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OCDE revisa para cima projeção do PIB brasileiro, que deve ir a 5,2%

OCDE revisa para cima projeção do PIB brasileiro, que deve ir a 5,2%

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou em 1,5 ponto cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A entidade elevou sua estimativa em 1,5 ponto percentual. E agora prevê um crescimento de 5,2%.

Já para o próximo ano, a projeção também foi revista para cima. Agora, a OCDE prevê que a economia nacional cresça 2,3%. Isto significa um aumento de 0,2 ponto com relação à última projeção, segundo o Valor Econômico.

Porém, se a entidade projeta um PIB maior, o mesmo acontece com a projeção de inflação. Este indicador deve chegar a 7,2% neste ano. O que dá uma elevação de 1 ponto com relação ao último relatório.

Para o próximo ano, a projeção de inflação cresceu 0,9 ponto percentual. E com isso, a estimativa é que chegue a 4,9%.

OCDE vê perspectivas mistas

O organismo vê perspectivas mistas para os mercados emergentes. Com relação à China, a entidade calcula que o crescimento da economia deve atingir algo próximo do nível pré-pandemia da covid-19.

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Além disso, os exportadores de commodities estão se beneficiando dos elevados preços de exportação e da demanda global elevada por produtos.

Mas o risco de custos a longo prazo, decorrentes da pandemia, ainda preocupa. O déficit de produção, por exemplo, deve ser duas vezes maior ao final de 2022, nos países emergentes. Isto acontece em países como a Índia e a Indonésia.

Outras estimativas para o PIB

O Boletim Macroeconômico, da SPE, divulgado na última semana, manteve a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 5,3% para este ano. Para 2022, caiu de 2,51% para 2,5%. E foi mantido em 2,5% de 2023 a 2025.

Já segundo o Focus, da última segunda-feira (20), o PIB deve ficar em 5,04% neste ano.

No mês de julho, o PIB teve alta de 0,6%, segundo o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central e considerado uma prévia do dado oficial. A projeção era 0,40%. Na comparação anual, a alta é de 5,53%, quando a previsão era 5%. Em junho, a alta havia sido de 1,14%.

Vale lembrar que o IBC-Br é mensal, divulgado pelo Banco Central, ao passo que o PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE.

Por fim, na sexta-feira (17), o Monitor do PIB, da FGV, também apontou crescimento de 0,6% na atividade econômica em julho, em comparação a junho e crescimento de 0,3% no trimestre móvel finalizado em julho.