary Receipts (ADR), representativos de ações preferenciais classe B, totalizando 224.957.629 ações preferenciais classe B.

Tal montante representa aproximadamente 17,53% do total de CPLE6 emitidas pela companhia.

Linx (LINX3) informa alteração acionária

A Linx (LINX3) recebeu comunicado da PSquared Master Asset Management AG, informando que atingiu, na qualidade de gestora de investimentos, 10.056.100 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias da Linx, correspondente a 5,30% do total de ações da Companhia.

A PSquared informou, ainda, que tal participação societária não objetiva alterar a composição do controle ou estrutura administrativa da Linx.

(Com Marco Antonio Lopes, Claudia Zucare, Rodrigo Petry e Redação)

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