BTG (BPAC11): Petrobras (PETR3 PETR4) tem trimestre forte e desinvestimentos continuarão

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Petrobras

A Petrobras (PETR3 PETR4) apresentou um trimestre com resultados fortes. A avaliação é de um relatório do BTG Pactual (BPAC11), que apesar disso manteve neutra a recomendação de compra de ações da empresa. Além disso, a empresa petroleira mantém a intenção de permanecer com o programa de desinvestimento de ativos.

De acordo com o BTG, ainda que tenha sido ajudada por um giro de estoque de R$ 6,1 bilhões, o Ebitda ajustado de R$ 47,8 bilhões reforça o cenário favorecido por um Brent mais valorizado. De acordo com o relatório, o preço do barril de petróleo do Mar do Norte subiu 35% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

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O que pesou também foi a desvalorização do real frente ao dólar e uma acentuação da redução e custos e despesas.

No primeiro trimestre de 2021, a petroleira conseguiu reverter um prejuízo e obteve lucro líquido de R$ 1,167 bilhão. No primeiro trimestre de 2020, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 48,523 bilhões.

O BTG informou ainda que há expectativa de revisão do rating neutro da empresa. Desde que haja uma evidências de um compromisso firme com uma estratégia considerada racional e livre de interferências políticas.

“Em resumo, a nova gestão passou uma mensagem de continuidade e racionalidade, que obviamente apreciamos”, informa trecho do relatório.

Petrobras (PETR3 PETR4): Silva e Luna reforça foco em crescimento robusto de produção

O presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna, afirmou que os resultados permitem mensurar o compromisso da estatal com a entrega de resultados. Este foi a primeira divulgação de balanço de Silva e Luna à frente da empresa. Ele assumiu o cargo em abril.

Em teleconferência, o presidente reforçou que a companhia mantém o foco de trabalhar na direção do crescimento robusto da produção e prometeu daqui para a frente extrair mais petróleo no maior patamar de sua história.

O executivo também informou que a empresa pretende dobrar a produção de diesel S10 (com menor teor de enxofre e 8% de biodiesel). A ideia é atender ao cenário atual, no qual há um peso cada vez maior por inovações de olho na sustentabilidade ambiental e transição energética.

Desinvestimentos continuam

O presidente disse ainda que a petroleira manterá o programa de desinvestimentos. A intenção do executivo é que a venda de ativos permitam a realização de investimentos maiores e melhores.

Com isso, a empresa pretende dar início à operação em 13 plataformas alocadas em seis campos de exploração. Isto deve ocorrer em um horizonte de cinco anos. Além disso, o executivo reafirmou a intenção de manter os investimentos de R$ 55 bilhões para o período 2021-2025.

Recuperação parcial de perdas

Os resultados do trimestre permitiram à Petrobras recuperar parte das perdas ocorridas com a interferência política. No início da tarde, as ações PN da companhia, subiam 4,12%, com o preço de R$ 26,02 por ação.

Nesse cenário, o valor de mercado da empresa estava calculado em R$ 333,3 bilhões. Quando ocorreu a interferência na estatal, o valor de mercado despencou de R$ 373,4 bilhões para R$ 280,5 bilhões. Com o retorno à casa dos R$ 300 bilhões, há uma recuperação.

No entanto, no acumulado do ano, as ações da companhia ainda acumulam perdas de 5,32% e permanece 10% abaixo do valor de mercado do começo de 2021.

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