EUA: payroll decepciona e revela criação de 266 mil vagas, quando o mercado aguardava 1 milhão

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: EUA/Freepik/Divulgação

O payroll, folha de pagamentos oficial dos Estados Unidos, decepcionou nesta sexta-feira (7), ao registrar a criação de 266 mil vagas em abril.

O mercado esperava ansiosamente por um número próximo de 1 milhão de postos de trabalho.

Em fevereiro, foram criadas 770 mil vagas, corrigidas das 916 mil anunciadas anteriormente.

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A taxa de desemprego subiu ao invés de cair, como previa o mercado: foi de 6% para 6,1%.

A expectativa era grande porque este é o primeiro payroll que contempla o período pós o pacote de auxílio de US$ 1,9 trilhões de Joe Biden. E também já expõe o crescimento, ainda tímido, do mercado de trabalho após a forte campanha de vacinação e a reabertura da economia.

O relatório foi divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA.

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Reprodução/Departamento do Trabalho

Prévia indicava maior geração de vagas

A pesquisa ADP/Moody’s, considerada uma prévia do payroll, folha de pagamentos oficial dos Estados Unidos, tinha sido divulgada na quarta-feira (5) e trouxe como dado a criação de 742 mil empregos em abril, abaixo da previsão de 800 mil do mercado. Mas, ainda assim, bem acima do payroll de hoje.

Ao contrário do payroll, a ADP não inclui os cargos públicos.

Seguro desemprego também apontava números melhores

A decepção com o payroll é ainda maior porque ontem (6), os novos pedidos por seguro-desemprego nos EUA vieram bem otimistas, totalizarem 498 mil na semana, ante 590 mil da semana passada (revisados dos 553 mil anunciados anteriormente). Essa foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que os pedidos semanais ficam abaixo de 500 mil.