Oi (OIBR3) tem prejuízo 44% menor no balanço do 1TRI21

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

A Oi (OIBR3) reportou prejuízo de R$ 3,5 bilhões no balanço do primeiro trimestre (1TRI21).

Isso representa uma queda de 44,2% na comparação com o mesmo período de 2020, com prejuízo de R$ 6,28 bilhões.

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A companhia informou que seus investimentos (Capex) consolidado, levando em conta as operações internacionais, chegaram a R$ 1,83 bilhões.

O valor representa uma alta de 3,9% no comparativo anual e de 7,3% em relação ao 4TRI20.

O resultado financeiro líquido no balanço do 1TRI21 foi uma despesa de R$ 3,94 bilhões. No mesmo período de 2020, a Oi (OIBR3) teve uma despesa de R$ 6,47 bilhões.

Oi (OIBR3) : principais números do balanço do 1TRI21

Prejuízo líquido

  • Prejuízo 1TRI21: R$ 3,5 bilhões
  • Prejuízo 1TRI20: R$ 6,28 bilhões

Ebitda

  • Ebitda 1TRI21: R$ 1,13 bilhões
  • Ebitda 1TRI20: R$ 1,53 bilhões

Receita líquida

  • Receita 1TRI21: 4,45 bilhões
  • Receita 1TRI20: 4,74 bilhões

Receita recua 6,2%

A receita líquida consolidada da Oi (OIBR3) no balanço do 1TRI21 atingiu R$ 4,45 bilhões, queda de 6,2% em relação a um ano antes.

No trimestre, a receita líquida das operações brasileiras totalizou R$ 4,39 bilhões, queda de 6,5% sobre a base anual.

Já a receita líquida das operações internacionais (África e Timor Leste) atingiu R$ 59 milhões. Alta de 20% em relação ao 1TRI20.

A receita líquida total das operações continuadas no Brasil totalizou R$ 2.214 milhões no 1T21, queda de 7,4% na comparação anual e queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

“As medidas restritivas, em função da piora do cenário da COVID-19, tiveram impacto nas operações do 1T21 interrompendo a sequência dos últimos dois trimestres em que a Companhia apresentou crescimento sequencial de receita”, destacou a empresa.

Ebitda cai 25,7%

O Ebitda consolidado ficou em R$ 1,13 bilhão. Isso equivale a uma queda de 25,7% na comparação com o mesmo intervalo de 2020.

“Essa queda é explicada quase que integralmente pela redução da receita, principalmente como reflexo da segunda onda da pandemia, em especial no segmento móvel pré-pago, que compõe as receitas de operações descontinuadas, e no segmento Corporativo”, esclarece a empresa.

Endividamento e Liquidez

A dívida bruta consolidada da Oi (OIBR3) ficou em R$ 28,19 bilhões no trimestre. Com isso refletiu uma alta de 7% sobre o 4TRI20.

No comparativo anual, o aumento do endividamento foi de 15,4% ou R$ 3,758 bilhões.

“A elevação no trimestre e no ano são decorrentes, principalmente, da desvalorização do Real vs o Dólar, de 9,6% em ambos os períodos”.

Já a dívida líquida da companhia no 1TRI21 foi de R$ 25,17 bilhões. Um ano antes era de R$ 18,13 bilhões.

Em 31 de março de 2021, o caixa consolidado era de R$ 3,02 bilhões,uma redução de 33,5% em relação ao 4T20 e de 52,0% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

“A redução no caixa ocorreu, principalmente, em função da manutenção de um CAPEX elevado, além do pagamento de obrigações pontuais, incluindo pagamentos de fornecedores parceiros e dos juros semestrais do Bond Qualificado, em linha com o acordado no Plano de Recuperação Judicial, além do início do pagamento de juros mensais da Debênture Privada emitida pela Oi Móvel em janeiro de 2020”, explicou a Companhia.

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Confira os principais destaques financeiros do balanço da Oi (OIBR3):